8/5/2014 15:26

Sem revelações, sem time e sem taças: veja pecados de Kleina

Gilson Kleina acena para os torcedores no Pacaembu: saída após quase dois anos de Palmeiras
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra



Após 20 meses de trabalho, um rebaixamento, a conquista da Série B e algumas derrotas marcantes, Gílson Kleina deixou o Palmeiras nesta quinta-feira sem cumprir as expectativas dos torcedores. Depois da perda de Alan Kardec por rigidez da diretoria em relação às questões financeiras, a equipe palmeirense se perdeu com três derrotas consecutivas. A última, para o Sampaio Correa-MA, foi decisiva.

Abaixo, o Terra aponta alguns dos pecados no trabalho de Kleina em conjunto com a diretoria do Palmeiras. Os erros vão desde o aproveitamento da base, a dificuldade em montar uma equipe confiável mesmo com muitas contratações e a falta de conquistas importantes, apesar do título da Série B. Confira a relação:

Não foi eficiente na busca por reforços


Em 2014, o Palmeiras teve mais um time de jogadores contratados, mas os torcedores ainda não conseguem identificar um grupo forte para enfrentar as competições da temporada. Mesmo que ainda desejasse um lateral direito e um zagueiro desde o começo do ano, Gílson Kleina participou da montagem de um grupo que não convenceu dentro de campo. A exemplo do presidente Paulo Nobre, do diretor executivo José Carlos Brunoro e do gerente Omar Feitosa, Kleina deve ser responsabilizado pelas carências.

Reforços em 2014: Victorino (zagueiro), William Matheus (lateral esquerdo), Paulo Henrique (lateral esquerdo), Josimar (volante), França (volante), Bruninho (volante), Marquinhos Gabriel (meia), Bruno César (meia), Mazinho (meia), Patrick Vieira (meia), Diogo (atacante), Rodolfo (atacante) e Henrique (atacante).

Não conquistou os torcedores

Kleina nunca foi um alvo destacado pelos torcedores, mas jamais conquistou as arquibancadas. Embora isso normalmente esteja atrelado aos resultados, contribuíram o discurso algumas vezes burocrático e as eliminações do Palmeiras dentro de casa. Em 2013, diante do Tijuana-MEX na Copa Libertadores. Em 2014, no Campeonato Paulista contra o Ituano. O acesso à Série A também foi conquistado com um empate sem gols frente ao São Caetano.

Não revelou jogadores

Em dois anos no cargo, Kleina também não conseguiu reverter a tradição palmeirense de não revelar. Em seu time ideal nesta temporada, não há nenhum jogador formado dentro do clube, e mesmo no banco de reservas nenhum prata da casa tem espaço significativo. O raro acerto nesse sentido foi o lateral direito Luís Felipe, afastado do time devido a um imbróglio na justiça. Ainda assim, precisou ser submetido a um empréstimo, prática comum do Palmeiras com os garotos.

Não conquistou nenhum título expressivo

O desejo dos palmeirenses por um título de primeira linha não foi preenchido pelo treinador em praticamente dois anos. Gílson Kleina conquistou a Série B, mas não conseguiu sequer se aproximar de uma conquista em todas as outras competições que jogou pelo Palmeiras. A projeção era de brigar pelas primeiras posições no Brasileiro, mas o início com duas derrotas em três jogos fortaleceu aqueles que desejavam sua cabeça.

Não montou uma equipe dentro da Série B

Em 2013, Kleina teve praticamente nenhuma cobrança por resultados além do acesso. Nesta temporada de reconstrução, ainda contratou jogadores para todas as posições, e ainda assim não entrou neste ano com uma equipe convincente em que fez mexidas repetidamente. Para seu azar, ainda perdeu dois pilares: Henrique, em janeiro, e Alan Kardec, no fim de abril.

Não fez time reagir à perda de Alan Kardec

A saída de Alan Kardec, o jogador mais efetivo da equipe, não pode ser atribuída a Kleina. Mas a dificuldade do treinador em encontrar soluções em um elenco que recebeu tantas contratações depôs contra sua permanência. O novo centroavante, Henrique, estreou com gols, mas o Palmeiras passou longe de ser regular e emocionalmente instável.


Não se livrou de jogadores que a torcida não gosta

Bruno, Wendel, Juninho e Marcelo Oliveira, jogadores nos quais a maioria dos palmeirenses não confiaram, foram escolhas recorrentes de Gílson Kleina. O mesmo ocorreu com Márcio Araújo durante a última Série B e a permanência do volante só não ocorreu por desacerto.



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