10/5/2014 08:33

Palmeiras joga de olho em técnico, mas sem deixar reação de lado

Clube iniciou consultas por treinadores e Vanderlei Luxemburgo já foi contatado pela diretoria alviverde - outros também serão. Em campo, pesa a série de três derrotas seguidas

Em meio a um turbilhão, o Palmeiras entra em campo neste sábado para enfrentar o Goiás para voltar a vencer depois de três partidas e evitar que a crise que gerou a demissão de Gilson Kleina se amplie. Mais do que a situação do time no Brasileiro, o futuro deste grupo é alvo de atenção da diretoria, que iniciou os contatos em busca de um novo treinador.

Vanderlei Luxemburgo recebeu uma ligação da direção. Outros nomes ainda serão procurados. Ney Franco, que agrada muito ao diretor-executivo José Carlos Brunoro, foi listado na quinta, assim como Luxa, Dorival Júnior e Tite. Os três últimos estão livres hoje.

Este é o fator que lhes dá vantagem em relação a Ney, do Vitória. Ter de pagar uma multa para contratá-lo pesa contra no momento – o Verdão já irá desembolsar R$ 600 mil para mandar Gilson Kleina embora.

Do trio livre, Tite é aquele com sucesso mais recente, exatamente no arquirrival, o Corinthians. É também a possibilidade mais remota. Entre suas conquistas, obteve a inédita Libertadores, e o Mundial de Clubes. Em alta, o comandante viajou para a Europa, e é cotado para o Brasil após a Copa do Mundo, caso Felipão não fique no cargo. O seu desejo é assumir uma seleção.

Luxemburgo agrada a conselheiros e membros da diretoria, especialmente por seu histórico vencedor no clube. Desempregado desde novembro, porém, ele não é visto por bons olhos pelo elenco. No início do ano, quando Luxa foi cogitado, os jogadores avisaram à diretoria que não gostariam da mudança. Dorival tem o vínculo histórico, por ser ex-jogador do clube e sobrinho de Dudu, ídolo do clube.

A cúpula quer manter os padrões financeiros do clube – todos recebiam recentemente mais do que os R$ 200 mil pagos a Kleina após a renovação. A grande preocupação alviverde é entender o projeto dos técnicos e ver se há motivação deles em assumir. O clube vive situação financeira complicada e não pode investir muito para contratar reforços.

Considera-se real a chance de o time ser comandado por Alberto Valentim até na quarta, contra o Sampaio Corrêa. O interino chegou ao clube para ser auxiliar na comissão técnica fixa graças a sua boa relação com Omar Feitosa, gerente de futebol, e isto chegou a criar uma desconfiança entre os jogadores, sob o risco de que ele pudesse ser um potencial “dedo duro” para a diretoria alviverde.

Na base da conversa, o treinador atual não conseguiu mudar muito a equipe e promete manter a base de Kleina - a escalação, porém, não foi confirmada. Sua intenção é, mesmo sabendo que não será efetivado, deixar o ambiente mais tranquilo para o treinador que chegar.

- Fizemos um grande Paulista, temos chances na Copa do Brasil e começamos o Brasileiro com vitória e depois perdemos. Chega uma hora que fica difícil continuar, não que tenha de mudar sempre. Infelizmente não temos muito tempo no futebol. Temos que recuperar o quanto antes para dar um salto. Vamos dar esta vitória para nós, para a torcida, e futuramente para o treinador que chegar - encerrou.




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