10/1/2017 09:45

Centroavante é essencial? Palmeiras foi campeão brasileiro com gols de 20 jogadores diferentes

por Alexandre Guariglia

Coletivo do Palmeiras falou mais alto na campanha do Brasileirão e evitou dependência de um homem de área (Foto: Cesar Greco)

A saída de Gabriel Jesus do Palmeiras representa uma grande lacuna no time titular do campeão brasileiro de 2016. Além de ser uma referência técnica, foi essencial com os 12 gols na campanha vitoriosa de sua equipe. Assim, para suprir essa vaga, o Verdão vem tentando a contratação do colombiano Miguel Borja, do Atlético Nacional, e do argentino Lucas Pratto, do Atlético-MG, ambos centroavantes.

É verdade que esses nomes dariam mais peso à função e agregariam muito ao elenco alviverde, mas vale ressaltar que a artilharia da equipe ficou dividida entre outras peças do grupo, principalmente quando Jesus ficou ausente e em jejum. Ao todo, 20 atletas diferentes marcaram pelo menos um gol no Brasileirão. Veja na galeria abaixo.

Se depender das preferências de Eduardo Baptista, que acabou de chegar, a presença de um legítimo ‘camisa 9’ deve fazer parte do plano de jogo do comandante. No Sport, atuava com André na posição, já no Fluminense tinha Fred como referência ofensiva e, na Ponte Preta, contava com Roger.

No entanto, se pegarmos os números do time de Cuca, dos 62 gols do Palmeiras na competição, 19 foram marcados por centroavantes, isso se considerarmos que Jesus jogou na posição. Caso caracterizemos o jogador do Manchester City como atacante, os homens de área tiveram somente sete gols. Os outros 43 tentos foram pulverizados entre meias, atacantes, laterais, volantes e zagueiros. Isso representa o quanto o coletivo se sobressaiu durante a campanha, o que abriu espaço para que Gabriel Jesus e seu talento individual decidissem partidas como os empates com o Flamengo, no Allianz Parque, e com o Atlético-MG, no Independência.

Cleiton Xavier, Dudu, Jean e até mesmo Fabiano puderam contribuir com gols decisivos para o campeonato. Não houve dependência total de um jogador de área, goleador. O segredo foi ter jogadores com poder de decisão que funcionassem dentro de um esquema encaixado. Se esse formato tiver êxito equivalente em 2017, o impacto da ausência de Jesus será menor e o time pode render mesmo se Borja ou Pratto não chegarem.

Dentro do elenco, Eduardo Baptista vai poder contar com jogadores de boa capacidade decisiva e ainda receberá novos membros como Guerra, Keno, Michel Bastos e Felipe Melo, todos com potencial para fazer a diferença.

Confira os números na galeria:





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