13/12/2017 10:30

Por que o Manchester City gastou R$ 127 milhões para comprar Jesus mesmo 'sem precisar'

Gabriel Jesus fez 10 gols pelo Manchester City durante a temporada

Para o Manchester City manter a vantagem na liderança da Premier League, o técnico Pep Guardiola conta com boas atuações de Gabriel Jesus, autor de 10 gols na temporada. Comprado do Palmeiras por 32,7 milhões de euros (cerca de R$ 127,6 milhões), o brasileiro não era visto como uma necessidade urgente para a equipe inglesa.



Quem revelou isso foi Carlos Eduardo Santoro, que é scout do Manchester City, durante o "II Debate Pense Bola", evento organizado pela Think Ball.

"A gente encontrou o Gabriel Jesus que é um jogador talentoso de potencial que acreditávamos. Naquele momento eu não sei se a gente precisava de um centroavante”, disse Santoro.

Seis meses antes da contratação do brasileiro, os citizens haviam desembolsado uma fortuna pelo atacante marfinense Wilfried Bony. No caso do ex-palmeirense, pesou uma oportunidade única de negócio.

“Tínhamos o Aguero e acabado de contratar o Bony [trazido do Swansea por cerca de R$ 120 milhões]. Mas era um talento e uma oportunidade. Se a gente não pegasse ele naquele momento e depois ele assinasse com Real Madrid ou PSG a gente não ia pegar nunca mais. A gente monitora o mercado para tomada da decisão independente da necessidade do elenco”, contou.

Gabriel Jesus estava há pelo menos cinco anos no radar de Santoro.

“Não foi um processo tão curto de uma janela, de um mês. Quando eu estava na Adidas eu conheci e trabalhei com o Gabriel, que tinha 15 anos. Depois, quando fui trabalhar no City, eu vi o Paulista Sub-17 e depois o Mundial Sub-20 da Nova Zelândia”, disse.

Além disso, o chefe de Santoro veio ao Brasil ver três jogos da jovem promessa no estádio em contextos completamente diferentes.

“Ele viu o Gabriel jogando em casa e como visitante. Atuando numa posição de 9 [centroavante] e por fora. Na base, ele jogava com dois atacantes. Quando subiu ao profissional, jogava por dentro com Oswaldo de Oliveira e por fora com o Marcelo Oliveira”, explicou.

Mesmo com potencial, ele queria ver se as características de Gabriel Jesus se encaixariam com a proposta de Guardiola.

“O modelo de jogo conta muito. Por exemplo, o primeiro volante do Chelsea precisa ter uma característica. No City será diferente. Nós gostamos de jogar no campo do adversário e ter a posse de bola. Ele é diferente de um time que espera o adversário atacar”.

Todos estes fatores foram levados em consideração nos relatórios produzidos para o Manchester City.

“Às vezes, o Jesus poderia ter feito um jogo não muito bom, mas tinha o potencial ótimo. São coisas distintas, precisamos entender as situações. Relatamos também o salário do jogador e a multa rescisória. É nossa obrigação passar o máximo de informação possível. Depois, vem o diretor para fechar ou não o negócio”, analisou.

Logo após, Txiki Begiristain – diretor esportivo dos citizens que trabalhou por sete anos no Barcelona – veio ao Brasil concluir a negociação.

Jesus foi uma das descobertas do programa Emergent Talents, um programa criado pelo City Football Group, grupo dono do Manchester City e de mais cinco clubes. Por temporada, são contratados jovens talentosos entre 17 e 21 anos, que podem ir ao time inglês - com raras exceções - ou serem cedidos para outras equipes para adquirirem experiência.

Ao contrário de nomes como Douglas [ex-volante do Vasco] e Marlos Moreno [ex-meia do Atlético Nacional-COL], que foram emprestados ao Girona-ESP, Gabriel Jesus foi diretamente para o City. Em quase um ano, ele já virou um dos protagonistas do time.

3339 visitas - Fonte: ESPN

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