10/1/2018 07:53

Palmeiras fala em "virar chave" e investir na base, mas reduz meta em 2018

Artur, 19 anos, é aposta para 2018 após se destacar no Londrina por empréstimo



No primeiro dia de trabalho do Palmeiras em 2018, o diretor de futebol Alexandre Mattos falou de um projeto que existe no clube desde sua chegada: o de fazer da categoria de base a principal fornecedora de talento da equipe principal. "Daqui a pouco, o Palmeiras não vai nem precisar ir ao mercado", disse ele. De fato, a reformulação na base alviverde vem acontecendo e o time contratou menos neste ano. Por outro lado, o clube reduziu sua meta de utilização de atletas da base para a temporada.

Em 2017, o objetivo era ter quatro jogadores da base com 45 minutos disputados em pelo menos dez partidas do time profissional. A marca passou longe de ser alcançada: o jogador com mais tempo em campo foi o volante Gabriel Furtado, que jogou meio tempo contra a Ponte Preta no Brasileirão. Para este ano, a meta é bem mais modesta e prevê apenas a utilização de quatro atletas no profissional, sem estipular quantidade de jogos ou minutos.

O principal motivo para "baixar o sarrafo" foi, na visão do Palmeiras, a constatação de que a meta anterior era muito difícil de ser alcançada em uma equipe do porte alviverde, constantemente pressionada para conquistar títulos. No ano passado, movido pela expectativa de conquistar a Libertadores, o clube fez contratações de peso como Felipe Melo, Guerra e Borja, que acabaram dificultando o uso de jovens.

Além disso, há o entendimento de que a utilização de atletas da base não pode ser trabalhada como algo obrigatório – cabe aos garotos demonstrar que têm condições de serem aproveitados. Para 2018, as apostas principais são os atacantes Artur (já integrado ao elenco principal) e Fernando, o meia José Aldo e o volante Matheus Neris, além do meia-atacante Vitinho, que está emprestado ao Barcelona B até o meio do ano e pode voltar.

Apesar do espaço para a base ainda ser escasso no time principal, o Palmeiras trata o objetivo de se reforçar no mercado cada vez menos como algo factível. A estratégia atual de trazer jogadores com contratos longos, segundo avaliação interna, vai permitir que o elenco se estabilize a médio prazo e abra mais essa possibilidade. Para 2018, porém, o time preferiu fazer "contratações pontuais" no mercado. Trouxe o goleiro Weverton, os laterais Marcos Rocha e Diogo Barbosa, o zagueiro Emerson Santos e o meia Lucas Lima.
Outro ponto é que o regulamento do Campeonato Paulista passou a permitir a inscrição ilimitada de atletas formados no clube. A mudança foi vista com bons olhos pelo Palmeiras que, desde 2015, com a chegada do coordenador João Paulo Sampaio, do Vitória, tem reformulado suas categorias de base.

A principal alteração foi um foco voltado mais para o campo. O clube reduziu pessoal em setores mais administrativos e aumentou o número de treinadores e olheiros, subdividindo as categorias. O sub-17, por exemplo, passou a ter uma espécie de "equipe auxiliar" sub-16. O objetivo é dar mais atenção aos garotos que estão no chamado "ano ruim", em que competem na mesma categoria contra jogadores um ano mais velhos, o que pode fazer muita diferença em faixas etárias mais baixas.

A estratégia surtiu efeito, e em 2018 o Palmeiras teve seu melhor ano nas categorias de base. Foram 16 títulos e oito vice-campeonatos em 38 competições disputadas, do sub-11 ao sub-20. Resta agora dar o passo seguinte e, cumprindo a meta que o próprio clube se impôs, passar a usar na equipe profissional o talento que é preparado em casa.

5586 visitas - Fonte: UOL

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Parabens...parabens...parabens

Tenho acompanhado mais de perto a base e realmente tem alguns moleques promissores, não craques, mas promissores ... Alan, Mailton, Jose Aldo, Yan, Fernando, Matheus Neris, Gabriel Furtado, Johnny, Di Maria de Osasco, Vitão ... são todos boas apostas ... agora não acho que já podem sair jogando no profissional e irem resolvendo partidas ... lá a pegada é outra ... força e preparo físico maiores, marcação mais justa, velocidade de jogadas mais rápidas, malandragem maior, mais jogos por semana, psicológico mais exigido, aplicação tática mais rigorosa ... essas coisas fazem muita diferença e cada jogador precisa de um tempo pra se adaptar a isso ... uns precisam de uns 6 meses e outros 2, 3 anos pra isso ... então essa solução de emprestar pra um time menor achei excelente, como foi o caso do Artur, Vitor Luis e Thiago Martins, pois nesses clubes conseguem ter sequencia de jogos pra valer e a adaptação é mais rápida ... agora ir direto pro nosso profissional não tem muito como ... a nossa torcida é muito exigente, quer que chegue e resolva e um moleque da base dificilmente vai conseguir, a não ser que seja um Neymar, que aparece 1 em 1 milhão ... mas os que estão aparecendo são animadores ... acho que nesse esquema implantado pela diretoria realmente será possivel transformar a base em fornecedora do profissional ... a medida que os anos forem passando isso vai ficar cada vez mais evidente ... parabéns diretoria ... Mattos, Cicero e Cia são baita profissionais, talvez os melhores que já trabalharam no Verdão ...

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Parabéns Palmeiras esse é o caminho.

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