9/2/2018 15:00

Junior elimina o Olimpia e segue firme na Libertadores

Equipe de Barranquilla agora enfrenta o Guaraní do Paraguai para definir quem ingressa no grupo de Palmeiras, Boca Juniors e Alianza Lima

Famosa pelo seu Carnaval, que atrai milhões de pessoas e foi elevado a Patrimônio da Humanidade pela Unesco, Barranquilla terá mais um motivo para festejar nos próximos dias de folia. No confronto mais encardido da Libertadores até agora, o Atlético Junior eliminou o sempre assustador Olimpia e está a um passo de ingressar na fase de grupos: resta passar por outro paraguaio, o Guaraní, para entrar na chave que já tem Boca Juniors, Alianza Lima e Palmeiras. E que os favoritos palmeirenses e xeneizes não se enganem: se entrar, o Tiburón colombiano entra para brigar por vaga.



As duas partidas provaram que o embate entre Olimpia e Junior aconteceu de forma muito precoce na Libertadores – parecia que estávamos presenciando um confronto pelas quartas de final, e não uma mera disputa de segunda fase que ainda nem garantia a vaga na fase de grupos. São duas equipes de quilate, cada qual com sua própria índole: o decano paraguaio copeiro até a medula e a esquadra colombiana com um futebol envolvente que na primeira partida, em que pese a derrota por 1 a 0, em boa parte do tempo encaixotou o Olimpia em pleno Defensores del Chaco.

Ontem, com a astúcia que as múltiplas decisões lhe concedem, foi justamente o Olimpia que avançou desde o início a ponto de sugerir que o Carnaval de Barranquilla seria um pouco amargo para a gente do Tiburón. Mas comandado por Yimmy Chará, a figura desta equipe, e por Luiz Carlos Ruiz, ontem o melhor em campo, e inclusive com direito a gol decisivo do sempre lunático Teo Gutierrez, o Junior demonstrou força ao vergar o tricampeão continental por 3 a 1 e seguir lépido e faceiro rumo a outras noites libertadoras.

Se dentro do campo a qualidade era mútua, a disputa na prateleira era covardia: com quatro títulos, o Olimpia já disputou sete finais de Libertadores, enquanto o Tiburón nunca sequer decidiu um título continental. O desempenho do time, semifinalista da Sul-Americana 2017, parece não ter sofrido danos com a chegada do treinador Alexis Mendoza, nome identificado com o clube desde os tempos de jogador, que substituiu Julio Comensaña, o homem que levou o Junior ao título da Copa da Colômbia na última temporada. Prova de que não pretende ser coadjuvante na Libertadores é que o clube contratou o atacante Jonathan Álvez, destaque com o Barcelona de Guayaquil na última edição da Copa que estava na mira de grandes clubes sul-americanos.

Por enquanto, tudo que menos temo são certezas, sobretudo em véspera de Carnaval, mas já existem indícios de que o clube de Barranquilla parece trilhar o mesmo caminho de outros colombianos que recentemente brilharam no continente, como Atlético Nacional e Santa Fe, que antes de venceram Libertadores e Sul-Americana, pavimentaram seu percurso com times fortes que ao menos chegavam nas fases decisivas. Chegavam e falhavam. Chegavam e quase venciam. Até que chegaram e, vejam só, de fato venceram. O que se pode afirmar sem chance de erro é que o Tiburón já é uma grata novidade nesta recém iniciada Libertadores. E que vai fazer de tudo para que a Quarta-feira de Cinzas chegue a Barranquilla o mais tarde possível.

6027 visitas - Fonte: Blog Meia Encarnada do

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