13/4/2018 08:55

Verdão será forte candidato ao título do BR se não repetir os erros de 2017

Mesmo com inúmeros problemas, Verdão terminou o Brasileirão do ano passado em segundo lugar. Manter a paz e não priorizar competições são as regras para 2018

Palmeiras é um dos favoritos ao título brasileiro de 2018: veja a seguir as campanhas do clube na era dos pontos corridos Cesar Greco/Palmeiras

Trocas de treinador, Cuca x Felipe Melo, Borja em má fase... Quase tudo o que poderia ter dado errado para o Palmeiras em 2017, deu. E mesmo assim o clube terminou o Brasileirão como vice-campeão. Na era dos pontos corridos, só a campanha do título de 2016 foi superior a essa. Se souber entender as lições deixadas pela temporada passada, o Verdão será forte candidato ao título de 2018, que começa para o clube nesta segunda, às 20h, contra o Botafogo, no Engenhão.



Se tudo tivesse transcorrido em paz, o Palmeiras teria boas chances de tomar o título do Corinthians. Talvez essa seja a maior lição deixada pelo ano que passou: quanto menos problemas aparecerem na Academia de Futebol, maior será a probabilidade de vencer. Blindar o elenco e a comissão técnica depois de toda a confusão da decisão estadual parece ter sido uma boa estratégia neste aspecto.

O principal, o Palmeiras já tem: o elenco montado por Alexandre Mattos é, de novo, um dos melhores do país. O clube não tem (pelo menos por enquanto) um time titular amplamente superior aos seus principais adversários, tanto que acaba de perder uma final para o Corinthians, mas tem peças de reposição difíceis de encontrar em outras equipes. Edu Dracena, Thiago Santos, Moisés, Guerra, Keno... É difícil ver atletas desse nível no banco dos concorrentes. Para um torneio de pontos corridos, faz toda a diferença.

Clima turbulento à parte, a diretoria avalia que o maior erro de 2017 foi dar prioridade total à Libertadores e até à Copa do Brasil. Quando voltou-se apenas para o Brasileirão, o Palmeiras já estava 15 pontos atrás do Corinthians - a diferença chegou a diminuir no fim, mas não foi possível superar o rival.

Cuca escalou uma equipe completamente reserva já na segunda rodada do Brasileirão, na derrota por 1 a 0 para a Chapecoense, preservando os titulares para o jogo contra o Atlético Tucumán (ARG), na fase de grupos da Libertadores. A derrota em casa para o Atlético-PR, por 1 a 0, último jogo antes da queda para o Barcelona de Guayaquil (ECU) e também com suplentes, é outra bastante lamentada.

Antes mesmo de definir Roger Machado como treinador, os dirigentes já haviam avisado internamente que não se deve mais colocar nenhuma competição em segundo plano. Se for para preservar atletas em partidas que antecedem confrontos decisivos de mata-mata, que sejam apenas os mais desgastados. Isso já foi colocado em prática às vésperas do Dérbi que decidiu o Paulistão, quando Roger sacou apenas os titulares mais desgastados do jogo contra o Alianza Lima, pela Libertadores - e venceu por 2 a 0.

Os acontecimentos da última semana fizeram o volume de algumas cornetas aumentarem no Allianz Parque, mas Roger Machado faz trabalho promissor até o momento e tem o respaldo da diretoria.



O que fez em 2018:
Aproveitamento: 71,43% (14V, 3E e 4D)
Paulistão: vice-campeão
Libertadores: 7 pontos (líder do Grupo 8)
Copa do Brasil: entra nas oitavas de final

Opinião
"O Palmeiras tem um bom trabalho com Roger, um caminho promissor a seguir se tiver cabeça no lugar e entender seus erros para melhorar. Vale para elenco, diretoria e torcida. O Verdão ainda lambe as feridas de um dos maiores tombos de sua história, a polêmica derrota para o Corinthians em uma final de Paulistão, a primeira com Dérbi dentro do Allianz Parque. Se o título daria tranquilidade de sobra para seguir na Libertadores e largar no Brasileirão, a derrota gera impactos emocionais que o Palmeiras terá de trabalhar para começar bem o Nacional - e começar bem é fundamental. O elenco é um dos melhores do país. Há fartura no meio e no ataque. Os problemas das laterais de 2016 foram corrigidos, com Marcos Rocha, Victor Luis e Diogo Barbosa. A dupla de zaga, formada por Thiago Martins e Antônio Carlos, como mostraram os últimos jogos, não é confiável. O desempenho do Palmeiras vinha em curva de subida desde a derrota no Dérbi da primeira fase do Paulistão. A produção do ataque travou contra Corinthians e Boca Juniors. Há muita qualidade, no banco e no campo, para corrigir a rota. Desde que o clube tenha a cabeça fria"
Por Thiago Salata, editor do LANCE!

4233 visitas - Fonte: LANCE!Net

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