17/12/2018 09:44

Nova celebridade, Leila admite presidir Palmeiras no futuro: "É desejo de todos aquela cadeira"

Dona da Crefisa, porém, acha prematuro garantir que vá concorrer ao cargo em 2021

Até quatro anos atrás, Leila Pereira dirigia anonimamente por São Paulo. Hoje em dia, até "coraçãozinho com as mãos" a dona da Crefisa diz receber de carros ao lado, quando o trânsito para. Não é de se duvidar. A patrocinadora do Palmeiras se tornou uma figura conhecida além do clube, uma celebridade do futebol brasileiro.



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Na reta final do Campeonato Brasileiro, o terceiro título nacional do Palmeiras desde 2015, quando teve início a parceria que atualmente rende R$ 6,5 milhões mensais e ajuda também no pagamento de salários de parte do elenco, a empresária (e também conselheira do clube) teve tratamento semelhante ao das estrelas do time.

Foi ovacionada por palmeirenses de Londrina, no jogo contra o Paraná, e teve o nome gritado até por torcedores do Vasco em São Januário, na vitória que confirmou o título.

– Lá com o Vasco, eu fiquei muito emocionada, porque nunca vi um negócio daquele na minha vida. A torcida inteira gritando "Au, au, au, tia Leila é bacalhau". Ficavam gritando o nome da minha empresa e gritando "Vem! Vem! Vem!" – diz Leila, que torcia para o Vasco na juventude, antes de se mudar à capital paulista.

Leila pôde se eleger conselheira do Palmeiras no ano passado, graças a uma garantia dada pelo ex-presidente Mustafá Contursi. Atitude que motivou racha político entre o também ex-presidente Paulo Nobre e Maurício Galiotte, que comanda o clube há duas temporadas e foi reeleito para um mandato agora de três anos.

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Já cheguei em São Januário. Avanti Palestra!!!

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As vitórias da empresária sobre forças históricas do clube apontam para um caminho que ela própria já não descarta: no final de 2021, é muito provável que a conselheira seja candidata à presidência.

– O desejo de todo conselheiro do clube é um dia estar sentado na cadeira principal do Palmeiras. É óbvio, é uma honra para qualquer palmeirense. Qualquer palmeirense quer sentar naquela cadeira. As pessoas me dizem muito isso: "Leila, você vai ser a nossa presidente". As pessoas falam tanto que daqui a pouco vão me convencer. Mas isso eu só vou poder confirmar mais próximo (da eleição). Não dá para falar uma coisa dessa com três anos de antecedência.

Veja a entrevista completa:



Como foi para a parceira terminar mais um ano com título?

– Estou muito feliz com a parceria. São quatro anos de patrocínio de Crefisa e FAM com três títulos nacionais. No ano passado, fomos vice-campeões brasileiros. É uma parceira que se comprovou de extremo sucesso, e eu estou muito feliz. Coroamos esse ano com um super presente de Natal para todos nós torcedores com esse título maravilhoso, num campeonato muito difícil. Um campeonato onde seis ou sete times poderiam ter sido campeões. Foram 23 jogos de invencibilidade.

Da chegada ao clube para hoje, o que vê de mudança?

– Poxa vida. Em um período tão curto, houve mudanças extraordinárias. Se vocês bem se recordam, em 2014 o Palmeiras quase caiu. Pela pontuação do Palmeiras, teria caído. Fomos salvos pelo Santos. Em 2015, com o início da parceria e, claro, com a inauguração da arena, com a chegada do Alexandre Mattos, conseguimos um título nacional muito importante, o da Copa do Brasil. Daí foi só alegria.

Para você, qual o peso da patrocinadora nessa ascensão?

– Fica complicado que dizer que esses resultados têm a ver com esse início de relacionamento com a patrocinadora, mas vejam: eu conto fatos. Em 2014, qual era a situação do clube? Era uma situação dificílima, e eu não acredito em milagre. Eu acredito em investimento, eu acredito em seriedade de trabalho. Futebol é investimento, futebol é um esporte caríssimo. Sem investimento, você não anda. Eu não acredito em bom e barato. Acho que a parceria das nossas empresas com o Palmeiras teve grande influência nesse sucesso que estamos presenciando.

Essa seriedade de trabalho do Palmeiras que você citou é que te dá segurança para renovar contrato por três anos?

– Quando entramos para patrocinar o Palmeiras, eu não analisei quem seria o presidente. Tanto que, na época, quem fosse o presidente, nós iniciaríamos o relacionamento. Mas hoje, sem dúvida, o que me dá tranquilidade de continuar essa parceria é a seriedade de trabalho. A seriedade me estimula cada vez mais a contribuir com o clube. Você vai à Academia de Futebol, é um espetáculo. Todos dizem que é comparável a qualquer centro de treinamento europeu. E o Alexandre, que, sem dúvida nenhuma, é o melhor executivo de futebol do Brasil, já demonstrou a capacidade dele.

– Fico muito tranquila em continuar com essa parceria. Anteriormente, nosso patrocínio era de dois anos porque o mandato do presidente era de dois anos. Como agora conseguimos alterar o estatuto, aumentando esse mandato para três anos, vamos renovar - é o meu desejo - por três anos. Porém, vocês viram as informações de que apareceu um novo pretendente a patrocínio. Estou esperando o posicionamento do Palmeiras. Acho até que é obrigação do presidente saber quem é, conversar com esse novo interessado, porque o que deve ser feito é o que é o melhor para o clube. Se chega uma nova empresa com a possibilidade de aumentar o patrocínio e eu não conseguir cobrir essa oferta, acho que o tem que ser feito é o melhor para o Palmeiras. Mas acho muito estranho e duvido dessa proposta, que chegou num momento muito estranho, dois, três dias antes da eleição. Mas é obrigação do Palmeiras conversar. Se for bom para o Palmeiras, que siga por esse caminho. Se não, estou à disposição para renovarmos por mais três anos.

Com que bases?

– Temos as bases de hoje. Uma coisa eu garanto: no mínimo será o que nós investimos hoje. Mas eu preciso conversar com o presidente. O contrato vence em 31 dezembro, mas pelo contrato temos mais 30 dias para renovar. Tem tempo ainda, estou tranquila.



Já se fala muito da próxima eleição e de uma eventual candidatura sua. Você trabalha essa ideia de se candidatar?

– Agora o mandato de presidente tem três anos. Foi uma alteração muito importante que fizemos no estatuto. Foi uma vitória muito importante. Diziam que essa alteração era para me beneficiar. Não é, gente. Se você olhar fundo o desejo de nós palmeirenses é de tranquilidade para o presidente governar. Em dois anos, é inviável. O presidente entra no clube, e até ele tomar pé do que ocorre, já passou um ano. No segundo ano, já tem que estar preocupado com nova eleição. Três anos é o período ideal. É isso que nós sempre pensamos.

– Em 2021, eu posso ser candidata. Mas meu desejo é, anteriormente a isso, na eleição do Conselho. Meu mandato como conselheira termina em fevereiro de 2021. Isso eu garanto: em fevereiro de 2021, eu sou candidata ao Conselho do Palmeiras. Gostaria de ficar o resto da minha vida, se os sócios assim me derem essa honra. Gostaria de permanecer para sempre como conselheira, porque acho que posso contribuir com o clube sendo conselheira. Aí, em novembro desse mesmo ano, eu poderia ser candidata a presidente do Palmeiras. Como vocês bem sabem, eu sou a principal executiva de todas as nossas empresas. Para administrar um clube da grandeza do Palmeiras, você precisa de dedicação quase que exclusiva ao clube. Então, não sei daqui a três anos como vai estar a minha vida. Que eu posso ser candidata em novembro de 2021, posso sim. Mas, mais próximo à eleição, prometo que anuncio se vou ser ou não vou ser candidata.

Está longe ainda, mas, se fosse eleita presidente, como ficaria a relação enquanto patrocinadora?

– Eu desconheço qualquer artigo do estatuto que impeça uma presidente ser patrocinadora. Se o estatuto não é contra um presidente emprestar dinheiro ao Palmeiras, por que seria contra uma presidente ser patrocinadora? O patrocinador só põe dinheiro no clube, ele não empresta. Aí você vai me perguntar sobre os aditivos, mas aquilo não é um empréstimo.

Há um artigo que trata da relação comercial.

– Mas como, então, não impediu que o ex-presidente emprestasse dinheiro ao clube? É uma relação comercial, não é? O presidente que assina pelo clube, ele mesmo decidiu quanto se pagaria de juros para ele. É uma relação comercial. Por que com o presidente anterior pode e se eu for presidente do clube não poderia ser patrocinadora? Não vejo nenhuma incompatibilidade. Isso é conversa da oposição, da pequena oposição que existe, que diz que eu não posso ser conselheira e patrocinadora. Aí vem aquela história de que eu estava chantageando o Palmeiras, que se o Maurício não ganhasse, eu tiraria o patrocínio. Não é nada disso. A oposição planta isso na imprensa. O que acontece é o seguinte: eu desejo ser conselheira. Fui eleita para o cargo de conselheira, e sou patrocinadora. Se a oposição vencesse, eu continuaria conselheira, porque fui eleita para isso. Se eles não me querem como patrocinadora, o que eu posso fazer? Meu contrato ia vencer. Se não querem assinar novo contrato de patrocínio porque eu sou conselheira, então na verdade não é meu patrocínio que está saindo, eles estariam retirando do clube. Essa é a história. Mas meu desejo, óbvio, é continuar conselheira e patrocinadora. Não vejo nenhuma incompatibilidade.

Mas, pegando por base o histórico recente de vitórias políticas contra os nomes da política tradicional do clube, é um caminho natural você se candidatar em 2021?

– Foi um ano muito vitorioso para o clube, foram muitas vitórias. Primeira foi a alteração do estatuto, que alterou não só o tempo de mandato, mas a possibilidade de o clube se beneficiar de leis de incentivo ao esporte... Mas o que deu mais relevância foi a alteração do mandato de dois para três anos. Foi uma vitória muito importante. Posteriormente a essa vitória, uma nova vitória no Conselho com relação aos aditivos. Aquilo nós não entendíamos como empréstimo. Utilizávamos os atletas para exposição das nossas marcas, mas tinha uma vírgula que dizia que, em caso de venda do atleta, devolvia-se o dinheiro. Isso não é uma dívida, é uma dívida coberta. Sempre foi o combinado. O Conselho aprovou os aditivos. Depois, a reeleição do Maurício. E para coroar esse ano maravilhoso, o título brasileiro. Tenho direito a pedir música (risos). Foi um ano muito feliz.

E é um caminho natural a sua candidatura?

– Acho que o desejo de todo conselheiro do clube é um dia estar sentado na cadeira principal do Palmeiras. É óbvio, é uma honra para qualquer palmeirense. Qualquer palmeirense quer sentar naquela cadeira. As pessoas me dizem muito isso: "Leila, você vai ser a nossa presidente". As pessoas falam tanto que daqui a pouco vão me convencer. Mas isso eu só vou poder confirmar mais próximo. Não dá para falar uma coisa dessa com três anos de antecedência. Mas muitas pessoas me cobram isso.





Como foi ouvir em São Januário a torcida do Vasco te pedir para ir para lá?

– Foi lindo (risos). Isso me emociona muito. O carinho que não só o torcedor do Palmeiras tem comigo, mas outros torcedores têm também. Acho que eles entendem que eu respeito todo torcedor. Da mesma forma que eu amo meu clube, cada torcedor ama o seu. Então, nunca faço piadinhas bobas quando o Palmeiras é campeão ou ganha alguma partida. Jamais. Por respeito que tenho ao torcedor. E eu gostaria muito que outros clubes utilizassem o modelo do Palmeiras, porque é um modelo vitorioso. Implementassem em seus clubes também, porque isso atrairia investidores, faria os clubes cada vez maiores. Porque isso que estou fazendo pelo Palmeiras não é pelo Palmeiras, é pelo futebol. Gostaria muito, porque as pessoas pedem: "Leila, vem para o meu clube." Eu não posso, eu sou palmeirense, sou conselheira do Palmeiras, meu coração é verde. Mas fico muito emocionada. Lá com o Vasco, eu fiquei muito emocionada, porque nunca vi um negócio daquele na minha vida. A torcida inteira gritando "Au, au, au, tia Leila é bacalhau". Ficavam gritando o nome da minha empresa e gritando "Vem! Vem! Vem!". Fomos campeões em São Januário, e os vascaínos estavam parabenizando a gente. Foi muito emocionante.

No começo, você passou de executiva a pessoa pública. Hoje em dia, mais do que pessoa pública, você virou uma celebridade. Como você convive com isso?

– Olha, isso só me enche de alegria. Lá em Londrina, contra o Paraná, nós ficamos em um camarote, num lugar separado. Um lugar até charmosinho. A torcida estava ao lado. Quando eu cheguei e a primeira pessoa falou "oi, tia Leila", a torcida começou com "Uh! Tia Leila". Às vezes, eu estou no clube... Essa questão política às vezes desgasta, você fica chateada, perde o estímulo. Você está se esforçando tanto, com investimento muito grande, e dentro do clube você tem oposição. Que mal eu fiz para o Palmeiras? Aí eu fico chateada. Mas quando vejo essa explosão de carinho e alegria que a torcida tem comigo, eu esqueço tudo. Eu amo nossa torcida. É a torcida que me estimula cada vez mais. Para o que falam dentro do clube, eu não estou nem aí. Quando vejo aquilo... O que me interessa é o sentimento do torcedor, que é quem realmente ama o Palmeiras. Não essa meia dúzia que está dentro do clube por causa de cargo. Meia dúzia, tá? Não estou dizendo a maioria. A grande maioria reconhece a importância da parceria, o esforço que nós fazemos. Mas tem uma pequena minoria que me ataca violentamente, uma coisa desmedida, que às vezes me deixa chateada. Mas quando vejo esse carinho que a torcida tem comigo, é lindo. Estou dirigindo na rua, às vezes para carro do meu lado, ficam fazendo coração para mim. Gente, o que é isso? É muito bacana.

Isso é incomum por parte de torcida, que também critica muito, é muito passional. Não teme perder essa relação assumindo um cargo de presidente?

– Não, sabe por quê? Tenho certeza de que se algum dia eu for presidente do Palmeiras, da mesma forma o torcedor que te aplaude, ele é emoção pura. Se está ruim, ele vai hostilizar. É óbvio. Mas aí eu estou com eles. O Palmeiras tem que ser vitorioso. Nosso objetivo é conquistar títulos. É isso que eu quero. E o que eu quero é o que o torcedor quer. No dia em que me hostilizarem, vou falar que estão certos, que vou continuar tentando. Minha luta sempre vai ser por um Palmeiras vencedor. Esse negócio de bom e barato, esquece. Isso não existe, chega. Estamos em outro patamar. Nosso projeto de Palmeiras é um projeto para que o clube seja relevante mundialmente. Não é aqui no Brasil ou na América do Sul. Esse não é o projeto que a gente quer, a gente quer muito mais. Esse pessoal que pensa pequeno no Palmeiras, que está no clube só por causa de cargo, tem que ficar no ostracismo. Sou da teoria de que um presidente que rebaixe um clube da grandeza do Palmeiras – estou falando do meu clube – tenha que ser expulso do clube. Não acontece nada. Pior: ainda dão opinião. Acho isso uma aberração, uma falta de respeito com nossos milhões de torcedores. Tinha que haver alguma punição para esse tipo de gente que rebaixa nosso clube, mas não. Pelo que eu vejo, além de rebaixar, ainda continua dando opinião. É uma sugestão que dou para o estatuto do clube: rebaixou o clube, está fora. Acho que a torcida iria gostar muito.

Como torcedora, de que forma você viu o trabalho do Felipão?

– Fundamental, foi fundamental. A última derrota no Brasileirão foi contra o Fluminense. São 23 jogos de invencibilidade. Ele foi fundamental para essa retomada, para essa arrancada no Campeonato Brasileiro. Esse título, a gente deve ao Luiz Felipe Scolari, um técnico vencedor em todos os lugares. Ele tem a cara do Palmeiras, e eu fiquei muito feliz com a chegada dele.



Em anos anteriores, o trabalho começou com mudanças. Fosse de presidente, de treinador. Agora, as principais figuras estão mantidas, o Alexandre Mattos (diretor de futebol) também renovou contrato, o patrocínio deve ser renovado. Pode fazer diferença?

– Claro que sim. As pessoas vão ter tranquilidade para trabalhar. Apesar de que toda essa ebulição política fica muito distante da Academia de Futebol, graças a Deus. Hoje, a Academia é blindada, não existe política. Essa ebulição toda é no clube social. Ainda bem. Não acho que todos esses problemas políticos afetaram nosso futebol, mas é óbvio que com uma certa paz - paz total no Palmeiras é impossível - o trabalho flui melhor. As pessoas têm mais garantias de que as coisas andarão. A renovação do Alexandre foi super importante, o Felipão tem contrato até 2020, o Maurício tem mais três anos. Eu estou com toda disponibilidade para renovar o contrato, só estou esperando as conversas do Palmeiras com esse investidor, que apareceu do nada. Vamos ter paz para trabalhar.















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ESPERO ESTAR VIVO QDO A LEILA FOR PRESIDENTE DO PALMEIRAS, ELA VAI FAZER DE TUDO PELO CLUBE.

Rudy Silva     

Embora vc sempre tenha negado a intenção de um dia ser presidente do clube, isso nunca foi descartado, todos ja sabiamos que esse era o objetivo. E digo que seria um orgulho ter a tia Leila presidindo o clube.

Leila nao deicha nosso palmeiras por nada vc nos queremos na presidencia de verdao

julio cesar     

Leila... Casa comigo minha linda...

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