16/5/2019 16:24

Galiotte defende Palmeiras como empresa, mas vê política como obstáculo

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, saiu em defesa da transformação dos clubes em empresas. Segundo ele, o Alviverde já adota algumas práticas empresariais para melhorar a gestão, mas admitiu que o processo ainda não está completo. Ele colocou a política no Conselho como grande obstáculo.



Convidado a debater o tema na Conferência Nacional do Futebol (Conafut) realizada em São Paulo nesta quinta-feira, o cartola afirmou que esse é o caminho para evitar que as administrações dos times de futebol sofram com problemas políticos.

"Nós consideramos (o modelo de time-empresa) como o ideal e temos um modelo parecido para administrar. O futebol tem tudo separado do clube social. Mas a gente ainda tem o mesmo CNPJ, os mesmos conselheiros... Temos que nos adequar ainda", explicou.

Um modelo citado como exemplo foi a Sociedade Anônima Desportiva, a SAD, que é prática comum no futebol em Portugal. Com essa transformação, os clubes abandonam a estrutura de associação sem fins lucrativos para se transformarem em uma empresa, que pode ter até acionistas. Vale lembrar que a Lei Pelé tentou impor essa transformação a partir de 1998, mas não obteve sucesso.

"A teoria é boa, mas tem o processo político neste meio", ponderou. "Eu acho que a política vai ser o ponto de resistência neste processo. Tem alguns conselheiros que passaram a vida no clube e alguns já se sentem donos, se sentem proprietários", completou.

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O painel ainda contou com a participação de Pedro Henriques, diretor executivo do Bahia, Pedro Daniel, consultor da Ernest & Young, e Reynaldo Buzzoni, diretor de registro e transferência da CBF. Outro tema debatido entre eles foi o da "espanholização" do futebol brasileiro e o equilíbrio competitivo entre os clubes.

Sobre o tema, Galiotte explicou o processo de reestruturação do Palmeiras desde 2013, com Paulo Nobre, e defendeu o fair play financeiro e a fiscalização das contas dos clubes por parte da CBF. Ele disse ser a favor de punições esportivas a clubes que não estejam com as suas contas em dia, mas questionou um possível teto salarial, a exemplo do que é feito na NBA, por exemplo.

"No mundo todo, os clubes que brigam pelo topo também têm ótima performance esportiva e essa é uma meta nossa. Eu acho que você punir um atraso de salário, algum erro de gestão, é bom. Agora, inibir a qualidade, punir a excelência...Eu não concordo muito com isso", finalizou.

O diretor executivo do Bahia também aproveitou a ocasião para cobrar a CBF por uma punição a times que atrasem seus salários. Segundo eles, os únicos times que sofreram sanções já tinham sido rebaixados, o que tornou o episódio pouco "pedagógico" para os times e para o público de maneira geral.

Ele classificou esse desequilíbrio entre times que honram seus compromissos e aqueles que se reforçam sem cumprir com pagamentos a atletas, empresários e clubes como doping financeiro.



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1143 visitas - Fonte: esporte.uol

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Aurelio Claudete     

Seria otimo chega de politicagem temos de pensar so no clube

Concordo com o Galiotte, o time de futebol tem de se comportar como empresa. AVANTI PALESTRA ITÁLIA de futebol

Sonia Luz     

Vamos continuar brigando pela modernização do nosso Verdão... temos que banir alguns fura olho que andam pelas Alamedas do nosso Palmeiras.

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