11/6/2019 12:40

Por negociação envolvendo Mayke e Palmeiras, Cruzeiro é processado por seu próprio patrocinador

Por conta da negociação envolvendo a venda do lateral direito Mayke ao Palmeiras, em novembro de 2018, o Cruzeiro acabou processado pelo Supermercados BH, seu próprio patrocinador e parceiro.



Na ação, noticiada primeiramente pelo globoesporte.com e à qual a ESPN teve acesso, a empresa, que atualmente estampa seu logo na manga da camisa celeste, cobra 20% sobre o valor da transação do ala direito ao Verdão.


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De acordo com a petição, Cruzeiro e Supermercados BH acertaram em 2013 (quando ainda não havia a proibição da Fifa sobre participação de terceiros em direitos de atletas) que haveria repasse de um quinto do valor quando Mayke fosse vendido.

Contudo, os advogados da empresa reclamam que isso não foi feito pela Raposa quase sete meses depois, sendo que o prazo que havia sido acordado era de cinco dias úteis.

"Em função do citado contrato, o réu possui como obrigação principal, o dever de repassar os valores provenientes de quaisquer transações de natureza econômica e financeira a autora no importe de 20% com relação ao citado atleta", escreveram.

"Não obstante, em 28 de novembro de 2018, foi realizada transação de natureza econômica, notadamente, a cessão definitiva do citado atleta ao outro clube futebolístico brasileiro, de cunho financeiro, sem o devido repasse a autora", acrescentam.

O Supermercados BH, que também foi parceiro celeste na contratação de jogadores como o zagueiro Dedé e o meia Arrascaeta, diz ainda ter feito duas notificaçõe extrajudiciais para alertar sobre o não pagamento, em 20 de fevereiro e em 27 de março de 2019.

Como ainda assim não teria sido feito o repasse por parte do clube, o patrocinador entrou com a ação de cobrança na Justiça, que corre na 7ª Vara Cível de Belo Horizonte.

Procurado, o Cruzeiro disse que ainda não foi notificado sobre a ação e que, portanto, não irá se posicionar.

O QUE A EMPRESA QUER?

Mayke durante jogo entre Palmeiras e Cruzeiro, pela Copa do Brasil 2018 Cesar Greco/Ag Palmeiras
Na ação, o Supermercados BH diz ainda que o Cruzeiro vive "precária situação financeira", e que o "risco de ocultação de bens, insuficiência de fundos e ausência de pagamento é eminente".

A empresa afirma ainda que o clube não comunicou que havia vendido Mayke em definitivo ao Palmeiras, "ocultando da citada transação bem como os valores provenientes dela, conforme previsão contratual".

"Vivenciamos a sociedade da informação, e, tem sido de conhecimento geral, que o réu encontra se em situação de extrema vulnerabilidade financeira e profunda crise econômica. É fato público e notório, pois, confirmado por todos os meios de comunicação, a consolidação da duvidosa situação financeira do réu, [...] sendo certo que o risco de ocultação de bens, insuficiência de fundos e ausência de pagamento é eminente", salientou.

"Somando-se ao fato que, mesmo com inúmeras de tentativas e notificações, o réu esquivou-se do cumprimento da presente obrigação em tela. Corroborando o exposto acima, ressalta-se que o réu deixou, inclusive, de comunicar à transação de cessão de direitos do atleta Mayke Rocha de Oliveira, ocultando da citada transação bem como os valores provenientes dela, conforme previsão contratual", observou.

Dessa forma, o Supermercados BH requer que:

1) O Cruzeiro responda à ação de execução em até 15 dias;

2) O Cruzeiro seja obrigado a exibir todos os documentos pertinentes à ação, como a comprovação da cessão definitiva de direitos econômicos de Mayke ao Palmeiras e outros documentos provenientes de transações econômicas envolvendo o atleta, para fins de embasamento dos valores a serem liquidados na ação;


3) Aplicação de multa diária caso o Cruzeiro não apresente os documentos solicitados;

4) A expedição de ofício ao Palmeiras, para fins de comprovação das informações pertinentes à relação contratual objeto da ação;

5) O Palmeiras seja compelido a depositar em juízo os valores remanescentes da cessão de Mayke e outros valores/proventos financeiros que ainda não tenham sido pagos e/ou repassados;

7) A ação seja julgada totalmente procedente, culminando no pagamento dos valores devidos com as devidas correções legais e correção monetária até a devida quitação ;

8) A condenação do Cruzeiro a arcar com as custas processuais e honorários advocatícios;

O patrocinador afirma, porém, que está aberto a fechar acordo de conciliação com a Raposa.




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39300 visitas - Fonte: ESPN

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Felipe     

bizarro

Problema do Cruzeiro ,o Palmeiras não tem nada haver com isso.

Vítor De Folco     

Esses times ainda falam em contratar jogDores , deveriam ser proibidos contratar jogadores se existir pendencias de pagamentos sejam elas fiscais , de jogadores e de tecnicos de futebol .

Que timinho CALOTEIRO,

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