30/8/2014 21:41

Gareca diz que nunca foi rebaixado na carreira e avisa:"Não vou sair assim"

Técnico afirma que ainda vê o trabalho no Palmeiras como sua grande chance na carreira e avisa:

Ricardo Gareca, durante o jogo entre Palmeiras e Internacional (Foto: Marcos Ribolli)

Ricardo Gareca não vai pedir demissão do Palmeiras. Ao menos foi o que o próprio treinador sinalizou em sua entrevista coletiva após a derrota para o Internacional por 1 a 0, no Pacaembu, na noite deste sábado. Com a derrota, o Verdão dorme na 16ª posição, podendo ser ultrapassado neste domingo por quatro times.

O argentino disse que ainda vê o Palmeiras como a grande chance de sua carreira e que não pretende largar o clube nessa situação. Ele lembrou que o Verdão já tem dois rebaixamentos em sua história, mas relatou que nunca foi rebaixado em sua carreira e que pretende seguir com sua carreira imaculada nesse sentido. O primeiro vice-presidente Mauricio Precivalle Galiotte acompanhou a entrevista coletiva.

- Esta é uma possibilidade única para mim, não quero sair assim, dessa maneira. Ser técnico no Brasil, no Palmeiras, é o melhor que me aconteceu na carreira esportiva. Eu quero seguir porque não quero deixar o Palmeiras assim, nessa situação. O time teve dois rebaixamentos em sua historia. Eu nunca fui rebaixado, como jogador ou técnico. Eu não quero isto. Eu tenho força e capacidade para reverter. Não me meto com a torcida. Eles tem tudo para reclamar, não estar contente. Eu entendo isso. Acredito que temos a capacidade para reverter a situação. Peço que continuem confiando nos jogadores, no comando técnico e na diretoria. Juntos, vamos tirar o Palmeiras dessa situação.

Veja a entrevista coletiva na íntegra:

Opção pelo Eguren no segundo tempo

Tenho jogadores. Ele é um atleta experiente. Renato jogou na partida anterior, assim tenho a possibilidade de ver os atletas. O Palmeiras tem um plantel de 30 e poucos jogadores. Eu conto com todos. Se pode jogar um, pode jogar o outro. A comissão fez de tudo. Tenho tranquilidade que dei confiança a todos os jogadores. Posso ter a oportunidade de ver os atletas até que voltem os machucados.

Time ofensivo

Eu jogo para ganhar e tenho um estilo para ganhar. O Palmeiras é um time grande, não tem que se defender. Não quero essa mentalidade para o Palmeiras. Pelo menos comigo não.
Temos de sair para ganhar em qualquer cenário. Temos de ter um time para ganhar. O Palmeiras pode ganhar um jogo, perder três e igualar a mesma pontuação de três empates. Temos de ter mentalidade de time grande. O Palmeiras é o clube com mais títulos do Brasil. Em um momento difícil como esse temos de ter mentalidade ganhadora. Em meu país sempre tive time que tratava de jogar bem, não esperar a partida. Do contrário, tem de contratar outro.

Copa do Brasil

Temos de levantar e não podemos nos descuidar. Mas temos um próximo jogo contra o Atlético, e a série não está fechada. Temos de tentar dar a volta, mas temos de tentar o resultado.

Cristaldo pode jogar com Henrique?

Pode ser, podem jogar os dois juntos. Tenho de olhar o que é melhor para a equipe.

Elogios de Abel Braga

Tenho palavras de agradecimento para ele e todos os treinadores brasileiros. Eles me apoiam e me deram boas-vindas. É difícil um estrangeiro vir a outro país porque está ocupando o trabalho de um treinador brasileiro.

Continuidade

Eu quero o melhor para o Palmeiras. E no momento eu penso que sou o melhor. Tenho fé. Se não pensasse assim não viria. Se a diretoria pensa outra coisa eu vou escutar. Não tenho problema com isso. Mas eu acho que a comissão pode sair dessa situação. O que eu não quero é ser um estorvo no caminho do Palmeiras

Momento

É o meu pior momento. Tive momentos difíceis, mas é o pior. Nunca vivi isso. São experiências que fazem uma pessoa crescer. Temos de lutar. Estou acostumado a cumprir meus contratos e essa é a minha maneira de trabalhar. Não quero ser um estorvo na carreira do Palmeiras. Tenho confiança no meu comando e nos jogadores.

Evolução

Tenho fé que o time pode melhorar. Por quê? Porque sou um homem de fé. Estou golpeado, tenho mais dor que qualquer jogador e torcedor. Mas sou um homem de fé. Só olho para frente e não olho para trás.

Mais uma derrota

É um momento muito duro, mas temos de seguir pensando que podemos dar a volta nisso. Temos qualidade e temos capacidade para essa situação. Lamento muito pelo grande apoio da torcida. Hoje eles vieram em grande número nos apoiar, mas me dói muito não poder dar uma alegria. Não há outra solução a não ser seguir. Estou convencido que o time não está conseguindo resultados agora, mas vai conseguir.

Time abatido

Os jogadores e comando técnico têm força, assim como a diretoria. Mas tenho força para suportar, senão já teria ido embora. A não ser que a diretoria fale algo, estou convencido do meu trabalho. Se a diretoria tem fé e confia em nós, eu vou seguir. A minha passagem pelo Palmeiras não pode ser isso. Vou brigar até o final. Acredito nos jogadores e quero devolver a confiança aos dirigentes que me contrataram. Assim eu não quero ir.

Principal problema

Qualidade não falta. Nós temos. Eu confio no plantel para sair dessa situação. Sofremos gols que se podem evitar. E isso acaba com a confiança, porque o time sofre. Eu reconheço o Inter como uma grande equipe com um grande treinador, mas há gol que são evitáveis. Lamentavelmente estamos com essa sorte modificada, mas em algum momento temos de mudar. Vamos conversar e seguir trabalhando. Vamos sair juntos.


Vice-presidente do Palmeiras, Mauricio Precivalle Galiotte (à dir.), observa coletiva de Ricardo Gareca (Foto: Felipe Zito)



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5145 visitas - Fonte: Globoesporte

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