3/8/2022 09:49

Supersticioso, Cuca reencontra o Palmeiras entre manias e mandingas

Treinador foi campeão brasileiro com o Verdão em 2016

Pelo terceiro ano, o segundo consecutivo com o Atlético-MG, Cuca cruza o caminho do Palmeiras de Abel Ferreira na Copa Libertadores. Às 21h30 (de Brasília) de hoje (3), pelas quartas de final da competição, no Mineirão, o técnico defenderá as cores de um time no qual é muito querido, diante de um clube onde não é menos benquisto.







Cuca até hoje é lembrado com carinho e risadas por conta de boas lembranças no Palmeiras, onde trabalhou em 2016 e 2017. O técnico é conhecido por todos por sua cordialidade e bom humor. Ao mesmo tempo, suas excentricidades e superstições também marcaram época no Alviverde.



Não é incomum que se escute, da boca de funcionários do Palmeiras, ao relembrar as passagens do técnico, frases como "O Cuca é muito louco", ou "O Bruxo é uma figura", apelido carinhoso dado ao treinador.



No Galo, não é diferente. Os funcionários ficaram muito contentes com o retorno do técnico, que sempre foi muito próximo dos profissionais de patente mais baixa no clube e mesmo de funcionários de fora do departamento de futebol.



Quando conquistou o Campeonato Mineiro no ano passado, Cuca, por exemplo, doou sua premiação pela conquista à equipe que trabalha da Cidade do Galo.



Peças de roupa especiais



Quem acompanhou a conquista da Copa Libertadores de 2013 pelo Atlético-MG se habituou a ver Cuca com uma camiseta com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, de quem o técnico é fervoroso devoto, durante os jogos da campanha.



Na época, a camiseta era uma peça única e foi tratada como relíquia pelo Atlético-MG, que chegou a deixá-la em exposição em uma vitrine na sede urbana da equipe, no bairro de Lourdes (região centro-sul de Belo Horizonte.). Ela só foi removida porque vinha desbotando, mas segue em poder da agremiação, guardada com cuidado em um acervo histórico.



Já no retorno do técnico ao clube, no ano passado, Cuca providenciou uma outra camiseta com a imagem da santa. Como conquistou o Campeonato Mineiro, o Brasileiro e a Copa do Brasil, o técnico decidiu louvar o item e mandou produzir nada menos que 300 peças, distribuída a funcionários do clube.



Já na primeira passagem pelo Palmeiras, em 2016, a roupa da sorte era uma calça na cor vinho. A peça começou a ser usada ao acaso. Mas, com a sequência de vitórias, acabou se tornando item obrigatório na campanha do título brasileiro de 2016.



Nas arquibancadas, a torcida adotou a peça e era normal enxergar várias calças na cor vinho, misturadas ao verde da camisa do time. No seu retorno ao Palmeiras, em 2017, o departamento de marketing do Verdão decidiu capitalizar e até fabricou peças para serem vendidas como produtos oficiais, tamanha era a adoração da torcida pelo técnico. A peça original, no entanto, está com o Departamento de Acervo Histórico e Memória do Palmeiras.



Consultas informais e rixas



No Galo, Cuca não ficou conhecido por ter relacionamentos complicados. Já no Palmeiras, mesmo tendo conquistado o Campeonato Brasileiro, Cuca não tinha um convívio harmônico dentro da Academia de Futebol. Na primeira passagem, mesmo com o presidente Paulo Nobre, a relação de Cuca não era tranquila. O técnico e o diretor Alexandre Mattos também não falavam a mesma língua. Ao ponto de Mattos ter criado uma 'artimanha' para que o treinador aceitasse algumas indicações de atletas.



Foi assim com o colombiano Yerry Mina. Mattos e o departamento de avaliação do Palmeiras identificaram o jogador como um bom prospecto. Mas o técnico temia que Cuca rechaçasse a contratação por uma espécie de "birra". Mattos então chamou Cuquinha, irmão e auxiliar do técnico, e fez um pacto: Cuquinha diria ao irmão que ele, e não Mattos, identificara o jogador. Assim foi feito, e Mina vestiu, com muito sucesso, a camisa do Verdão antes de ser contratado pelo Barcelona.



Mas se se estranhava com dirigentes, por outro lado, ele se dava muito bem com o estafe do clube, tal qual no Galo. Não era incomum que ele chamasse funcionários que não eram do departamento de futebol para ajudá-lo com decisões. Foi assim em 2017, quando ele praticamente fez uma pesquisa com alguns funcionários, para decidir quem seria o goleiro titular, entre Fernando Prass e Jailson, entre outras dúvidas de escalação.



Abandonos repentinos



Ser muito querido e vencedor não impediu Cuca de abandonar os clubes por onde foi campeão. Foi assim no Palmeiras e no Atlético-MG, com decisões tomadas do nada, em anos recentes.



Em 2016, após ganhar o Brasileiro, o técnico deixou o Palmeiras, mesmo tendo propostas para seguir no clube e comandar o time na Libertadores de 2017. Uma saída que ele explicou dizendo ter um problema de família para resolver.



Cinco meses depois, ele voltaria ao Palmeiras. Mas, ao contrário da primeira, sua passagem pelo clube não foi boa, e ele deixou o Palmeiras após seis meses, em novembro.



No Galo, Cuca debandou depois de dar ao Atlético-MG o segundo troféu de Campeonato Brasileiro na história, além de arrematar a Copa do Brasil, no ano passado. O técnico ainda tinha mais um ano de contrato, mas, mais uma vez, alegou questões familiares para sair.



Se o Cuca de 2022 encontra dificuldades para montar o time, ironicamente, muito se deve ao Cuca de 2021, que deixou o clube mineiro no auge de um trabalho que ainda tinha margem de melhora, mas que foi interrompido por sete meses com o time sendo comandado pelo argentino Antonio Turco Mohamed.







Palmeiras, 2022, Cuca, Libertadores



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Roberto Tolin     

O Cuca é uma figura. Um grande técnico também mas é doidão, de repente, do nada, pega o boné e vasa..... difícil confiar, mas hoje, se Deus quiser, vai continuar mantendo o tabu de nunca ter conseguido passar pelo Abel....que assim seja. AVANTE PALESTRA

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