O Palmeiras conhece, nesta segunda-feira, seus adversários da fase de grupos da Libertadores. Segundo vice-presidente do Verdão, Paulo Buosi, é o representante do clube na cerimônia realizada na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai. O dirigente explicou que a ausência da presidente Leila Pereira no evento se deu como uma forma de protesto pela falta de punição dura por caso de racismo contra atletas do sub-20 do Palmeiras. "A presidente quis registrar um protesto com tudo que aconteceu com os nossos jogadores com o Figueiredo, com o Luighi, mas eu e ela decidimos que eu precisava estar aqui, era importante eu estar aqui para representar institucionalmente o Palmeiras, mas registrar a nossa revolta, o nosso protesto contra tudo que aconteceu. Não é possível a gente admitir e tolerar que isso continue acontecendo", disse em entrevista à ESPN.
Logo após o ocorrido, Leila Pereira chamou uma coletiva de imprensa e se revoltou contra o presidente da Conmebol, que não a atendeu imediatamente para tratar sobre o caso. Na ocasião, ela contou que, se não tivesse resposta, poderia resolver pessoalmente em viagem ao Paraguai. "Uma pessoa cuspir na outra, ela imitar macaco para outra pessoa e não acontecer nada. Que as penas que aconteceram são ridículas. Então ou a gente dá um basta para isso tudo ou vai continuar acontecendo porque a impunidade é o combustível para que novos fatos aconteçam. Então é com veemência que a gente protesta. Isso tem que mudar, isso tem que acabar de uma vez por todas", seguiu.
Jogadores do Palmeiras, Luighi e Figueiredo foram vítimas de atos racistas, na última semana, em duelo contra o Cerro Porteño, pela Libertadores sub-20. Um torcedor imitou macaco em direção aos atletas, enquanto Luighi recebeu cusparadas. Após revolta do atacante e manifestação do Palmeiras contra o ocorrido, a Conmebol determinou que o Cerro pagasse uma multa e jogasse com os portões fechados na Libertadores sub-20. O valor da pena é de US$ 50 mil (cerca de R$ 290 mil na cotação atual). O Verdão contestou as penas e sugeriu a exclusão do clube do torneio.
"O futebol é muito bonito aquelas campanhas educativas: 'basta o racismo, fora o racismo', mas de ação não acontece nada. Isso até quando? Uma semana depois a outra, depois a outra. A primeira nota que o Cerro Porteño soltou era praticamente justificando o que aconteceu, como se o agredido fosse o culpado. E isso é o que acontece todo dia. Então temos que dar um basta nisso tudo. Já chegou, acabou", continuou Buosi. "Necessariamente, alguém estaria aqui e aí conversei com ela e estou aqui já há vários anos tenho vindo aqui, então é com alegria que eu venho aqui, mas registrar esse protesto, essa indignação nossa e isso não pode acontecer mais. É ridículo falar sobre a punição que foi dada. Como eu disse para você, a impunidade é o combustível para que amanhã aconteça de novo. Ou a gente tem uma punição severa, extremamente pesada para quem fizer, para as agremiações que está acontecendo, ou não vai mudar nunca. E isso a gente não quer", declarou o presidente.
Falando sobre assunto dentro de campo, Paulo Buosi comentou sobre a decisão do Campeonato Paulista. O Palmeiras perdeu do Corinthians, pro 1 a 0, em duelo de ida, no Allianz Parque. O dirigente reconheceu que o time não fez um bom jogo, mas disse crer na virada. "O Palmeiras infelizmente ontem não fez um jogo bom. Todo mundo reconhece isso. O Corinthians leva uma vantagem importante para o segundo jogo. Agora, se tem um time nos últimos anos que tem mostrado que consegue reverter as situações, se tem um time que não desiste nunca. Esse time chama-se Sociedade Esportiva Palmeiras. Então ontem desde o vestiário o que já começamos a fazer. Lutar muito para que a gente consiga esse tetracampeonato, e nós vamos lutar muito", finalizou.
Palmeiras e Corinthians voltam a se enfrentar no dia 27 de março. A bola rola na Neo Química Arena, a partir das 21h35 (de Brasília).
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