Em entrevista coletiva após o empate por 0 a 0 com o Botafogo, neste domingo (30), pelo Brasileirão, o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, admitiu que o Verdão não vem demonstrando futebol nas últimas partidas, apesar de não estar sofrendo gols. De acordo com o treinador, o nível ruim mostrado no Allianz Parque, neste final de semana, se deve principalmente a dois fatores: a decepção pela perda do título do Paulistão para o rival Corinthians e as lesões de jogadores importantes. Para Abel, a equipe vai melhorar quando conseguir ter o retorno dos jogadores machucados. "Não queria falar desses jogadores que faltam, que vocês sabem. Hoje, por exemplo, não tivemos o Aníbal, o Paulinho, o Maurício, o Rocha, o Gómez... Estamos com seis jogadores lesionados", citou. "Como eu te disse, (para melhorar) falta termos todos os jogadores disponíveis, falta começar a ganhar para dar um pouco de confiança. Como estivemos na final (do Estadual), não tivemos o tempo que queríamos para preparar para este jogo de hoje (contra o Botafogo)", afirmou. "Mas tudo o que eu disser... Lembram do que o presidente do Botafogo disse em relação ao Paulista? Para não dizer o que estou a pensar. E eles tiveram uma semana, 15 dias, para preparar para esse jogo. E nós tivemos a final que perdemos, que nos custou muito, porque tivemos oportunidade de entrar na eliminatória e não conseguimos", salientou. "Sabíamos que o jogo de hoje seria difícil por vários motivos. Primeiro, porque não estamos a jogar contra um adversário qualquer. Segundo, porque nosso lado anímico e nossa confiança não estavam... Não vou esconder nada por baixo do pano. Estamos longe do nosso nível ainda, e ainda bem, porque é sinal que ainda temos muito para trabalhar", argumentou. "Sim, temos que ser mais eficazes, porque, no final das contas, a oportunidade mais flagrante foi a nossa, foi nossa, não fizemos gol. Nossa função é estar focado no que temos que fazer, melhorar nossos processos, continuar a crescer para competir como fizemos no Paulistão, para continuar estar nas decisões até o fim", complementou. Abel também pediu calma com o atacante Vitor Roque, que ainda não balançou as redes desde que foi contratado a "peso de ouro" pelo Verdão. O português recordou, inclusive, o início ruim de ninguém menos que Kylian Mbappé no Real Madrid para falar sobre a "seca" do camisa 9 alviverde. "Vamos seguir trabalhando nos nossos processos, no ataque posicional, as jogadas estão muito bem definidas. Vocês viram os nosso adversário, as oportunidades que eles tiveram foram transições, todas em transições. E a outra foi um cruzamento no segundo poste que o Weverton defendeu", apontou. "As nossas rotas de ataque, para que você saiba, vou lhe dizer: são combinações de exteriores entre o ponta e o lateral; são combinações interiores como foi o pênalti que conseguimos aqui contra o São Paulo e contra o Corinthians, e no gol do Maurício que fizemos contra o Corinthinas; e a terceira é de viradas. Essas são nossas três rotas de ataque. As outras são: transição, bola parada e uma coisa que é fundamental, a criatividade dos jogadores, pois eles também ganham bolas sozinhos. É isso que estamos a trabalhar com os jogadores. Em cima do Facundo, que veio da seleção, em cima do Piquerez, que veio da seleção, em cima do Emiliano, que veio da seleção, em cima do Estêvão, que veio da seleção, em cima do Vitor Roque, que está a chegar há um mês...", seguiu. "Vocês lembram o que aconteceu com o jogador que foi contratado pelo Real Madrid, o Mbappé, que, nos primeiros sete jogos, fez zero gol? Lembram-se disso? Ou estou a dizer alguma mentira? Vocês gostam de criar enredos aqui, gostam de criar muitos enredos. Essas são nossas rotas de ataque em ataque posicional. O que temos que fazer é isso: aceitar que não estamos tão criativos, aceitar que temos jogadores que estão em baixa forma, se calhar um pouco cansados, é bem evidente", ressaltou. "A equipe hoje não estava tão bem mentalmente, porque fomos a uma final, e agora parece que chegar a uma final e perder é o fim do mundo, que é ruim. Não é ruim, ruim teria sido ficar no sofá depois do jogo contra o Mirassol. É normal, eu sabia disso, que o lado anímico do jogo hoje não estaria no nosso máximo. E do outro lado, estava uma equipe que, tal como o Palmeiras, quer ser campeã. Portanto, empatamos num jogo que poderíamos ter vencido ou perdido", comparou. "É verdade, temos quatro gols feitos nos últimos jogos e um sofrido, pênaltis perdidos, chances flagrantes perdidas. Temos que ajudar nossos jogadores, e só há um caminho: dentro do tempo que tivemos para treinar, treinar. Quando não tiver como treinar, vamos jogar", finalizou. Agora, o Palmeiras vira a chave e já começa a pensar na CONMEBOL Libertadores, cuja fase de grupos se inicia nesta semana. O Verdão estreia fora de casa contra o Sporting Cristal, do Peru, na quinta-feira (3), às 19h (de Brasília). Próximos jogos do Palmeiras Sporting Cristal (F) - 03/04, 19h (de Brasília) - CONMEBOL Libertadores Sport (F) - 06/04, 18h30 (de Brasília) - Brasileirão Cerro Porteño (C) - 09/04, 21h30 (de Brasília) - CONMEBOL Libertadores
Abel não tem mais o time na mão não tem mais vestiário ta na hora de ir embora