O Palmeiras tem chances de vencer o novo Mundial de Clubes da Fifa? Segundo o técnico Abel Ferreira, o Verdão tem 10% de chances de ficar com o troféu inédito em sua história. Para isso, o elenco terá que cumprir duas missões inegociáveis nos Estados Unidos. “É verdade que teremos 10% de hipótese de poder ganhar este Mundial, talvez? Pois bem, vamos lutar por estes 10% começando com nosso primeiro foco em passar a fase de grupos”, iniciou Abel em entrevista ao site oficial da Fifa.
Há duas coisas que nós temos que fazer: a primeira é competir, mas a outra também é desfrutar de uma oportunidade que, por mérito próprio, conquistamos”, explicou Abel.
Curiosamente, o rival do Palmeiras logo na estreia no Mundial será o Porto, clube rival do técnico do verdão desde os tempos de jogador, quando ele defendia as cores do Sporting. “Foi sorteio, né? Para nós, enquanto Palmeiras, é o nosso adversário, é uma equipe que tem um histórico na Europa absurdo e em Portugal também de muitas glórias.
E tem esse fato: eu sou do norte [de Portugal], e o Porto é norte, apesar de eu ter sido jogador e treinador do Sporting, que é mais no centro do país. Há uma rivalidade muito grande entre norte e centro-sul, que é Lisboa. Mas, acima de tudo, o especial é por ser um clube português. Sei que é um adversário extremamente aguerrido e competitivo. Tem uma coisa que eu gosto muito que é jamais desistir, vai lutar sempre até o fim”, disse.
Abel exaltou como o Palmeiras é “bom em tudo o que faz”, mas colocou a resiliência do time em campo como a principal qualidade do elenco. “É uma equipe que não é excelente numa coisa muito específica, mas é boa em tudo aquilo que faz. Nós somos bons e equilibrados para jogar em ataque posicional, somos bons e equilibrados para jogar em contra-ataque, somos bons nas bolas paradas, somos bons em encaixar os nossos adversários e em a criar-lhes dificuldade com nossa estrutura defensiva”.
“Mas, se eu tivesse que definir a nossa equipe, pediria duas palavras, porque elas têm que se juntar: equilibrada e competitiva. E depois tem uma parte a ver com a resiliência mental, que isso é algo que tem a ver comigo”. “É algo que tem a ver com os nossos jogadores também que, aconteça o que acontecer, o jogo só acaba quando termina. Enquanto nós não deixarmos tudo o que temos dentro de campo, não seremos verdadeiramente aquilo que é o espírito de um jogador do Palmeiras, que é lutar para vencer do primeiro ao último segundo. Se vamos vencer, não sei”, finalizou o português.
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