O América do México confirmou a contratação do meia Raphael Veiga, ex-Palmeiras, em um movimento estratégico para fortalecer sua equipe em meio a um mercado de futebol mexicano em ascensão. O acordo envolve um empréstimo de US$ 1,5 milhão, com uma cláusula de compra no valor de US$ 6 milhões ao final da temporada. Veiga se junta a um contingente de 18 brasileiros atuando na liga, que atualmente apresenta um valor de mercado que supera os US$ 3 bilhões.
A transação reflete o crescimento econômico do futebol mexicano e o aumento no poder de compra dos clubes, sendo a liga considerada uma das mais bem pagas da América em 2023. O salário médio dos jogadores na liga se aproxima de US$ 402.000 por ano, o que tem atraído um número crescente de atletas estrangeiros, totalizando 172 no futebol mexicano.
Além de Veiga, o América contará com Rodrigo Dourado, outro jogador brasileiro, em um contexto onde o número de atletas argentinos, colombianos e uruguaios dominam as estatísticas de estrangeiros na competição. A crescente presença de jogadores de elite no futebol mexicano é pausa para recentes transferências, destacando a contratação de atletas oriundos da Premier League, como os casos de Samir e Léo Bonatini.
As movimentações financeiras na liga são impulsionadas pela necessidade de uma governança mais estruturada, o que é essencial para atrair investimentos significativos. Recentemente, o Querétaro foi vendido a investidores que buscam transformar o clube em uma entidade mais lucrativa, facilitando acordos que estreitam os laços com empresas como a Apollo Global Management, que propõe um investimento robusto em troca de direitos de mídia a longo prazo.
Essa reestruturação visa não apenas aumentar a rentabilidade dos clubes, mas também eliminar conflitos de interesse que podem prejudicar a competitividade da liga. Com a implementação de uma governança corporativa mais eficaz, a Liga Mexicana se prepara para competir em um cenário global, ampliando sua base de fãs e a valorização dos direitos de transmissão.
O interesse em integrar clubes mexicanos e americanos à Libertadores tem ganhado destaque, principalmente após conversas recentes sobre a possível participação desses times no torneio. Tal mudança poderia abrir novas frentes de receita e atrair patrocinadores globais, beneficiando a valorização da competição.
A entrada de clubes dos Estados Unidos e do México na Libertadores representa uma oportunidade estratégica para o crescimento do torneio, que se tornaria mais atrativo para o mercado global. A logística desse envolvimento é complexa, mas o potencial de retorno financeiro e visibilidade supera os desafios operacionais pertinentes.
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