A Justiça de São Paulo decidiu que o Palmeiras será responsabilizado judicialmente pela morte da torcedora Gabriella Anelli, ocorrida em 8 de julho de 2023, nas proximidades do Allianz Parque, antes do jogo contra o Flamengo. O clube foi oficialmente incluído como réu na ação movida por Felipe Anelli Marchiano, irmão da vítima, que busca uma indenização de R$ 1 milhão por danos morais e R$ 150 mil em honorários advocatícios.
O processo inicialmente tinha como foco o Estado de São Paulo, acusado de falhas na segurança pública durante o evento. Contudo, em um pedido à Justiça, o governo estadual argumentou que a responsabilidade pela segurança e pela prevenção de incidentes cabe à entidade organizadora do evento esportivo, neste caso, o Palmeiras.
O Estado sustentou que, conforme a legislação vigente, o clube mandante é diretamente responsável por quaisquer ocorrências que possam afetar a segurança dos torcedores antes, durante e após a partida. Ele destacou que as falhas cometidas tanto pelas forças de segurança pública quanto pelos seguranças privados contratados pelo clube foram determinantes para a tragédia.
As investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa apontam que Gabriella foi atingida por estilhaços de uma garrafa jogada por um torcedor do Flamengo. O autor do crime, após ser identificado por câmeras de segurança, foi condenado a 14 anos de prisão. Essa evidência evidencia a gravidade dos eventos que ocorreram nas imediações do estádio.
O irmão da vítima, que já havia tentado anteriormente um processo contra o Palmeiras, alegou que a abertura dos portões que separavam as torcidas contribuiu para a confusão resultante em sua morte. Ele também destacou a ausência de contingente policial adequado no momento do confronto, o que, em sua visão, poderia ter prevenido a fatalidade.
A Polícia Militar informou que havia um número significativo de agentes, porém parece ter havido uma falha nas operações de segurança, com imagens registrando a ineficiência tanto no atendimento quanto na abertura de portões críticos. Este cenário evidenciou uma falta de coordenação entre as forças de segurança e a gestão do evento por parte do clube.
A inclusão do Palmeiras no processo traz à tona questões cruciais sobre a responsabilidade dos clubes na segurança de suas partidas e o impacto que isso pode ter na gestão de suas operações. O desdobramento desse caso pode influenciar futuras diretrizes sobre o controle e a segurança em eventos esportivos no Brasil.
Com o andamento deste processo, o Palmeiras se vê diante de um desafio não apenas jurídico, mas também reputacional, que pode alterar a forma como o clube lida com a segurança em suas partidas. O desfecho deste caso pode repercutir significativamente na relação entre clubes, torcedores e autoridades de segurança pública.
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