O Palmeiras caminha para a fase mais aguda do Estadual vivendo um paradoxo geográfico. Apesar de ostentar a melhor campanha e o direito de decidir em casa, a "casa" em questão continuará sendo a Arena Barueri. A gestão do Allianz Parque confirmou que o processo de substituição total do composto termoplástico por uma nova superfície tecnológica — um investimento de R$ 11 milhões bancado pela Real Arenas — está dentro do prazo, mas esse prazo não contempla as finais marcadas para os dias 4 e 8 de março.
Fatores que Travam o Retorno
A leitura de jogo administrativa aponta dois obstáculos principais para uma antecipação:
Clima de São Paulo: As chuvas típicas deste início de ano são o maior inimigo da obra. Qualquer temporal pode paralisar a colagem e o nivelamento do novo piso, impedindo que os testes de tração da FIFA sejam realizados a tempo.
Protocolo de Segurança: Mesmo que o gramado fique pronto visualmente, a FPF e a comissão técnica de Abel Ferreira exigem treinos prévios para adaptação, algo inviável em uma semana de final.
Cenários para a Finalíssima
Com a Arena Barueri consolidada como plano A, o Palmeiras monitora o chaveamento:
Derby na Final: Se enfrentar o Corinthians, o Palmeiras decidirá o segundo jogo sob seu mando. A pressão por um estádio de maior capacidade é grande, mas a segurança técnica do gramado de Barueri prevalece na organização tática de Abel.
Confronto com o Novorizontino: O mando de campo dependerá dos pontos somados na semifinal. Se o Verdão mantiver a liderança geral, decidirá novamente em Barueri.
A Gestão de Expectativas
A diretoria do Palmeiras, liderada por Leila Pereira, mantém uma postura pragmática. A ordem é focar no desempenho individual e coletivo para superar o São Paulo na semifinal de domingo. "Não adianta ter estádio se não tivermos a vaga", é o lema que circula na Academia de Futebol. A gestão de elenco já está adaptada à logística de Barueri, e o time entende que a força da torcida terá que se fazer presente mesmo fora do Allianz.
O retorno triunfal à casa oficial deve ficar para a estreia na fase de grupos da Libertadores ou para as primeiras rodadas do Brasileirão. Até lá, o Palmeiras busca provar que é capaz de levantar taças em qualquer território, mantendo a intensidade de um campeão que não se abala com questões de CEP.
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