O Palmeiras de 2026 chega à sua sétima final consecutiva de estadual com uma lição bem aprendida. O revés histórico no dia 20 de janeiro, quando o Tigre do Vale dominou o Alviverde no interior, é tratado por Abel Ferreira como um ponto de virada pedagógico. Naquela ocasião, com uma escalação recheada de testes e transição física, o Verdão foi atropelado pelo artilheiro Robson. A leitura de jogo de Abel, no entanto, foi pragmática: a derrota serviu para expor carências e acelerar o processo de entrosamento dos novos reforços, como Andreas Pereira e Vitor Roque.
O Que Mudou: Da Instabilidade ao Time Ideal
A metamorfose palmeirense entre janeiro e março é nítida nos nomes e na intensidade em campo:
Saídas e Mudanças: Peças que atuaram na goleada, como Raphael Veiga e Bruno Rodrigues, já deixaram o clube, enquanto jovens como Riquelme Fillipi voltaram ao sub-20 para maturação.
A "Máquina" de Vitórias: Desde que Carlos Miguel assumiu a meta e a linha de frente foi estabilizada com Flaco López e Vitor Roque, o Palmeiras emendou seis triunfos consecutivos.
Processo Interno: Abel reforçou em coletiva que seu trabalho vai além do resultado imediato, focando na valorização dos atletas e na seriedade dos processos internos, o que blindou o elenco mesmo após muros pichados no Allianz Parque após o 4 a 0.
Cenário da Decisão em Barueri
O primeiro capítulo da final acontece em um território onde o Palmeiras tem sido soberano:
Arena Barueri: Com o Allianz Parque em fase final de reforma, o estádio será o caldeirão alviverde para tentar construir a vantagem necessária.
Responsabilidade de Gigante: Abel destacou que representar o Palmeiras exige lutar incessantemente por títulos, independentemente do adversário possuir a melhor campanha geral e o artilheiro do torneio.
Jogo de Volta: O desfecho será no domingo (8), às 20h30, no Jorge Ismael de Biasi — justamente o palco onde o Novorizontino construiu sua goleada na primeira fase.
O Palmeiras entra em campo nesta noite para provar que a "cicatriz" de janeiro já fechou e deu lugar a uma musculatura competitiva de elite. Se o Novorizontino de Enderson Moreira aposta na manutenção da estratégia que os trouxe até aqui, Abel Ferreira confia na capacidade de sua equipe se reinventar sob pressão. Para o torcedor, o jogo de hoje é a chance de ver o Verdão dar o troco na hora certa e encaminhar mais uma taça para a sala de troféus da Academia.
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