O Palmeiras de 2026 quebrou um padrão que já durava seis edições: pela primeira vez desde 2020, o clube inicia a partida de volta de uma final de Paulistão com a vantagem no placar. A vitória magra em Barueri, com gol de Flaco López, dá à equipe a leitura de jogo necessária para administrar o resultado. Nas finais anteriores, o Alviverde oscilou entre empates amarrados (contra Corinthians e São Paulo) e derrotas amargas na ida (Água Santa, Santos e São Paulo), quase sempre contando com a força do Allianz Parque para buscar as famosas viradas épicas.
O Fantasma de Visitante
Apesar da vantagem, o retrospecto como visitante em decisões acende o sinal amarelo:
Sina Fora de Casa: Nas duas vezes em que decidiu o título longe de seus domínios neste período, o Palmeiras sucumbiu. Em 2021, empatou em casa e perdeu para o São Paulo no Morumbis. Em 2025, perdeu no Allianz e não conseguiu reverter contra o Corinthians na Neo Química Arena.
A Ausência do "Tapete": Sem o Allianz Parque para o jogo da volta, a equipe de Abel Ferreira precisa provar que sua intensidade viaja bem. O palco agora é o "Jorgão", em Novo Horizonte, um ambiente hostil e de dimensões que exigirão uma organização tática impecável.
Especialista em Reversões: Curiosamente, o Verdão se sagrou campeão em 2022, 2023 e 2024 após perder o primeiro jogo, mas todas essas taças foram erguidas sob os gritos da torcida em casa.
A Mentalidade de Abel para Domingo
Para quebrar o tabu, o planejamento para as 20h30 de domingo é rigoroso:
Administrar a Vantagem: O empate serve. Abel deve focar em um sistema defensivo sólido, utilizando a experiência de Gustavo Gómez e Murilo para frustrar o ímpeto do Novorizontino.
O Fator Psicológico: Jogadores como Flaco López destacam a importância de "apagar 2025" (quando o time perdeu o título para o rival) e focar na resiliência mental para suportar a pressão do interior.
Transição Letal: Com o rival precisando se expor, o Palmeiras aposta na velocidade de transição para tentar matar o jogo e garantir o tetracampeonato inédito.
O Palmeiras encerra a sexta-feira ciente de que tem a faca e o queijo na mão, mas a história recente mostra que o queijo pode ser duro de roer fora de casa. Abel Ferreira, o colecionador de recordes, tem diante de si a oportunidade de riscar mais um tabu da lista e provar que este elenco não depende de um estádio específico para ser imortal. No domingo, o Estádio Jorge Ismael de Biasi será o tribunal onde o Verdão buscará a sentença final para se consolidar como o dono absoluto do estado nesta década.
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