O sucesso incontestável de Abel Ferreira no comando do Palmeiras traz consigo um desafio recorrente para a diretoria: o comportamento intempestivo à beira do gramado. Com três expulsões apenas neste início de 2026 e uma nova denúncia no STJD após o clássico contra o São Paulo, o treinador português vive um misto de blindagem institucional e cobranças de portas fechadas na Academia de Futebol.
Embora a presidente Leila Pereira e o diretor Anderson Barros mantenham confiança absoluta no trabalho técnico, o ge apurou que o departamento de futebol aplica "puxões de orelha" constantes no comandante. O clube entende que o "sangue quente" faz parte do DNA competitivo de Abel, mas as frequentes ausências no banco de reservas geram empecilhos logísticos e táticos na preparação para os jogos subsequentes. Até o momento, contudo, não houve aplicação de multas financeiras ou sanções esportivas ao técnico.
O Raio-X Disciplinar de Abel
A folha corrida do treinador nos tribunais desportivos é extensa e reflete o clima de tensão com a arbitragem brasileira:
Histórico Total: 13 expulsões e mais de 30 cartões amarelos desde outubro de 2020.
Temporada 2026: Três cartões vermelhos (um no Paulista e dois no Brasileirão, contra Capivariano, Fluminense e São Paulo).
No STJD: Esta é a 19ª vez que Abel é denunciado. O histórico aponta 10 condenações e 7 absolvições, com o clube alegando que o técnico é usado como "bode expiatório" para mascarar deficiências da arbitragem nacional.
Impacto Imediato e Julgamento
Enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por "conduta contrária à ética desportiva", Abel corre o risco de pegar um gancho pesado em abril devido à reincidência. Enquanto o processo não é julgado, o Palmeiras já sabe que não terá seu líder no banco de reservas para o confronto contra o Grêmio, na próxima quinta-feira, na Arena Barueri.
Atualmente em Portugal aproveitando a folga prolongada da Data Fifa, Abel retorna ao Brasil no sábado. Ele terá que orientar seus auxiliares, provavelmente João Martins ou Vitor Castanheira, à distância, mantendo a rotina que o Palmeiras já se acostumou a executar: vencer jogos mesmo com seu mentor assistindo das tribunas ou dos vestiários.
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