O Palmeiras, promissor na atual temporada, decidiu formalizar um pedido de indenização à Fifa devido à lesão do lateral-esquerdo Joaquín Piquerez, que ocorreu durante sua participação na seleção uruguaia. A medida foi uma orientação do departamento jurídico do clube, que avaliou o cenário e indicou a utilização do mecanismo previsto para essas situações.
O pedido de compensação se baseará no Fifa Club Protection Programme, um protocolo que garante indenização a clubes quando jogadores se machucam enquanto representam suas seleções em datas oficiais. Para que a solicitação seja válida, o atleta deve permanecer afastado por um mínimo de 28 dias consecutivos, com valores a serem calculados a partir do 29º dia, considerando o salário do jogador.
A Fifa prevê um teto de indenização de até 7,5 milhões de euros, aproximadamente R$ 45 milhões. Contudo, a complexidade da lesão de Piquerez, que ainda não foi avaliada em termos de tempo de recuperação, impede que o Palmeiras estabeleça uma previsão exata do montante que poderá ser recebido.
O defensor sofreu a contusão durante um amistoso contra a Inglaterra, no prestigiado estádio de Wembley. Após uma entrada violenta do atacante Noni Madueke, Piquerez deixou o campo imobilizado e foi desconvocado da seleção para retornar ao Brasil.
Recentemente, o Palmeiras confirmou que o jogador sofreu uma ruptura ligamentar no tornozelo direito e que será submetido a uma cirurgia. O processo de recuperação será supervisionado pelo Núcleo de Saúde e Performance do clube, em colaboração com a comissão médica da Associação Uruguaia de Futebol.
Ainda que a gravidade da lesão seja uma preocupação, tanto o Palmeiras quanto a seleção uruguaia expressam otimismo quanto à possibilidade de Piquerez se recuperar a tempo para a Copa do Mundo de 2026. O clube decidiu pela cirurgia imediata, atendendo ao desejo do atleta em acelerar sua volta aos gramados.
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