O Palmeiras respira por aparelhos antes de mergulhar em uma sequência que pode definir o rumo da temporada. Após quatro dias de intervalo — raridade na era Abel Ferreira —, o Alviverde se prepara para encarar o Remo neste domingo, em Belém, dando o pontapé inicial em uma maratona de sete partidas em apenas 21 dias. O impasse entre o desempenho técnico e o esgotamento físico cobra do elenco uma resiliência extrema até a interrupção para a Copa do Mundo.
Nos bastidores, a ordem foi clara: descanso total. Abel, que dispara críticas frequentes à CBF sobre o intervalo mínimo de três dias entre os jogos, concedeu dois dias de folga para tentar mitigar o rastro de lesões. O Palmeiras admite que a logística será o maior adversário. "Brasileiro é maratona, não dá para vencer com 11 jogadores", confirma o volante Marlon Freitas, destacando que a competitividade interna será a chave para sobreviver à Copa do Brasil e Libertadores simultaneamente.
Em jogo está a manutenção da ponta da tabela, onde o Verdão lidera com 33 pontos, seguido de perto pelo Flamengo. O confronto direto contra os cariocas, no dia 23, é o ponto alto desse cronograma sufocante. Sem Vitor Roque e Piquerez, e com o acordo travado pela dúvida sobre a condição de Arthur, o Palmeiras aposta no retorno gradual de Paulinho para encorpar o grupo. Para Abel, a conta é simples e direta: quem conseguir domar o calendário, levantará a taça ao final do ano.
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