O mercado da bola mexeu com as estruturas do Allianz Parque neste sábado. O Palmeiras está substancialmente mais distante de repatriar o zagueiro Nino, ex-Fluminense. A diretoria alviverde admite que o cenário mudou drasticamente após o clube encaminhar um desfecho positivo com Alexander Barboza, do Botafogo. Embora o atleta do Zenit ainda fosse o plano prioritário para o meio do ano, o clima nos bastidores é de que uma nova investida junto aos russos virou fumaça.
O plano inicial do Verdão era agressivo. O clube paulista já tinha um acordo salarial com Nino desde janeiro e ensaiava uma proposta que poderia bater na casa dos 12 milhões de euros (R$ 70 milhões). Contudo, o Zenit gerou um impasse ao avisar que só abriria conversas após o término do campeonato local neste fim de semana — onde briga pelo caneco —, o que travou a agilidade exigida pela presidente Leila Pereira.
Cansado de esperar, o Palmeiras reage de forma cirúrgica e confirma o acerto com Alexander Barboza. Com o vínculo no Rio de Janeiro perto do fim e sem acordo para renovar, o Botafogo preferiu fazer dinheiro agora a perder o defensor de graça. O Palmeiras vai desembolsar 4 milhões de dólares (cerca de R$ 20 milhões), divididos em quatro parcelas, para selar a transferência do argentino de 31 anos.
Em jogo agora está a transição do atleta, que já realizou exames médicos em São Paulo, mas só veste o manto alviverde após a Copa do Mundo. Até a abertura da janela de julho, Barboza segue à disposição do clube carioca por mais três partidas. Com o setor preenchido por Gustavo Gómez, Murilo, Bruno Fuchs e Benedetti, o Palmeiras desafia o mercado europeu, encerra a novela por Nino e dá por encerrada a busca por um xerife para o restante da temporada 2026.
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