O xadrez do mercado da bola nacional ganhou uma estratégia psicológica agressiva vinda diretamente da Academia de Futebol. O Palmeiras confirma que abriu conversas e apresentou as cartas para arrancar o meio-campista Danilo da cozinha do Botafogo. Para vencer o racha burocrático e a concorrência, a diretoria alviverde explora abertamente a frustrante passagem do volante pelo Nottingham Forest, da Inglaterra, como principal argumento humano para colocá-lo no laboratório tático de Abel Ferreira, deixando o futuro do atleta da Seleção totalmente em jogo.
O Alviverde defende nos bastidores que Danilo só deve carimbar o passaporte para o Velho Continente se surgir um projeto de prateleira pesada. O Forest, por exemplo, flertou com o rebaixamento e terminou a última Premier League num modesto 16º lugar, queimando o material humano do jogador. O estafe do meio-campista admite que o conselho agora é jogar parado e não aceitar qualquer aventura rústica na Europa. O entorno do atleta ligou o alerta e passou a desconfiar de uma grande oferta vinda de fora, principalmente porque Danilo não teve a vitrine esperada com a Seleção na Copa do Mundo de 2026.
Sabendo do cenário, o presidente palmeirense reage e colocou na mesa uma oferta de 20 milhões de euros (cerca de R$ 120 milhões na cotação atual), além de incluir os direitos do zagueiro Naves — que está treinando em separado e agrada aos cariocas — para reduzir o impacto contábil. Contudo, a alta cúpula do Botafogo endurece o racha e cobra o valor asfixiante de 30 milhões de euros (R$ 176 milhões), quantia que o Palmeiras contesta e enxerga como completamente fora da realidade sul-americana, gerando um ríspido impasse entre os clubes.
Sem tempo para aceitar nenhum acordo travado com a indecisão, Danilo e seus empresários já se posicionaram de forma contundente e o jogador dispara que, em solo brasileiro, a prioridade humana e esportiva é vestir a camisa do Palmeiras, descartando qualquer racha com o Flamengo, outro forte interessado na gringa. A comissão técnica de Abel Ferreira monitora as conversas com pressa e desafia a diretoria a fechar a transação, ciente de que o volante é a única engrenagem que falta para blindar o elenco antes do fechamento oficial da janela de transferências.
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