Vendas e nova lesão de Paulinho testam o planejamento do Palmeiras neste fim de janela

29/8/2026 11:40

Vendas e nova lesão de Paulinho testam o planejamento do Palmeiras neste fim de janela

Com a venda de Allan por R$ 240 milhões e nova lesão de Paulinho, o Palmeiras define estratégia cautelosa no mercado e volta a priorizar a base até setembro.

Vendas e nova lesão de Paulinho testam o planejamento do Palmeiras neste fim de janela

A saída de peças fundamentais e a permanência de nomes importantes no departamento médico alteraram o desenho do setor ofensivo na Academia de Futebol nesta semana e colocam a estratégia da diretoria totalmente em jogo. O Palmeiras confirma que, mesmo após selar a venda de Allan ao Manchester City por 40 milhões de euros (cerca de R$ 240 milhões), encaminhar a saída de Riquelme Fillipi para o Inter Miami e ver Paulinho sofrer nova lesão muscular, não fará movimentos desesperados de mercado nem cometerá loucuras financeiras na reta final da janela.

A postura contida da cúpula alviverde reage a uma diretriz rigorosa de sustentabilidade orçamentária implementada pela gestão. A diretoria de futebol contesta a obrigação de pagar valores exorbitantes por reposições imediatas e admite plena confiança na recuperação clínica de seus atletas nos bastidores: o atacante Paulinho, vetado até o término da Data Fifa em 6 de outubro, segue com respaldo irrestrito do Núcleo de Saúde e Performance (NSP) para ser aproveitado na fase decisiva das competições.

— A necessidade de manter o equilíbrio entre o campo e as contas nos desafia muito em períodos de janela aberta. A diretoria admite a importância técnica dos atletas que saíram, mas o compromisso com o futuro da instituição nos cobra responsabilidade absoluta. Não há nenhum acordo travado para inflacionar o mercado por desespero; seguimos confiando totalmente no retorno do Paulinho, que tem se dedicado ao extremo, e a comissão técnica sabe que o grupo atual tem força e maturidade para competir no mais alto nível — dispara o diretor de futebol Anderson Barros nos bastidores da Academia.

O modelo de atuação do clube repete a postura adotada na zaga, quando o Palmeiras evitou gastar R$ 50 milhões por Nino, do Zenit, e fechou com Barboza, que estava em fim de contrato no Botafogo, por R$ 20 milhões.

Nomes como Luiz Henrique (avaliado pelos russos em R$ 210 milhões) e Helinho (com pedida do Toluca acima de R$ 80 milhões) foram sondados, mas os valores proibitivos geraram um impasse imediato e afastaram qualquer avanço formal — exceção feita ao volante Danilo, do Botafogo, cuja negociação não prosperou.

Diante do teto financeiro estabelecido, a alternativa imediata de Abel Ferreira é abrir espaço para a base mais vitoriosa do país, promovendo nomes promissores como o atacante Heittor, de 19 anos, acionado recentemente no clássico contra o Santos.

Cientes de que a janela brasileira se encerra no próximo dia 11 de setembro, comissão técnica e departamento de scout cobram atenção irrestrita a oportunidades pontuais de baixo custo. O Palmeiras confirma que monitora peças no radar, mas mantém as fichas no elenco atual para sustentar a liderança do Brasileirão e brigar pelas taças continentais.


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