Meio-campista palmeirense Robinho comemora após marcar gol por cobertura no são-paulino Rogério Ceni
O Palmeiras encerrou uma série de 10 clássicos sem vencer com um triunfo por 3 a 0 sobre o São Paulo. Robinho viu à exaustão o primeiro gol da partida disputada no Palestra Itália e elogiou o rival Rogério Ceni, mas tratou de minimizar o resultado de quarta-feira, já que o time tricolor jogou em inferioridade numérica.
Logo aos 2 minutos de jogo, Robinho aproveitou vacilo de Rogério Ceni e marcou por cobertura. Cinco minutos depois, o zagueiro Rafael Toloi recebeu o cartão vermelho. Aos 33 da etapa complementar, Michel Bastos também foi expulso e deixou o São Paulo com nove em campo.
“A partida não foi tudo isso que estão falando. Jogar com um a menos é sempre complicado e ainda mais sem o Pato, que na minha opinião é o melhor jogador do São Paulo”, disse Robinho, já que Muricy Ramalho tirou o atacante para colocar Edson Silva na tentativa de recompor a defesa.
“A entrada de mais um zagueiro facilitou a nossa marcação. Adiantamos as linhas e passamos a marcar no campo de ataque. O São Paulo saía só com os tiros de meta do Rogério Ceni e tivemos paciência para rodar a bola. Se fosse 11 contra 11, não seria fácil assim”, ponderou Robinho.
O meio-campista abriu o caminho para o triunfo do Palmeiras em grande estilo no Palestra Itália. Após chutão de Rogério Ceni, ele matou no peito e encobriu o veterano goleiro são-paulino, lance que o próprio assistiu exaustivamente assim que chegou em sua residência.
“Acho que vi (a jogada do gol) umas 100 vezes. Em casa, de madrugada, precisei mostrar o vídeo para o meu filho. ‘Agora, quero ver com outro narrador’, ele pediu. Tive que mostrar umas 50 vezes”, recordou o jogador, orgulhoso.
Antes da partida, enquanto Rogério Ceni se aquecia no gramado, o telão do Palestra Itália exibiu repetidas vezes o gol anotado por Alex após aplicar um chapéu no goleiro são-paulino, em 2002. No Morumbi, pelo Torneio Rio-São Paulo, o Palmeiras venceu por 4 a 2.
Robinho, um dia depois de repetir Alex com um belo gol sobre o São Paulo, disse não ter consciência de que o lance entrou na galeria de gols históricos. “É mais por ter sido no Rogério Ceni do que pela beleza do lance. O torcedor gosta de enfatizar isso, porque ele é um mito, sem sombra de dúvida”, elogiou.
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