Decisivo em classificação na Copa do Brasil, Allione se diz adaptado (Foto: Ana Canhedo)
Quando Allione parou de jogar em março, por conta de uma inflamação no joelho direito, o argentino era o maior assistente de 2015, com quatro passes para gol. Foram seis meses de espera para que o camisa 20 voltasse a decidir, como fez na quarta, ao cruzar para Andrei Girotto levar à classificação para a semifinal da Copa do Brasil.
Um período que incomodou bastante ao argentino, há um ano no clube.
– Foi muito ruim. Eu voltei até que antes do prazo (após a cirurgia, em abril), mas então comecei a sentir dores de novo, tive que parar. Ainda bem que pude fazer uma boa fisioterapia. Importante é que estou bem e pronto. Em princípio, era uma volta mais rápida – contou, ao L!.
O meia-atacante de 20 anos ficou entre 15 de março e 6 de setembro sem atuar. Voltou no eletrizante 3 a 3 com o Corinthians, e desde então entrou em cinco das últimas sete partidas – em nenhuma das vezes foi titular. Durante o período parado, o argentino aproveitou para acelerar a adaptação ao Brasil e vê avanços.
– Antes eu não sabia falar português, agora ainda não sei (risos), mas entendo um pouco mais. O jogador precisa se adaptar ao clube, ou então fica difícil jogar. Aos poucos estou me soltando – explica Allione, que no Verdão convive com uma lembrança que pouco gosta: seu apelido da época de Vélez Sarsfield (ARG).
No clube argentino, o garoto era chamado de "peluche" (*pelúcia, em português), por conta da farta barba que tem desde mais jovem. Ele, aos risos, afirmou que não gosta da alcunha "carinhosa", difundida também entre os jogadores na Academia.
– O apelido era para ter ficado na Argentina, mas os caras começaram a falar por aqui (risos) – diverte-se.
Mais leve, mas ainda tímido, Allione quer recuperar o espaço que tinha com Oswaldo de Oliveira, já que era titular até a ida para o departamento médico. A briga, porém, está acirrada, com Gabriel Jesus e Dudu em alta. O camisa 20, enquanto isso, já se diz pronto para atuar em um jogo por 90 minutos.
– Acho que consigo, sim. Ele (Marcelo) fala com todo mundo, trata bem. Estou pronto, aguardando a oportunidade. Fiquei muito feliz pela minha atuação e do time – avisa.
Confira um bate-bola com o jogador:
LANCE!: Nesta reta final, qual o seu maior desejo? Qual o grande objetivo do Palmeiras para o fim do ano? É mesmo a Copa do Brasil?
ALLIONE: Ficar no G4 do Campeonato Brasileiro e ser campeão da Copa do Brasil são objetivos gerais que temos por aqui. Nós todos queremos muito classificar e jogar a Libertadores da América no ano que vem. É claro que ganhar coisas é muito importante na vida de um jogador, faz parte e é preciso buscar isso. Ainda mais depois de um ano que sofremos muito, como foi em 2014. Os caras que estavam aqui sabem como foi ruim ficar perto da zona de rebaixamento, era claro que não podíamos ficar contentes no ano passado. Então, por isso, seria bom vencer a Copa do Brasil e dar esse presente para a torcida e para nós também. É nossa meta, sim.
L!: Em 2014, o clima no elenco não era tão bom, mas atualmente melhorou. Você sentiu a mudança?
A: Quando a coisa não está dando certo, é difícil ficar bem. Esse ano, graças a Deus, está tudo dando certo, estamos jogando bem a Copa do Brasil, fazendo bons jogos, e também fomos à final do Campeonato Paulista. Agora, é ser campeão da Copa Br e ficar no G4.
L!: Já adquiriu algum costume dos brasileiros? O Cristaldo é que mais te ajuda no elenco?
A: Ah, já faz mais de um ano que estou aqui, estou adaptado. Mas o Cristaldo é diferente, né? Ele é diferente... (risos). Eu não sou assim, sou mais tímido. Cada país, cada cultura, tem seu jeito. O jogador precisa se adaptar ao clube para poder jogar bem, se não, isso atrapalha no jogo, atrapalha em todos os momentos. Sou tranquilo.
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