Treinador palmeirense acha que time jogou bem apesar de nova derrota (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
O Palmeiras deixou o Pacaembu sendo chamado de “time vagabundo” e ouvindo que vencer o Fluminense por, ao menos, 1 a 0 na quarta-feira, pelas semifinais da Copa do Brasil, no Palestra Itália, é “obrigação”. Manifestações que Marcelo Oliveira entende após a derrota por 2 a 0 para o Sport que tirou da equipe a chance de ocupar o quarto lugar no Campeonato Brasileiro. Mas o técnico não viu seus comandados jogarem mal.
“Quando se perde jogando mal, é uma coisa. Quando se perde para uma equipe como o Sport, muito entrosada, é outra coisa. Os números de finalizações, cruzamentos e escanteios nos confortam um pouco mais. Estamos chateados porque era uma oportunidade de ir ao G4, em casa, e tínhamos de fazer mais pelo espírito de decisão. Mas não achei o time desorganizado”, opinou o treinador.
Diversos torcedores presentes no estádio municipal, que virou casa palmeirense neste fim de semana por conta dos shows da banda Muse e da cantora Ariana Grande no Palestra Itália, voltaram a criticar Marcelo Oliveira. E não houve paciência também com a ineficiência da equipe que, segundo os próprios jogadores, pressionou os visitantes mais na base da vontade do que na organização.
“O Palmeiras está inconstante mesmo. Não temos um time padrão, o palmeirense não consegue escalar o Palmeiras. Mesmo assim, estamos disputando o G4 e para ir à final de um campeonato. Entendemos a insatisfação, ninguém no Palmeiras está satisfeito com o que está acontecendo. Menos mal porque o time brigou muito. Provavelmente, o goleiro adversário vai ser o melhor em campo porque fez defesas incríveis”, defendeu-se Marcelo Oliveira.
Em um primeiro tempo de fraco nível técnico, Marlone não teve incômodo para acertar o ângulo de Fernando Prass e abrir o placar. Depois do intervalo, diante da desorganização alviverde, João Pedro derrubou Diego Souza na grande área e cometeu pênalti que André converteu. Mas, segundo Marcelo Oliveira, seu time merecia mais.
“Até o momento do chute do Marlone, eles não tinham chegado. Méritos dele, se bem que deveríamos ter encurtado a marcação. Eles chegaram menos, tivemos quatro oportunidades muito claras. Mas, para o torcedor, vai soar como desculpa, não adianta falar agora”, conformou-se o técnico.
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