Fã de ritmos colombianos, Mina 'aprende' funk com palmeirenses e vê países muito parecidos

7/9/2016 10:30

Fã de ritmos colombianos, Mina 'aprende' funk com palmeirenses e vê países muito parecidos

Em adaptação, zagueiro fala ao LANCE! sobre aprendizados e destaca importância do elenco em sua rotina: 'No Palmeiras, me trataram como um irmão'

Fã de ritmos colombianos, Mina 'aprende' funk com palmeirenses e vê países muito parecidos

Mina, ao lado de Vitor Hugo, posando para o LANCE! antes do duelo contra o São Paulo (Foto: Eduardo Viana)



Ainda em adaptação no Palmeiras, Mina vê semelhanças entre o Brasil e a Colômbia. Embora não fale português, o camisa 26 tem estudado e já entende bem a nova língua, desde que se fale pausadamente. O elenco tem sido importante para ambientá-lo e até ensinar novos costumes.



Fã de dougie e salsa choke, estilos musicais famosos em seu país, o zagueiro conta que durante a concentração já teve seu quarto "invadido" por seus companheiros. Foi entre as brincadeiras que apresentaram o funk ao jogador:



- Quando estamos concentrados chegam no meu quarto para dançarmos. É uma alegria o grupo. Gosto de salsa choke, mas também do dougie. Aqui escuto muito funk, estou aprendendo um pouco. Os companheiros me colocaram para ouvir "taca taca" (risos) - contou Mina, citando a música "Bumbum Granada", dos MCs Zaac e Jerry.



O novo estilo agradou tanto que o zagueiro já está pensando em adotar uma nova dança quando for comemorar seus gols no Verdão.



- Sim, vou combinar algo. Se fizer algo com funk e dougie, mas tem também salsa choke (risos) - despistou.



Confira a entrevista completa com o colombiano do Verdão:



BATE-BOLA - MINA - ZAGUEIRO DO PALMEIRAS




'No Palmeiras, me trataram como um irmão'?



O que tem achado de viver em São Paulo?

Estou agradecido a Deus por me trazer a uma cidade tão bonita como São Paulo, creio que as pessoas são muito boas, muito amáveis, e acho que no Palmeiras estão me tratando da melhor maneira. Quero seguir aprendendo e continuar melhorando.



O que mais gosta de São Paulo?

Primeiro de tudo, de jogar futebol, onde eu treino, onde eu jogo, onde me sinto em casa. E outra coisa que eu gosto é conhecer, conhecer muito, sair e aprender.



O que faz no tempo livre?

Cheguei a ir no centro comercial, mas no tempo livre prefiro descansar e ficar tranquilo em casa.



Aqui é muito diferente da Colômbia?

Não, muito parecido. Na verdade são coisas similares, que se assemelham muito. As pessoas são iguais, a comida é igual, são coisas que caíram para bem para eu estar aqui.



Sua família chegou a vir para cá para São Paulo. Isto facilitou na adaptação?

Claro, muito importante ter minha família, é uma das coisas mais importantes para mim. Desde que cheguei estão aqui nas boas e nas ruins comigo, e agradeço a Deus por tê-los comigo. Vivo com meu pai, minha mãe e meu irmão. Agora estou com minha mãe e minha noiva.



"Eu me sinto bem aqui, e estou ganhando confiança junto dos meus companheiros"

Quais são suas impressões sobre o futebol brasileiro?

O futebol brasileiro, antes de tudo, é muito bonito, os estádios estão sempre em boas condições, cheios, e a outra parte do futebol é que pessoalmente me trataram como um irmão no Palmeiras. Eu me sinto bem aqui, e estou ganhando confiança junto dos meus companheiros.



Você tem muita impulsão no ataque. É uma das suas principais características?

É uma das principais características, primeiro por causa da minha altura e porque vou bem pelo alto. Trato de aproveitar.



Quais as características do Vitor Hugo que complementam as suas?

Vamos muito bem no alto, é uma característica que nós dois temos, temos tranquilidade e saímos jogando limpo de trás.



Como é a relação com Cuca?

O 'profe' é uma grande pessoa. Tem claro o que quer, sempre fala com os jogadores o que quer que façam e tenho uma boa relação. É um professor que fala e deixa falar, é um professor que entende aos jogadores e graças a Deus até agora estamos muito bem.



Você poderia ter jogado a Olimpíada, mas se lesionou. Qual a importância do Palmeiras neste período?

Primeiro de tudo fiquei muito triste pelo que aconteceu. Minha expectativa era chegar, jogar bem, ganhar com o clube e ir representar as cores do meu país, era o que sempre quis. Lastimavelmente eu me machuquei, mas os companheiros, o corpo técnico, os diretores, amigos, todos me disseram para ficar tranquilo. Deu ânimo para recuperar mais rápido e motivação.



O que achou da homenagem do Palmeiras para você?

Muito agradecido, porque sem jogar, o clube concordou comigo, sabia que não poderia jogar os Jogos Olímpicos, mas o clube concordou e agradeço.



Ficou impressionado com a torcida palmeirense?

A torcida é uma grande 'hinchada'. Estão sempre apoiando, nas boas e nas ruins, e bom, esperamos que sigam assim, esperamos que sempre estejamos unidos para o objetivo que queremos.



E como está se virando com o português?

Estou estudando, porque para entender mais no terreno de jogo e fora, quando estiver sem jogar, sem meus companheiros, como Lucas Barrios, que fala português e entendo. Graças a Deus estou compreendendo um pouco e esperamos falar perfeitamente.



Você fez amizade com o Róger Guedes rapidamente. É seu melhor amigo?

Um deles é o Róger Guedes, Gabriel Jesus, que sempre estava aqui falando e me molestando, como dizem (risos). Ótimas pessoas... Edu, Arouca, sobretudo Lucas Barrios, porque sempre estou andando com ele, ele quem me explica as coisas, me traduzia quando não entendia nada. Aqui a maioria dos jogadores sempre dá atenção a quem chega e é muito gratificante para nós que chegamos.



Sua alegria casou bem com o ambiente do elenco?

Sim, claro. Muito, quando estamos concentrados chegam no meu quarto para dançarmos. É uma alegria o grupo, isto mostramos também no campo.



Tem alguma dificuldade que ainda não tenha superado por aqui?

Não, graças a Deus estou agradecido por me colocar muitas pessoas ao meu lado, muitos anjos para me ajudar, e até agora tudo vai muito bem. Esperamos seguir assim e chegar ao nosso objetivo, sermos campeões.



Como lidar com a expectativa do título?

É estar 100% concentrado, dormir bem, descansar bem, comer bem, estar tranquilo, treinar bem e sair calmos para o campo.


4830 visitas - Fonte: LANCE!Net

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