É o time da virada.
Time de virar a cabeça, a sorte, o copo e a alma. Os sonhos. E, como se não fosse o suficiente, vira também o estádio de cabeça para baixo.
A gente entende do que poucos sabem fazer: de virar torcida. Parte do time.
Você que estava presente ontem no Allianz Parque sabe do que eu estou falando. Falo do pequeno segundo de vácuo entre o gol do adversário e a explosão que, instantaneamente, reafirmava o que impusemos durante o ano anterior: o Palmeiras é, de fato, o time da virada. Porque pra ser de virada, tem que ser por amor. E desse amor a torcida palmeirense entende.
O que não contavam é que, na astúcia de um voo de jatinho, não viria a nossa estrela olímpica, e sim a esperança palmeirense. Um motivo para o estádio ficar em pé no momento em que a inquietação começava a surgir. A postura que esperávamos ver. Isso não estava no jogador Gabriel Jesus. A esperança do segundo gol não era dos pés de um menino.
Nos três pulinhos com o pé direito, quem entrou em campo foi o desequilíbrio mental, a vontade de vestir a camisa e mostrar que, independente do cansaço, só existe uma verdadeira seleção. E foi nessa presença em campo que o time se transformou. E seguramos a bola, sofremos falta, driblamos, tocamos e fizemos mais do que um outro gol. Nós fizemos o que se espera de um líder: estratégia, jogadas e toques precisos. Da mudança resulta o gol, que, se não pôde vir dos nossos atacantes, viria do ponto da virada que só nós temos: zagueiros artilheiros.
Excelência.
O menino que empurrou o árbitro hoje é o guerreiro que empurra a confusão, flutua com autoridade do meio campo para as laterais, segura a bola e diz para os companheiros: passa que eu coloco. E ele coloca. Dessa vez não foi a magia da camisa 7, foi a responsabilidade da faixa de capitão. Porque na longa guerra das 38 rodadas, não nos basta a maturidade, seriedade e a calma de Zé Roberto. A gente precisa do sangue fervendo, do incômodo com pouco e do desprezo pelo empate. A gente precisa da peleja de Dudu.
Em uma noite como a de ontem, sem gol de ex para atrapalhar, não há do que reclamar. É como uma festa que você não quer ir embora:
- Quer que eu tire uma foto pra você?
- Não precisa, hahahaha! Só quero ficar aqui olhando pro campo.
- É bom ficar aqui curtindo essa vitória, né?
- Melhor sensação.
Pra virar assim, tem que ser gigante como o Mina. Tem que saltar alto, com objetivo, como o Vitor Hugo.
A gente pediu pra virar. E virou.
Ué, não disseram que haviam empolgado?
4359 visitas - Fonte: ESPN FC
Palmeiras vc mexe com a nossa vida . Vamos levantar a taça de campeão brasileiro 2016.
palmeiras minha vida é você!
Bravo..... Avanti palestra!!!!