Foi há exatos 30 anos, num 29 de outubro como hoje, e num jogo contra o Santos como o deste sábado, que a torcida do Palmeiras gritou "Porco" pela primeira vez e tomou para si como mascote o que até então era uma ofensa. Naquela noite de quarta-feira, 30.078 pessoas pagaram ingresso no Pacaembu para ver o Verdão bater o Peixe por 1 a 0, gol de Mirandinha, em jogo pela segunda fase do Campeonato Brasileiro.

Líderes das organizadas entraram com o porco antes de jogo contra o São Paulo
Quatro dias depois, no Morumbi, torcedores entraram no gramado com um porquinho, acompanhando os jogadores, naquele que foi o batismo oficial do porco como segundo mascote do Palmeiras. O jogo com o São Paulo terminou empatado por 0 a 0. A revista Placar comprou a ideia e estampou em sua capa nosso grande ídolo daqueles tempos, Jorginho Putinatti, carregando um singelo leitãozinho em seus braços.

Jorginho e o porco na capa da Placar em novembro de 1986
A história é conhecida: a ofensa "porcos" era associada aos italianos desde o período da Segunda Guerra Mundial, quando fomos obrigados a trocar o nome Palestra Itália por Palmeiras, e voltou com força às arquibancadas em 1969, quando o clube se recusou a aceitar a inscrição de dois jogadores do Corinthians no Paulistão após o fim do prazo, em substituição a Lidu e Eduardo, mortos num acidente de carro.
A ideia de assumir o porco vinha de alguns anos antes: já em 1983, o então diretor de marketing João Roberto Gobbato sugeriu à diretoria a adoção do novo mascote, mas a proposta foi rechaçada pelo presidente Paschoal Giuliano. "Nosso símbolo é o periquito, cujo bico já papou muita gente boa e ainda vai continuar papando!", disse o cartola, em relato do repórter Marco Aurélio Borba, também de Placar, em artigo publicado março de 1983. No texto de duas páginas, o jornalista palmeirense defende a adoção do novo mascote com o título "Palestrinos, o porco é nosso!".
Demorou, mas funcionou. Gobbato não estava mais na diretoria em 1986, mas conseguiu convencer o presidente Nelson Duque, os líderes da TUP e da Mancha Verde e alguns dos jogadores. Há relatos de gritos de "porco" nos fatídicos jogos finais do Paulistão de 1986 contra a Inter de Limeira, mas o próprio clube aponta o jogo de 29 de outubro como o da adoção "oficial" do novo mascote.

O dirigível com o porco assustador é presença certa no Allianz Parque
O tempo passou, os gritos mudaram de "Dá-lhe porco" para "Olê Porco!" e "Porco-o-o!", o Palmeiras colocou o porco em sua página oficial de mascotes (embora ainda sem um desenho oficial, ao contrário do periquito). E lançou porcos dentuços e amedrontadores em seu novo estádio, tanto no dirigível "Porcão" quanto na boca do túnel de acesso ao campo. Ficou famosa ainda a foto do presidente Paulo Nobre com sua coleção de milhares de porquinhos.
Não deixa de ser irônico que os 30 anos do porco como mascote sejam comemorados contra o mesmo adversário do dia do nascimento oficial do grito, mas sem que haja um palmeirense sequer na Vila Belmiro a empurrar o time, graças à "genial" decisão de proibir a presença de torcida visitante nos clássicos. Que os gritos de "Dá-lhe porco!" daquela noite no Pacaembu ecoem hoje nos ouvidos de nossos jogadores em Santos. Vamos precisar.
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dalheee.porco...kkkkkkk
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porco e porco caraiiiiii
eu nunca vi porco verde e branco, porisso eu continuo como periquito
Sinceramente, eu não aceitei até hoje. prefiro o periquito. Inclusive, o Palmeiras colecionava mais títulos. Mas, vamos que vamos Verdão !
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vai Palmeiras caralho é nois
vamos ganha porco ooooo