Dos tristes aplausos à glória, a torcida campeã

28/11/2016 13:30

Dos tristes aplausos à glória, a torcida campeã

Dos tristes aplausos à glória, a torcida campeã





“Foi, foi no Palestra Itália, eu vi acontecer…”, diz parte de uma música que os palmeirenses cantam na arquibancada. Foi no Allianz Parque, dentro e fora dele, que aconteceu a emocionante conquista da Copa do Brasil de 2015. Foi no Allianz Parque, dentro e fora (apesar das ridículas limitações das autoridades na reta final) que aconteceu o título do Brasileirão de 2016.



Dia 14 de abril, dia da eliminação na Libertadores após goleada sobre o River Plate (URU). Ninguém ficou satisfeito com o fiasco na fase de grupos, mas o Palmeiras foi aplaudido de pé ao fim do jogo. Rivais, até mesmo parte da imprensa, não entenderam a mensagem naquele momento. O torcedor compreendeu que um trabalho novo, com Cuca, estava começando e o futuro próximo poderia ser promissor. E foi! A queda no Paulistão dez dias depois, quando Cuca também foi alvo de gozações por dizer “seremos campeões brasileiros”, não tirou a confiança. A estratégia motivacional deu certo.



O torcedor abraçou a ideia e encheu o Allianz Parque no dia 14 de maio, quando o Palmeiras estreou no Brasileirão com goleada por 4 a 0 sobre o Atlético-PR. “Estamos juntos rumo ao título”, foi a mensagem escrita na arquibancada.



De fato, estavam juntos. Foram mais de 32 mil pagantes de média de público, a melhor do campeonato, mesmo com um setor fechado por cinco jogos. A torcida encheu a arena sempre – 27 mil foi o pior público no Brasileirão, contra o América-MG. Apoio em casa, e fora. Dividiu o Mané Garrincha e fez o Flamengo, mandante, aquecer sob vaias no primeiro turno. O time corresponde e venceu por 2 a 1.



O torcedor fez barulho na porta da Academia, no saguão do aeroporto, empurrou o Palmeiras para a conquista que não vinha há 22 anos. O Allianz Parque, de gramado criticado, é a fortaleza que o palmeirense esperava, após dois anos da sua inauguração: só uma derrota, para o Atlético-MG, no torneio.



Dos aplausos tristes daquele 14 de abril à euforia do dia 27 de novembro. Sete meses em que a torcida esteve sempre presente, ganhando, empatando, perdendo, sofrendo. Cantando e vibrando!


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