Hoje DJ e dono de posto, ex-Palmeiras e Corinthians revela seu único arrependimento: não ter ouvido Mourinho

25/1/2017 10:40

Hoje DJ e dono de posto, ex-Palmeiras e Corinthians revela seu único arrependimento: não ter ouvido Mourinho

Hoje DJ e dono de posto, ex-Palmeiras e Corinthians revela seu único arrependimento: não ter ouvido Mourinho

Rubens (2 em pé dir p/ esq) no Palmeiras, em 95



De 1995 a 2007, quando se aposentou, o lateral esquerdo defendeu grandes times tanto do Brasil quanto da Europa, ganhou títulos de expressão, como a Copa Libertadores, e vestiu a camisa da seleção.



No entanto, até hoje tem um arrependimento: não ter ouvido um conselho do técnico José Mourinho.



Aconteceu quando Rubens Júnior vivia o auge de sua forma com a camisa do Porto-POR, equipe pela qual conquistou uma Taça de Portugal e uma Supercopa da Portugal e que o contratou em 1999, após ele vencer a inédita Libertadores com o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari.



Após quase três anos alternando titularidade com a reserva (incluindo um período em que foi emprestado ao Atlético-PR, pelo qual foi campeão paranaense em 2000), ele conheceu o Special One em 2002, quando ele ainda era um desconhecido vindo do União de Leiria. Na primeira conversa, o luso lhe fez um pedido, mas o brasileiro o contrariou.



"O único arrependimento que tenho na carreira foi quando estava no Porto. Eu tinha umas propostas para voltar ao Brasil e o Mourinho, que tinha acabado de chegar, falou: 'Não vá embora, conto com você na próxima temporada. Não vou te prometer que será titular , mas será importante no meu elenco'. Mas como eu não estava jogando, estava ansioso para jogar, e acertei com o Atlético-MG", lembrou, ao ESPN.com.br.



Com a ida para o time de Belo Horizonte, Rubens acabou não fazendo parte de todas as conquistas de Mourinho no supertime que montou no Porto: uma Uefa Champions League, uma Copa da Uefa, dois Portugueses, uma Taça de Portugal e duas Supertaças.



Era a chance do ala ter uma carreira com ainda mais medalhas. Hoje, ele diz que, se fosse possível voltar no tempo, faria tudo diferente. No entanto, se diz tranquilo quanto a isso.



"Como eu era jovem, fui precipitado. Precisava ter paciência para aguardar meu momento. Faltou maturidade para perceber que eu deveria ter ficado, esperado e participado de todas as conquistas que o Mourinho teve por lá. Mas a vida é assim: a gente faz decisões, umas boas, outras ruins, e o jeito é seguir em frente depois", filosofou.



Durante o tempo em que foi emprestado pelos "Dragões", ele jogou no Atlético-MG, no Botafogo e no Vitória de Guimarães, também de Portugal, até o fim de seu vínculo com o Porto, em 2004.



Depois, o lateral esquerdo voltou ao Brasil em 2005 para jogar no Coritiba. Na sequência, passou por Corinthians, em 2006, e Vasco, em 2007, time pelo qual encerrou sua longa carreira de jogador.



Atualmente, ele mora em Taubaté, sua cidade natal, onde é dono de um posto.



"Aqui em Taubaté todo mundo me conhece! O pessoal se lembra de mim porque joguei na Europa, fui campeão da Libertadores, joguei em Palmeiras e Corinthians e mais um monte de times grandes, né?", cita Rubens Júnior, que é tratado como celebridade no município do interior paulista e já foi chamado até para ser DJ na noite.



"O lance de ser DJ foi mais uma lazer, uma brincadeira que fiz por um tempo (risos). Parei com isso agora, mas de vez em quando vou a uns programas de rádio para comentar. Ainda estou bem ligado ao futebol, mesmo, sou apaixonado pelo esporte", afirma.



E a ligação com o futebol segue inclusive no ramo dos negócios. Empreendedor, o lateral esquerdo também é dono de uma escolinha de futebol em Taubaté ao lado do amigo Deco, a Craquenet, que ajuda postulantes a jogador a iniciarem a carreira no mundo da bola.



"Eu tenho mexido com futebol desde que parei e tenho uma franquia de escolinha na minha cidade. É um projeto muito legal ao lado do meu amigo Deco. Eu dou assistência pra vários meninos para que no futuro possa empresariá-los profissionalmente", exalta.



Rubens Júnior começou a carreira no Taubaté, se destacou e, em 1995, foi contratado pelo Palmeiras, então gerido pela Parmalat. Em uma época em que o time alviverde possuía uma infinidade de jogadores de seleção, foi difícil para o jovem conseguir espaço, e ele rodou por empréstimo por Bragantino, em 1996, e Guarani, em 1997.



Foi em 1998, durante um empréstimo ao Coritiba, que o ala se destacou para o Brasil.



"Essa passagem pelo Coxa foi muito marcante e importante para mim. Foi um divisor de águas na minha vida. Cheguei lá vindo do Palmeiras completamente desconhecido e virei realidade. Fui muito bem no Brasileirão de 98 e isso deu início à fase mais importante da minha vida", relata, hoje aos 42 anos.



Depois de uma ótima temporada, foi chamado pelo técnico Luiz Felipe Scolari para ser novamente integrado ao Palmeiras, ainda recheado de atletas de seleção brasileira. Rubens titubeou, mas acreditou em uma promessa do treinador.





Rubens Júnior chegou a gravar até um CD nos tempos de DJ



"O Felipão foi um pai para mim. Eu ia renovar com o Coritiba, mas ele me ligou e disse: 'Vem pro Palmeiras'. Eu falei: 'Vou nada, você tem o Júnior aí que é um p... craque, como é que eu vou jogar?'. E ele prometeu: 'Você vai jogar vários jogos e eu vou te dar o título da Libertadores'", relembra - Júnior era famoso por ser um dos favoritos de Scolari.



"Eu topei e no fim deu tudo certo: o Júnior foi expulso duas vezes seguidas, levou gancho e eu fiz quatro jogos naquela campanha. O meu melhor foi o jogo de ida das quartas contra o Corinthians, que ganhamos de 2 a 0. No final, fomos campeões!", celebra.



Rubens Júnior não esconde seu apreço por Felipão e cobre o técnico de elogios.



"Depois que ganhamos, lembro que ele chegou para mim e falou: 'Tá vendo, guri, não falei que ia te dar um título?'. Isso me marcou! Ele tinha convicção de que tinha montado um time para levantar a taça que o Palmeiras não tinha e fazer história", ressalta.



Em 2006, o ala teve a chance de conquistar novamente a Libertadores, quando vestiu a camisa do Corinthians e foi titular de uma equipe "galáctica", que possuía nomes como Roger, Carlos Alberto, Tevez, Ricardinho e Nilmar. No entanto, o "Timão" acabaria eliminado nas oitavas pelo River Plate, com direito a invasão de torcida no Pacaembu.



Rubens, porém, ainda guarda boas recordações de seu ano alvinegro.



"Quando joguei a Libertadores pelo Corinthians, lembro que dei um cruzamento para o Tevez, que meteu um golaço. Deu um voleio de uma maneira que eu nunca vi na vida. Ele tinha uma técnica absurda! O gringo pulou com os dois pés e chapou a bola, foi lindo. Isso me marcou demais", recorda.


22926 visitas - Fonte: ESPN

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