O "lado B" de Tyrone: família, fã de pagode e admirador de Felipe Melo

13/2/2017 21:37

O "lado B" de Tyrone: família, fã de pagode e admirador de Felipe Melo

Antes de reencontro com o Flamengo no NBB, americano do Mogi abre o jogo sobre origens, vida no Brasil, amor por futebol e críticas de outros atletas: "Não incomodam"

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Tyrone é um dos ídolos do atual elenco do Mogi das Cruzes (Foto: Antonio Penedo/Mogi-Helbor)



Tyrone Curnell é daqueles personagens difíceis de decifrar, mas que carrega consigo muitas histórias. Não é muito fã de microfones e câmeras, como ele próprio admite, mas compensa as poucas palavras, já faladas em um bom português após cinco anos no Brasil, com lances plásticos em quadra e uma personalidade que rapidamente cativou os torcedores do Mogi das Cruzes. Nem tanto alguns jogadores adversários.



Nesta terça-feira, às 19h30, Tyrone volta à quadra contra o Flamengo, pelo NBB, após cumprir duas partidas de suspensão, sofrida justamente em um duelo com o Rubro-Negro. E, às vésperas do aguardado confronto, o ala-pivô abriu o jogo em entrevista ao GloboEsporte.com. Em pauta, vários assuntos, desde as origens do americano e a relação com os filhos até a chegada ao Brasil e, claro, o reencontro com o Rubro-Negro, cerca de um mês depois da polêmica com o ala Marcelinho, que acusou Tyrone de ser "sujo" após um lance envolvendo os dois no jogo entre as equipes no primeiro turno.



– É um jogo normal, como se fosse contra Liga Sorocabana, Macaé, Bauru... Não muda nada para mim. Vou jogar meu jogo – disse Tyrone sobre a partida desta terça, que acontece no ginásio do Tijuca, no Rio de Janeiro.



Tyrone diz não dar tanta bola para o que falam a seu respeito, algo que aprendeu com a mãe, referência na vida do jogador, que nasceu em Nova York, mas se mudou cedo para Orlando e perdeu o pai com apenas dois anos de idade. Segundo o ala-pivô, a acusação de Marcelinho não o afetou, nem mesmo o fato de, na sequência, alguns jogadores terem endossado o discurso do jogador do Flamengo, como seu irmão, Duda Machado, o armador Davi Rossetto, entre outros.



– Nunca me incomodam (as críticas). Desde 14, 15 anos, minha mãe me ensinou que as pessoas vão falar várias coisas, mas você tem que ficar forte, saber quem você é. Quando você tem a mente forte, nada vai te machucar. Hoje em dia, quando falam que eu sou malandro, que não sou para o Brasil, entra por um lado e sai pelo outro. Dizem que sou sujo. Se você acha isso, beleza. Amanhã vou esquecer e conversar do mesmo jeito. Não ligo.





Lance entre Tyrone e Marcelinho rendeu muita polêmica, em janeiro (Foto: Reprodução)



Se alguns adversários não veem Tyrone com bons olhos, por outro lado, o americano ganhou a admiração das torcidas de Palmeiras e Mogi das Cruzes, clubes que defendeu desde 2012. Porém, antes da improvável vinda para o Brasil, ele percorreu um longo caminho. Na juventude, praticava futebol americano e, segundo ele, era melhor até do que no basquete, mas, devido às lesões que esse esporte provocava, acabou mudando de modalidade.



Na universidade, já jogando basquete, formou-se no curso de justiça criminal. Depois, jogou em países como Kwait, Israel e Portugal, antes de se transferir para o Palmeiras a convite do técnico espanhol Arturo Alvarez, com quem havia trabalhado na Europa. Passados cinco anos desde sua chegada, hoje ele se considera totalmente adaptado ao Brasil, a ponto de ter o pagode como um de seus ritmos musicais favoritos.



– Não imaginava que ia ficar tanto tempo aqui. No começo nem queria vir. Pensava: "Ah, o Brasil é o país do futebol. Não tem basquete bom". Quem não conhece o Brasil só vê o lado ruim. Tanto que até hoje tento trazer minha mãe, mas ela não quer. Já estou aqui há cinco anos. Acha que estaria morando em um lugar ruim? Acho um país muito bacana, igual Orlando, onde também tem muitos brasileiros. Para mim é igual. Nem parece que estou em outro país.





Há quase três anos em Mogi, americano conquistou o Paulista e a Sul-Americana em 2016 (Foto: FIBA Americas)



A mudança para o Brasil e o período em que atuou no Palmeiras fizeram com que uma paixão típica brasileira surgisse na vida de Tyrone: o futebol. Na medida do possível, o americano do Mogi assiste aos jogos do Verdão, time do qual é torcedor assumido e que, em 2017, passou a contar com um jogador com quem o ala-pivô se identifica pelo estilo de jogo.





Tyrone não esconde amor pelo Palmeiras, seu primeiro clube no Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)



– Meu jogador favorito é o Felipe Melo. O cara é firmeza. Joga duro, grita na cara do adversário. Tem que jogar assim. Ele vai dar porrada, mas com responsabilidade. E gosto também do Gabriel Jesus. No meu primeiro ano no Palmeiras, eu sempre o via no restaurante do lado do clube. Ele ficava sempre no canto, comendo sozinho. Era meio tímido, mas ele é legal. Não sabia que chegaria a esse nível hoje, senão teria conversado mais com ele.



Tyrone diz que pretende encerrar a carreira jogando no Brasil, mas não esconde também o desejo de, assim que parar de jogar, retornar aos Estados Unidos para ficar perto da família, especialmente do filho, que tem oito anos, e da filha, de nove. Atualmente, apesar da distância, o ala-pivô procura ser um pai presente e sempre faz questão de dizer que os filhos são suas principais inspirações em quadra.



– Sou um pai duro. Não deixo meus filhos fazerem bagunça, mas, ao mesmo tempo, eu testo muito eles. Faço algumas coisas para ver como eles reagem. Sou um bom pai. Só falta minha presença lá. Falo com eles todos os dias pelo celular, mas não é igual. Mas, quando estou nos Estados Unidos, eles estão sempre comigo, e nós fazemos de tudo.





Tyrone sempre demonstra o amor pela família nas redes sociais (Foto: Reprodução/Instagram)


11202 visitas - Fonte: Globo Esporte

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também virei fã

se é Palmerense é outro nível. .ja virei fã dele também.

Tyrone joga muito... podia encerrar sua carreira no Palmeiras e quem sabe ser um dos diretores de basquete do Palmeiras

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