Era a partida-parâmetro, frente a um adversário poderoso, perfeita para Dorival mostrar a evolução tão proclamada no mundo das cada vez mais pasteurizadas coletivas. O Tricolor entrou em campo com Jean, Militão, Rodrigo Caio, Arboleda e Edimar. Petros, Hudson e Cueva. Marcos Guilherme, Valdívia e Brenner.
Nos primeiros 45 minutos, o São Paulo tomou um choque de realidade, foi totalmente dominado.
O primeiro fio desencapado surgiu aos 9 minutos: Lucas Lima bateu escanteio, o zagueiro palmeirense Antonio Carlos subiu no meio de três, dentro da pequena área, meteu a cabeça na bola e abriu o placar.
O domínio do Palmeiras era tão grande que o São Paulo chegou apenas uma vez e, ainda por cima, em um chute distante do gol de Jaílson.
Enquanto o Palmeiras mostrava intensidade para chegar ao ataque e recompor sem a bola, toque de bola com velocidade e organização tática, o São Paulo era um time perdido em campo, tentando entender – com a partida em andamento – o que estava acontecendo.
É evidente a diferença técnica entre o time do Palmeiras e o São Paulo, no entanto, essa muleta retórica tornou-se recorrente para ocultar um time claudicante em sua organização tática. Fosse essa uma verdade absoluta, o limitado Corinthians de Carille jamais venceria o Palmeiras.
O elenco do São Paulo, exceto as laterais, não possui jogadores tão piores que Corinthians e Grêmio, ambos formados por moleques, gringos que vieram desconhecidos, veteranos rodados pela Europa mas que estavam em baixa, e jogadores que eram considerados verdadeiros refugos, que foram recuperados, caso síntese de Cortez no Grêmio.
Mesmo com o gol no início da partida, era visível que o Palmeiras queria mais, principalmente frente a um São Paulo que se assustou com o futebol e a voltagem do adversário.
O segundo do Verdão, aos 31/1T, como diziam antigamente, foi uma pintura: Militão tentou sair, perdeu para Borja, que passou William abrir na ponta para Dudu. O camisa 7 cruzou, Victor Luis meteu um voleio, Jean rebateu e Borja enfiou para a rede.
Golaço, em recuperação de posse de bola, em sequência de construção, de articulação, em lance plástico, enquanto a defesa do São Paulo ficou assistindo como se diante de um fliperama, olhando a bola bater de um lado para o outro.
Aos 43/1T, Willliam entrou na área, enfiou a bica, mas Jean salva o São Paulo. O primeiro tempo do Palmeiras foi avassalador, que poderia ter encerrado com 3 ou 4 no placar, mas com dois o São Paulo já estava derrotado.
Na segunda etapa, na base do perdido por 2, perdido por 10, Dorival promoveu três alterações: Nene no lugar de Marcos Guilherme, Shaylon para saída de Hudson e Tréllez na posição de Brenner.
Nem bem os times voltaram a campo, com apenas 2/2T, outra chance para Palmeiras. Dudu avançou pela direita, cruzou na área, a bola atravessou e chegou ao pés de Borja, que enfiou o pé outra boa defesa de Jean.
Aos 6/2T, o único e exclusivo momento de perigo do São Paulo: Shaylon lançou na área para Tréllez, que disputando com o zagueiro conseguiu chutar e a bola parou no travessão. E foi só para o lado Tricolor.
Diferente do completo domínio do Palmeiras na primeira etapa, o São Paulo equilibrou um pouco no segundo tempo, mas fica a pergunta: equilibrou mesmo ou o Palmeiras também não deu uma tirada de pé? Um pouco dos dois.
O Palmeiras seguiu eletrizante e ainda teve um pênalti não marcado. Era partida para ter terminado em 5, até 6 a 0. A superioridade alviverde era tão grande que a verdade é que o São Paulo levou dois e ainda saiu de campo no lucro.
Hoje pela manhã haverá reunião entre o presidente Leco, Raí, Rocha e Dorival. Diante do que se viu não só no choque de realidade contra o Palmeiras, mas no contexto geral, a torcida espera que a palavra “evolução” não seja pronunciada nessa reunião. Tudo tende à demissão de Dorival e a justa oportunidade à Jardine, ainda que em meio ao turbilhão, mas é nos mares revoltos que se encontra se formam os bons marinheiros.
Diretoria e comissão técnica precisa vir a público se posicionarem e tomarem ações efetivas, afinal, quando se trata de um gigante que luta para não se apequenar, não dá para ficar tocando violino, enquanto o Titanic afunda.
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Eu sei que o Palmeiras precionou o são Paulo que o Bruno Henrique no lugar de tchê tchê o Palmeiras fica melhor mas ainda eu prefiro o Moisés no meio tem mais toque de bola e tem uma boa marcação também para mim é Moisés titular em segundo Bruno Henrique e terceiro se quiser ficar no Palmeiras o tchê tchê!!!