Os treinos de Roger Machado têm ampla variação, mas um número reduzido de conceitos. A pressão para recuperar a bola é sempre máxima e imediata, o passe de apoio é ferramenta fundamental, o perde-pressiona essencial, e o posicionamento em campo segue o mesmo desenho: um grande ‘bobinho’, como diz o treinador, no formato de um círculo de sete atletas, com três (normalmente os meio-campistas) pelo centro.
E é aí que os conceitos de Roger mais batem com os de Diniz. Não na maneira de enxergar o jogo, mas na aplicação durante os treinos. As atividades, inclusive, foram tudo que o treinador do Furacão teve nos primeiros meses do ano, em que o Atlético-PR poupou seu elenco profissional durante a disputa do campeonato estadual.
Outra semelhança está no desafio de implantar sua metodologia em um novo clube. O Rubro-Negro, que sempre baseou seu jogo em transições rápidas e verticais, tentando marcar gols dando poucos toques na bola, decidiu mudar sua proposta de fora para dentro: Mario Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do clube, sugeriu a alteração para o jogo de posse, com a ideia de que o clube passasse de coadjuvante para protagonista.
Com Eduardo Baptista, Paulo Autuori e Fabiano Soares os resultados foram pífios no ano de estreia do modelo de jogo e as críticas ao desempenho da equipe, com “uma posse de bola inútil”, foram grandes. Para 2018, Fernando Diniz foi contratado e, com um estilo de ‘ousado’, o treinador soube conciliar suas ideias com o nível de competitividade que precisa ser apresentado na Série A do Campeonato Brasileiro.
Em pouco tempo (de jogo, não treino), muito mudou. O sistema tático saiu do usual 4-2-3-1 brasileiro para o 3-4-3 atacando e 5-4-1 defendendo. Agora, a posse de bola acontece em sua maioria no campo de ataque, onde o clube troca mais da metade de seus passes.
A amplitude, em relação ao time de Roger Machado, é consideravelmente maior. Para Diniz, trata-se de ‘aumentar’ o campo, enquanto o palmeirense teme que isso cause o espaçamento entre os ‘pontos de seu círculo’. Apesar da diferença, a saída de três (quando Felipe Melo joga pelo Verdão), o jogo apoiado e posicional para triangulações, a intensidade, profundidade e jogo nas entrelinhas são características em comum.
No país onde o tempo mais se escasseia no futebol, Fernando Diniz e Roger Machado vão conciliando resultados e inovações. As instabilidades já apareceram na temporada, e se farão presentes outras vezes ao longo do ano, mas resta a Atlético-PR e Palmeiras deixar amadurecer as ideias e conceitos durantes meses, para colher frutos em uma década.
9186 visitas - Fonte: Gazeta Esportiva
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