Análise tática: Felipão poderia ter vencido o Flamengo? Veja variações táticas que terminaram o jogo e se repetem contra o Boca

29/10/2018 08:06

Análise tática: Felipão poderia ter vencido o Flamengo? Veja variações táticas que terminaram o jogo e se repetem contra o Boca

Análise tática: Felipão poderia ter vencido o Flamengo? Veja variações táticas que terminaram o jogo e se repetem contra o Boca

Entre jogar bonito e ser campeão, 11 em cada dez torcedores preferem a segunda coisa. Felipão também. E ele está corretíssimo. Cheio de desfalques, o Palmeiras foi ao Maracanã com a missão de segurar o Flamengo e manter a vantagem confortável na liderança do Campeonato Brasileiro. Conseguiu. O empate em 1 a 1 deixa o Palmeiras com quatro pontos à frente do Flamengo, a sete rodadas do fim.









Poderia ter sido melhor, já que saiu na frente no placar e a vantagem agora seria de sete pontos? Sim, e é ai que mora o perigo: o Palmeiras não pode se levar pelas cobranças por um futebol perfeito, por um futebol mais vistoso. O time vem de uma maratona com dois jogos (quase sempre decisivos) por semana desde o fim da Copa do Mundo, com resultados altamente satisfatórios. Manter o foco e o físico em dia são os desafios, e isso não é nada fácil. Moisés e Willian, por exemplo, entraram no sacrifício no segundo tempo, correndo risco de sofrerem lesões musculares.



A derrota por 2 a 0 para o Boca Juniors na quarta-feira, pela semifinal da Libertadores, e o Maracanã lotado, com 65 mil pessoas empurrando o Flamengo, poderiam abalar o Palmeiras. Não foi o que aconteceu.



O time se mostrou seguro no primeiro tempo, abriu o placar no início do segundo (com Dudu, um gigante) e suportou a pressão até onde deu. Acabou levando o empate num erro de avaliação: de que o zagueiro Gustavo Gómez poderia ser improvisado na lateral direita, entrando aos 35 minutos do segundo tempo. O paraguaio, que é bom zagueiro, foi um desastre na lateral. Marlos Moreno empatou o jogo por ali e por muito pouco o Flamengo não fez o segundo na sequência. Felipão teve de trocá-lo de lugar com Thiago Santos para evitar o pior.



Veja também: Torcedor, você achou válido empate com o Flamengo?



O jogo

Os desfalques eram seis: Mayke, Bruno Henrique, Lucas Lima, Deyverson (suspensos), Marcos Rocha (lesão na panturrilha) e Jean (desconforto muscular). Além disso, Felipão precisava poupar alguns jogadores que apresentaram desgaste acima do normal contra o Boca. Foram os casos de Gustavo Gómez, Moisés e Willian.



O time acabou entrando em campo com duas mudanças significativas:

Luan foi improvisado como lateral-direito (e, na prática, jogou apenas como um zagueiro fechando por aquele setor);

Thiago Santos formou com Felipe Melo um meio-campo mais pegador, de muita força física, mas obviamente com menos qualidade no passe e no apoio.







Formação inicial do Palmeiras — Foto: GloboEsporte.com



Em resumo, Felipão montou um time para não se expor. Nem precisava. Com quatro pontos de vantagem sobre o Flamengo, a estratégia, ainda mais com tantos desfalques e em meio às semifinais da Libertadores, tinha mesmo que ser a de manter a distância para o rival na tabela. Se fosse possível especular algo no ataque, principalmente num lance de bola parada, ótimo. Se não, tudo bem também. O importante era não perder. Isso não é excesso de cautela, mas jogar com inteligência, diante de circunstâncias que não poderiam ser desprezadas.



E, mesmo assim, o Palmeiras teve a melhor chance do primeiro tempo, nos acréscimos, com Guerra recebendo ótimo passe de Dudu. O venezuelano perdeu o gol, mas o lance já havia sido paralisado pela arbitragem – de forma incorreta, já que Pará dava condição. Veja:



Lambança do bandeira! Guerra recebe em posição legal, mas auxiliar vê impedimento. aos 54 do 1º tempo

No segundo tempo, o que já era bom ficou ainda melhor. Numa bola longa de Antônio Carlos para Dudu, o baixinho deitou em cima de Pará e chutou sem chance para o goleiro César, aos 4 minutos.







Gol do Palmeiras! Dudu recebe, limpa a jogada e abre o placar, aos 4 do 2º tempo

Faltavam, porém, mais de 40 minutos para o Palmeiras segurar a vantagem. E aí faltou perna. Felipe Melo, com câimbras, pediu para sair. Moisés entrou muito abaixo, e o nível técnico do Verdão caiu. Depois foi a vez de Luan, que vinha fazendo atuação correta na lateral, sair cansado. Gustavo Gómez entrou aos 34 minutos, perdidinho na lateral direita.





Gol do Flamengo! Marlos Moreno faz boa jogada e empata, aos 35 do 2º tempo

O paraguaio é bom zagueiro, mas mostrou que não tem a menor condição de jogar improvisado por aquele setor. No primeiro lance, Marlos Moreno o deixou para trás com imensa facilidade e empatou o jogo. Na jogada seguinte, quase um replay: Marlos deixou Gustavo Gómez falando sozinho, foi à linha de fundo, cruzou pra trás e Lucas Paquetá chutou por cima.



Marlos passa por Gustavo Gómez e toca para Paquetá, que perde gol feito, aos 37 do 2º tempo

Felipão agiu e trocou Gustavo Gómez com Thiago Santos – o volante foi para a lateral direita, e o zagueiro foi jogar na cabeça de área. O Palmeiras, com isso, se reorganizou. E, mesmo cansado, conseguiu segurar o empate.



Ótimo resultado para um time que tem apenas três dias para recuperar o fôlego antes de mais um jogo decisivo, pela Libertadores, precisando vencer o poderoso Boca Juniors por três gols de diferença.







Formação final do Palmeiras: Gustavo Gómez entrou muito mal na lateral direita, e Felipão o mudou de lugar com Thiago Santos — Foto: globoesporte.com







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4986 visitas - Fonte: Globo Esporte

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Drausio Filho     

Poderíamos ter vencido sim, depois que fizemos o gol, perdemos um contra ataque que poderia ter matado o jogo e tomámos o gol de empate em falhas individuais. Futebol é isso.

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