Felipe Melo brinca com pedaladas de Gabigol, relembra briga no Uruguai e fala sobre Luxemburgo, Jesus, Boca e seleção

7/2/2020 09:42

Felipe Melo brinca com pedaladas de Gabigol, relembra briga no Uruguai e fala sobre Luxemburgo, Jesus, Boca e seleção

Felipe Melo brinca com pedaladas de Gabigol, relembra briga no Uruguai e fala sobre Luxemburgo, Jesus, Boca e seleção

Cesar Greco/Ag Palmeiras



Felipe Melo falou. E como sempre, o zagueiro do Palmeiras não decepcionou e mostrou sua forte personalidade. Em conversa com Alê Oliveira, no canal De Sola, o jogador trocou ideias sobre sua transição para zagueiro, a relação com Luxemburgo, o Boca Juniors, o Flamengo, a seleção brasileira, o famoso tapa na cara de uruguaio e muito mais.



"Ser campeão da Libertadores com o Palmeiras... Eu sonho todo dia com isso."







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Luxemburgo

Eu gosto de ser útil. Gosto de jogar. Treinador chegou e achou que seria mais útil ali (como zagueiro). Eu continuo achando que, como volante, domino a posição, pois joguei a vida toda ali. Mas o treinador acha que tenho que jogar na zaga, e me deixou muito à vontade.



Não teve isso de ou joga de zagueiro ou nada. Estou nas mãos de um dos melhores treinadores da história.



Foi o primeiro treinador que ficou marcado na minha vida, por tudo aquilo que me ensinou. Inclusive, quando saí do Cruzeiro e fui para a Europa, muitos anos depois fui para a Copa do Mundo e liguei para ele para agradecê-lo.



Me ensinou muita coisa dentro de campo e também fora, principalmente. É uma oportunidade e um prazer voltar a trabalhar com ele.



Boca Juniors



Desde moleque, sempre gostei de ver o Boca Juniors jogar. Se tem um clube pelo qual tenho carinho na Argentina, é o Boca. Grandes ídolos saíram dali, grandes jogadores que eu sempre gostei de ver jogar. Alguns com nomes que passam despercebidos aqui no Brasil, como Schiavi, que eu gostava muito de ver jogar. O Riquelme, contra quem eu joguei muitas vezes quando ele estava na Espanha... O próprio Palermo. Schelotto, Palacio. Tenho carinho, gosto do torcedor do Boca Juniors. Se tem um time que eu torço na Argentina é o Boca.



Jesus e os treinadores estrangeiros

Eu falei esse ano ainda que temos que valorizar mais o produto nacional. As pessoas vêm de fora e são colocadas num pedestal. "Ah, mas aí o treinador do Flamengo ganhou tudo". Esse realmente merece, veio aqui e ganhou tudo. Mas tiveram outros que vieram, não ganharam nada, e tiveram uma paciência maior do que se fossem brasileiros. Então assim, o Jesus veio aqui, é um cara diferenciado, tem todos seus méritos, merece e está na história não só do Flamengo, mas do futebol Sul-Americano. Mas o Luxemburgo também, o Felipão também. Será que se fosse um treinador brasileiro teria toda essa repercussão?



Eu acho que o treinador vencedor, independentemente de onde é, tem que receber moral. E quando não ganha, e é brasileiro, eles têm muito menos paciência do que um cara que vem de fora. E nós vimos isso no passado recente. Foi isso que eu quis dizer. Ganhou, pode ser de onde for. Mas acho que temos que dar mais valor ao nosso produto nacional.



Seleção brasileira

O que eu faria se estivesse no 7 a 1? Não sei, é difícil falar. Eu tenho que ter respeito e ética com os outros jogadores que estavam em campo. Tenho amigos que estavam naquele desastre. Pode ser que eu ficasse sem reação, pode ser que eu fosse expulso. Pode ser que se eu estivesse lá e fosse expulso iam falar que perderam por causa de mim.



As pessoas também tem que decidir. Quando acabou o jogo contra a Bélgica (em 2018) vi gente falando que eu tinha que estar lá porque faria a falta no Lukaku. Mas se estivesse lá e fosse expulso pela falta, e aí? Tem que decidir o que quer. Quem estava lá não fez a falta porque achou que não tinha que fazer. Tem que ser respeitado.



Faltou um treinador com culhão para me levar, é a mais pura verdade (após a eliminação para a Holanda em 2010). Até então, eu era o melhor volante atuando, e demonstrava isso com títulos, números. O Dunga ia me levar depois, os outros não sei se faltou culhão, não vou xingar... Respeito. Não é injustiça, ele não quis e cada um tem suas decisões. Eu, por estar num momento importante... Tudo que fiz naquela Copa do Mundo: até sairmos, o melhor índice de passe na Copa do Mundo era o meu. Jogador mais versátil, ganhei esse prêmio, fui eu. O pós-jogo foi muito triste, porque eramos um grupo bem fechado e unido, estávamos muito focados e achávamos que dava para ganhar aquela Copa.



Pedaladas de Gabigol e jogo contra o Flamengo

O Gabriel não brincou, ele demonstrou muito respeito naquela bola. Ele pedalou 60 vezes e tocou a bola para trás. Dei toda a lateral do campo para ele ir, está certo? Eu acho que isso aí é respeito, porque se fosse alguém que não respeitasse ia pedalar, vir para cima de mim, e aí ia ser complicado, porque ele é um jogador rápido, versátil. Mas, pedalar, parar e tocar a bola para trás, é respeito. E inteligência também, porque eu dei todo o campo para ele ir... Me conhece de longo tempo. Com certeza ele iria parar na bandeirinha se viesse para cima. O Gabriel é um menino por quem eu tenho muita consideração. Falta de respeito é se ele fizesse embaixadinha, virasse a cara, fizesse alguma sacanagem, aí sim seria.



Nós viemos de uma eliminação, jogamos contra uma equipe em um momento 'doce', que tudo o que fazia dava certo, e assim foi o ano deles. Começamos o jogo muito bem, tivemos um gol anulado, e esse negócio de VAR é complicado. Psicologicamente falando. Fizemos o gol, nossa torcida comemorou. O VAR anula, o Maracanã inteiro celebra. Aí eles fazem um gol. A nossa moral já não estava tão alta, a confiança cai, a do adversário sobe, e aí é complicado.



Tapa na cara de uruguaio

Uma das coisas que eu me arrependo foi o modo com o qual falei na minha entrevista coletiva, que se tivesse que dar tapa na cara de uruguaio eu ia dar. Eu me expressei de uma forma equivocada. Pedi perdão, desculpa. Queria mostrar raça.



Aquele momento eu lembro com pesar, porque não é isso que a gente quer passar pras crianças, adolescentes. Como eu falei, o mundo já tem muita desgraça, muita maldade, guerra. Mas foi um momento ali em que ou era eu ou era ele. E nesse momento eu não vou pensar duas vezes. Não lembro se alguém falou mal de mim, o que foi, mas o cara veio pra cima de mim, e se acontecer amanhã de novo eu não vou pensar duas vezes não. É a minha integridade física. É auto-defesa.







Depois do jogo, minha mãe me ligou aos prantos, soluçando. Perguntando como eu estou, e foi complicado. Você lembra do jogo? Quando estava 2 a 0 para os caras, tudo tranquilo. A gente virou e começou: macaquito para cá, negrito para lá. Espero que não se repita. Isso não é futebol e nem exemplo para ninguém.



Não só nós jogadores, mas a torcida do Palmeiras foi muito inteligente e teve muito culhão para defender os outros, a Mancha Verde, que estava lá. A torcida do Peñarol deu a volta e tentou de toda forma abrir o portão e atravessar, e os caras foram machos para c****** para segurar, se uniram ali... E se não fosse eles, tinha ocorrido uma tragédia.









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3231 visitas - Fonte: ESPN

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Este cara tem culhão, é sanque roxo, sou assim e admiro quem é. Os cagões só se laska.

Roberto Tolin     

Monxxxtro.., Felipe Melo e mais 10.

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