Lembra dele? Herói do título da Copa do Brasil vai às ruas auxiliar pessoas diante da pandemia

22/4/2020 15:52

Lembra dele? Herói do título da Copa do Brasil vai às ruas auxiliar pessoas diante da pandemia

De férias no Recife, sua cidade natal, Betinho se junta a time de pelada para distribuir comida a quem precisa: "É bastante triste, mas a gente tem como mudar isso"

Lembra dele? Herói do título da Copa do Brasil vai às ruas auxiliar pessoas diante da pandemia

Em 2012, Betinho usou a cabeça para marcar o gol do empate com o Coritiba em 1 a 1 que garantiu ao Palmeiras o título da Copa do Brasil. Quase 8 anos depois, o atacante passou a usar as mãos e o coração para atuar na linha de frente do time da solidariedade.







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Diante da paralisação no futebol, ele tem ido às ruas do centro do Recife para entregar, em mãos, alimentos e roupas que acalmam a fome e ajudam a vestir pessoas que passam por momento de ainda maior dificuldade.



- A gente sabe que a fome e a sede são muito difíceis, principalmente aqui, no Recife e em nosso estado. Então é gratificante a gente tá ajudando o próximo, ver aquele brilho nos olhos das pessoas - disse o atacante que hoje, defende o Altos-PI.



Com passagem pelo Santa Cruz e revelado na base do Náutico. Betinho lembra como se fosse ontem, das dificuldades que passou no inicio da carreira:



- Era bastante difícil, morando lá no Ibura (bairro da periferia do Recife). Era complicado, e a gente sabe a situação que essas pessoas estão passando.



Betinho não está só. A ação voluntária é iniciativa do time de peladas do qual faz parte, sempre que está de férias no Recife. O Pirelli Futebol Clube já soma 26 anos de história. No campo dos Caducos, na comunidade de San Martin, no Recife, uma vez por semana, a pelada dos amigos era sagrada.



Até começar o isolamento social para evitar a proliferação do novo coronavírus. Para evitar a aglomeração de pessoas, o futebol parou, mas o time continua, agora atuando fora de campo e com os jogadores assumindo funções diferentes, e calcula já ter ajudado mais de 300 pessoas pelas ruas do Recife.



"É mais fácil dentro de campo. O que a gente vê fora de campo é bastante triste, mas a gente tem como mudar isso. A gente que tem condições melhores, a gente pode tá ajudando. Então fica este apelo. Quem tiver mais condições, que possa sempre tá ajudando o próximo porque tem muita gente pelas ruas", disse o atacante.



Por iniciativa do Marcelo Pereira de Oliveira, atacante e organizador das peladas do Pirelli Futebol Clube, cada jogador doa o que pode e todos ajudam na preparação de cachorros-quentes, bolos, refrigerantes, água e roupas.



- Eu disse, já que não estamos jogando, vamos fazer uma ação social e ficou bom porque tem várias pessoas ajudando - contou Marcelo.



Nas ruas contra a pandemia



Ele e os companheiros de time enchem o porta-malas de três carros e saem pelas ruas do centro do Recife para distribuir comida, bebida, roupas e uma palavra de afago para pessoas que necessitam, como a dona Bernamirita, que mora numa casa com mais 12 pessoas entre filhos, netos e genros. Desempregada há mais de 5 anos, ela diz temer o novo coronavírus, mas sair às ruas é a forma que encontrou para conseguir levar alimento para casa.



- Quando eu chego em casa, tiro minha sandália, tomo banho banho, deixo a roupa do molho e no outro dia enxáguo para botar no arame. Não entro, em casa com a mesma roupa que chego da rua. Prefiro deixar meus filhos em casa e eu me arriscar na rua. É o jeito, né, senão não tem comida.



Desempregada há dois anos e gravida do quarto filho, Daiane, de 21 anos, enfrenta situação semelhante. Para conseguir alimentar as crianças, deixa a segurança de casa e vai para rua esperar ajuda de voluntários.



E, desta vez, foi surpreendida pela presença de Betinho. Torcedora do Santa Cruz, ela carregava numa sacola junto ao carrinho de bebê do filho mais novo, a camisa do clube do coração, e fez questão de vesti-la, para receber das mãos do atacante o cachorro-quente e o refrigerante que colocaram um sorriso no rosto dela e dos filhos.







- Eu já torcia por ele antes, mesmo sem saber. Faz toda diferença porque até agora, meu filho estava sem ter o que comer. Agora chegou um pão, chegou um refrigerante, e ele tá comendo.





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6597 visitas - Fonte: Globoesporte.com

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Foi 2 a 0 o primeiro jogo bando de burros ele foi heroi onde esse pede rato

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