História de vida: Ex-vizinho de Andrés e pai de presidente da Gaviões, maior artilheiro vivo do Palmeiras chega aos 75 fã de Felipe Melo e Ibra

17/5/2020 18:30

História de vida: Ex-vizinho de Andrés e pai de presidente da Gaviões, maior artilheiro vivo do Palmeiras chega aos 75 fã de Felipe Melo e Ibra

História de vida: Ex-vizinho de Andrés e pai de presidente da Gaviões, maior artilheiro vivo do Palmeiras chega aos 75 fã de Felipe Melo e Ibra

Ele detestava ser chamado de Maluco.







LEIA TAMBÉM: Felipe Melo reduz média de cartões no Palmeiras depois de virar zagueiro





Às vezes, eu estava no trânsito, e alguém gritava ‘ei, maluco!’. Eu descia do carro para brigar, ficava puto da vida”, contou ao ESPN.com.br César Lemos, o maluco em questão, que completa 75 anos neste domingo, 17.



“Ainda me sinto com 20!”, garante.



Já faz tempo que o ex-jogador do Palmeiras e atual conselheiro do clube não apenas não se importa, como praticamente se rebatizou com o apelido que o acompanha há mais de cinco décadas.



Meu netinho, com 3 anos, me chamou de César Maluco. Já era”, contou ele, entre risos.



Maior artilheiro vivo do Alviverde, com 182 gols - Heitor Marcelino (atuou entre 1916 e 1931) fez 317 - César chegará ao seu jubileu de diamante na mesma casa em que mora na Lapa, zona oeste de São Paulo, há 43 anos.



Apesar da fama de rebelde, a despeito da idade, ele jura estar cumprindo quarentena, ao lado das três filhas, Marluce, 37, Mariane, 39, e Maíra Theressa, 43.



Há tanto tempo na mesma vizinhança, é lógico que César, hoje viúvo, fez amizades pelo bairro. Um desses amigos, seu ex-vizinho de rua, é nada menos que Andrés Sanchez, presidente do Corinthians.



Muito gente boa. Ele chegou a levar uma das minhas filhas e algumas amigas a ensaios na Gaviões da Fiel, tempos atrás”, conta César.



Indagado se Andrés paquerava a filha em questão, César deu risada e negou - não com tanta veemência, diga-se.



Seria no mínimo engraçado se ele tivesse se tornado sogro de um presidente do Corinthians, tendo sido pai de um ex-presidente da Gaviões.



A Folha de S. Paulo revelou em julho de 2019 que César teve um filho em Jaú, na juventude, que era nada menos que Jamelão, lendário presidente da organizada alvinegra.



Jamelão morreu em 2012, vítima de gripe suína contraída na viagem para a Argentina em que viu o primeiro jogo da final da Copa Libertadores que o Corinthians conquistaria.



Clube



César, que tem quatro netos, está sempre no Palmeiras.



Elogia muito o trabalho do presidente Maurício Galliote, tem bom contato com Leila Pereira e José Lamacchia, conselheiros e donos da Crefisa, patrocinadora do clube, e comanda, com o ex-zagueiro Tonhão, dos anos 90, o time de veteranos do clube.



Na verdade, quem cuida mesmo é o Tonhão. Eu dou uma força, fico ali no banco. Quando ganha, eu que comandei. Quando perde, eu digo que foi o Tonhão”, brinca ele. “Eu sou vencedor, pô!



Vencedor também é o adjetivo que ele usa para se referir ao técnico Vanderlei Luxemburgo. César aprova a volta dele ao Palmeiras, bem como o recuo para a zaga de Felipe Melo, seu preferido, do elenco.



Ele é muito raçudo, tem uma garra do cacete! E veio do Rio, como eu”, diz o fluminense de Niterói. “Pode ver que todo jogador que faz sucesso no Palmeiras é carioca: Zinho, Felipe Melo, Ademir, eu, Edmundo”, diz.



Ademir da Guia, com quem conquistou cinco das dez edições do Campeonato Brasileiro vencidos pelo clube (1967, 1967, 1969, 1972 e 1973) é o seu maior amigo dentre os jogadores com quem atuou - além de maior craque, em suas palavras.



Já são 54 ou 56 anos de amizade. Somos uma dupla mesmo, nos encontramos sempre”, diz ele. “Outro que gosto muito é o Leão. Às vezes, ligo para ele, para saber se está tudo bem”, fala sobre o ex-goleiro e ex-técnico do clube.



Foi um excelente goleiro e é um cara muito humilde. Muitos o julgam sem conhecê-lo”, diz.



Vagabundo



Hoje, jogador tem outro status. Na minha época, éramos visto como vagabundos. Jogador era profissão de vagabundo, polícia era profissão de vagabundo, repórter era profissão de vagabundo”, conta César.



Foi vagabundo, inclusive, o primeiro chamamento que ele ouviu da boca do ex-sogro Anselmo.



Quando Tereza me levou para a casa dela, em Pirituba, a primeira coisa que ele disse foi: “O que esse vagabundo está fazendo aqui?”, conta César, se divertindo.



Ele era desses italianos metidos a valente, Tanto que morreu numa briga de bar, levou uma facada”, revela.



Ela tinha 16 e César, 23.



Com ela, o jogo era duro. César insistia, mas a futura esposa dizia: “O que você quer, só depois do casamento”, conta, entre risos. “Era por isso que eu caía na noite, pô, era boêmio”.



Entre os companheiros de noitadas,estavam outros jogadores de futebol, como Toninho Guerreiro, lendário jogador do São Paulo.



A gente já combinava no campo, qualquer que fosse o resultado”, conta.



Nessa época, brigar era algo comum para César, que praticava karatê na juventude - arte marcial em que chegou à faixa preta e chegou a dar aula.



Eu andava com uma turma da pesada nos anos 1960 e 1970”.



Corinthians



Além do filho e do ex-vizinho Andrés, César tem ligação com o rival Corinthians por ter atuado por lá entre 74 e 76, sem brilho.



Após brigar com o lendário técnico Oswaldo Brandão, de quem guarda uma enorme mágoa, César foi vendido para o Corinthians pelo presidente Nelson Duque, às vésperas da final do Campeonato Paulista que o Palmeiras ganharia do Corinthians de Roberto Rivellino.



Foi o pior momento da minha vida. Isso foi coisa do Brandão. Ele armou para mim. A gente já tinha brigado antes, na Espanha, quando ganhamos o segundo Troféu Ramón de Carranza, em 1969. Ele, além de mau caráter, era bebum, chegava para dar treino bêbado”, garante.



Ibra Maluco?



Se, do Palmeiras, Felipe Melo é seu preferido, no futebol mundial, ele admira dois jogadores que atuam na sua posição: Cristiano Ronaldo e Ibrahimovic.



O sueco, inclusive, é um dos jogadores que César acredita carregar um pouco de seu estilo de jogo.



Esse cara joga muito. Talvez seja o mais parecido comigo”, disse.



Além dos títulos, César teve o privilégio de fazer parte das duas “Academias de Futebol” do Palmeiras, times lendários do clube entre o fim dos anos 1960 e início dos 70.



Para ele, a primeira Academia foi o melhor time da história do clube. E seu amigo Ademir da Guia, o maior atleta com quem atuou.



Descoberto pelo Flamengo enquanto atuava pelo Canto Do Rio, de Niterói, clube para o qual torcia na infância e pelo qual anotou 38 gols em 58 jogos, César não deixa qualquer brecha para outro amor no esporte que não seja o Alviverde.







O Palmeiras só me deu alegrias”, afirma.





Palmeiras, César Maluco, História, Corinthians, Andrés, Ibra, Verdão


9105 visitas - Fonte: ESPN

Mais notícias do Palmeiras

Notícias de contratações do Palmeiras
Notícias mais lidas

Milton Hipólito     

Parabens Xara! Fiz aniversario ontem dia 16/05/20 e sou palmeirense como tu! Felicidades Cesar Maluco.Abs...

Sou seu fã e de Ademir da Guia, depois vem Edmundo, Evair e Rivaldo

Neusa Archangelo     

Parabéns César. Você nos deu muitas alegrias. Muita saúde e paz. Parabéns por seus 75 anos.

Enviar Comentário

Para enviar comentários, você precisa estar cadastrado e logado no nosso site. Para se cadastrar, clique Aqui. Para fazer login, clique Aqui ou .
publicidade