Rafa Cabeleira, do tradicional jornal espanhol El País, discutiu a postura de Quique Setién no comando do Barcelona em sua coluna e chegou a até a usar Vanderlei Luxemburgo como um exemplo ruim no assunto "promessas dos treinadores".
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Após introduzir o texto com uma crítica a técnicos que não se comprometem com algo quando chegam a uma equipe, o autor passa para "os mais ousados, que vêm prometendo glória e páginas na história" do clube, citando o atual treinador do Palmeiras em sua rápida passagem pelo Real Madrid.
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Pelo menos à distância, tinha a autoconfiança própria de um deus, a tal ponto que não hesitou em se apresentar nas coletivas de imprensa vestindo uma jaqueta jeans de acomodação duvidosa das zonas nobres de Chamartín".
Cabeleira ainda relembra uma entrevista que o treinador brasileiro concedeu para O Globo após estrear nos merengues, em que dizia: "
Eu nasci para vencer, Não nasci para ser mais um". Também observa que nos seis minutos de entrevista, ele tenha se gabado de ter trazido a alegria de volta a torcedores, jogadores e cidade: "
Na Europa, eles não estão acostumados a trabalhar como nós. No Brasil somos competentes, somos especialistas em futebol. Nosso conhecimento é muito grande”.
Luxemburgo ficou menos de um mês no comando do Real, entre janeiro e dezembro de 2005, realizando 45 partidas como comandante.
O objetivo do autor é chegar na postura de Setién, do Barcelona: "daqueles que se apresentam garantindo pouco mais que um bom jogo de sua equipe", de forma que questiona se não seria melhor ele ter se comprometido com algo, em vez de "deixar as coisas correrem ao ar e seja o que Deus quiser".
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