31/3/2021 12:00

"Não ganhei fortuna", ex-pupilo de Felipão no Palmeiras deixa o futebol para cuidar da mãe

Max Pardalzinho vira soldador no interior de Goiás e compensa saudade da bola com o carinho do filho: "Hoje posso ouvir que ele me ama, e isso não tem preço"

Maximiliano Ezequiel dos Santos viveu anos intensos e inimagináveis até então para um jovem metalúrgico do interior de Goiás. Graças ao futebol, viu a vida mudar em apenas um ano, deixando o time da cidade onde morava para defender o Palmeiras, indicado pelo técnico Felipão, pentacampeão do mundo com a seleção brasileira.



Max Pardalzinho viu a carreira despontar como um raio. A fama, o dinheiro e toda a badalação de jogar em um grande time do futebol brasileiro, aos poucos, foi dando espaço para a realidade da maioria daqueles que tentam sobreviver da bola: instabilidade financeira, poucas oportunidades e uma intensa mudança de cidades. Para o ex-atacante do Palmeiras, tudo isso ficou em segundo plano quando se viu distante do filho e com a mãe doente.


Atualmente com 33 anos e morando em Morrinhos, no interior de Goiás, o agora ex-jogador voltou às origens de metalúrgico e de uma vida longe da agitação de jogos e viagens.


"Estava no Sergipe em 2020, e a minha mãe sofre de anemia profunda e Lúpus. Chegou o momento que achei que ia perder minha mãe. Ela não conseguia levantar da cama, a doença começou a atingir as cartilagens, articulações, e ela passava muito mal. Recebia essas notícias e fiquei sem cabeça para o futebol. Ficava muito longe do meu filho, que tem cinco anos. Queria viver mais com ele. Hoje posso ouvir que ele me ama, e isso não tem preço. Ouvir isso me faz entender que talvez eu tenha feito a coisa certa. Sinto falta de jogar futebol, aquele momento de vestiário e descontração, mas esses dois fatores me fizeram parar", conta Max Pardalzinho, em entrevista exclusiva ao ge.


De metalúrgico a atacante do Palmeiras

Max Pardalzinho surgiu para o futebol em 2009, quando começou a jogar no Morrinhos, time da cidade onde morava. O atacante foi o grande nome do time que conquistou naquele ano o acesso à elite do futebol goiano.


"Comecei no futebol com 23 anos. Não imaginava jamais ser jogador profissional, trabalhava em uma metalúrgica, tinha quatro patrões e um deles era meu tio. Comecei a jogar no time da cidade e em um ano, muito rápido, pude chegar ao Palmeiras. Toda criança sonha ser jogador, mas vivi um sonho que nem era tanto meu, era mais do meu pai. Enquanto ele esteve vivo, pôde ver o meu melhor momento".


O bom desempenho chamou a atenção do Vila Nova, um dos grandes times do estado e que disputava a Série B do Brasileiro. Na segunda divisão nacional de 2010, o time goiano evitou o rebaixamento para a Série C apenas na última rodada, com gol de Max Pardalzinho em jogo contra o São Caetano.


Os 27 jogos e os cinco gols marcados pelo Vila Nova na temporada 2010 foram suficientes para Max Pardalzinho chamar a atenção de Luiz Felipe Scolari, então treinador do Palmeiras. Sob aval dele, o atacante assinou contrato de dois anos e foi o quinto reforço da temporada 2011.


Naquele ano, o Palmeiras também havia contratado o lateral Cicinho, o zagueiro Thiago Heleno, o volante João Vitor e o atacante Adriano Michael Jackson.


"Quando cheguei ao Palmeiras parecia que eu estava dentro de um sonho. Tinha três anos de contrato com o Vila Nova ainda quando me falaram do Palmeiras, que o Felipão queria minha contratação. Não acreditei. Quando cheguei, entrei na sala dele, quase não dei conta de tocar na mão dele. É um pentacampeão, um cara que aprendi muito. Vivi coisas realmente muito legais no futebol".


Max Pardalzinho passou a ser chamado de Max Santos a pedido da diretoria do Palmeiras. O apelido que ganhou na infância, herdado do pai José Aírton, teve que ser abandonado durante os meses que ficou no alviverde.


"Não queria deixar o apelido, mas foi uma coisa que a diretoria na época quis mudar".


Valdivia, Marcão, Kleber Gladiador, Márcio Araújo. Esses caras são sensacionais. Você tem uma imagem deles pela televisão, mas quando conhece muda totalmente. Sempre estava na casa deles, com alguns falo até hoje.

"Max Pardalzinho".


A passagem pelo Palmeiras durou sete jogos em menos de um ano. O atacante marcou apenas um gol pelo clube, contra Ponte Preta, pelo Campeonato Paulista. Depois disso, rodou por Guarani, Goiás, Boavista-RJ, Luziânia-GO, Caxias-RS, Sampaio Corrêa-RJ, Olímpia-SP, Rio Preto, Morrinhos e Sergipe, seu último clube, em 2020.


Nova realidade

Max Pardalzinho vive rotina bem diferente do passado como jogador. Os treinos, as viagens e os dias agitados deram espaço a um dia a dia com horários regrados e mais tempo para ficar com a família.


"Não tenho mais nada planejado. Trabalho em uma empresa de ferragem, que constrói e monta galpões. Praticamente voltei a ser soldador, então não faço planos. Prefiro deixar nas mãos de Deus. Sinto muita falta do futebol, tem dias que bate a saudade, mas perto da minha mãe e do meu filho vale a pena".



Uma das perguntas que o ex-jogador mais responde é sobre o salário que recebia quando defendia o Palmeiras. Segundo ele, o dinheiro serviu para comprar um terreno e a casa onde mora em Morrinhos, no interior de Goiás. As reservas foram embora com o passar dos anos, quando defendeu clubes menores. O que ganhava era o suficiente apenas para manter as contas em dia.


"Ao contrário do que muitas pessoas acham, não ganhei fortuna no Palmeiras. Guardei um pouco. Tenho um terreno grande aqui em Caldas Novas, a minha casa e o que deu para guardar foi isso aí. Depois da morte do meu pai o futebol foi caindo e o salário também. Creio que o que deu para comprar, comprei", conta Max.


Reencontro com Felipão e Palmeiras versão 2021

Quando atuava no Rio Preto, em 2019, Max Pardalzinho reencontrou Felipão. Com o Palmeiras hospedado em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, para enfrentar o Mirassol pelo Campeonato Paulista, o atacante foi até o hotel para tentar rever o ex-treinador.


"Ô, papai". Ele olhou e pediu para os seguranças me deixar passar. Perguntou como eu estava, deu uns três tapas na minha cabeça e me tratou como um paizão. Tomava bastante bronca, mas entendia que era para o meu bem", relembra Pardalzinho.



Uma década se passou desde a passagem de Max Pardalzinho pelo Palmeiras. E muita coisa mudou no atual campeão da Copa do Brasil e da Libertadores da América. O investimento trouxe de volta bons jogadores e um elenco recheado de opções.


"Hoje não teria vaga nesse time, é muito milionário, cheio de peças de reposição. Não à toa foi campeão da Copa do Brasil e da Libertadores", analisa Pardalzinho, que relembra o elenco de 2011:


"O Valdivia que parece ser um cara nojento, que não gosta de brincadeira, era o mais moleque. Ele ficava dando peteleco nos outros, era muito brincalhão. O Gladiador, Lincoln, Assunção, eram os melhores de vestiário".



O time base do Verdão de 2011 tinha: Marcos; Cicinho, Thiago Heleno, Danilo e Gabriel Silva; Chico, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Valdivia (Lincoln); Kleber (Maikon Leite) e Wellington Paulista.

#palmeiras #verdao #alviverde #maxpardalzinho #atacante



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15525 visitas - Fonte: Globoesporte.com

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yoshinobu sato     

Sensao maiko leite no santos veio de gracas pior coisa que fez ganhou quebadro ate hj nem sei aonde vive caso guase igual LL trouce de gracas com contrato de 40 anos nao joga nada so fortuna de granas ainda tem 23 anos de contrato coisa de mattos caralhos vem de santos todos ferror e ademir fechou nao fechou esperando conseguir de gracas logo pode assinar de gracas vai levar calote isso sim cuidado calalho esses trio muito divagar palmeira quer de gracas???

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