21/1/2022 11:22

Endrick pode ser o futuro do futebol brasileiro, mas vale conhecer a história de Marcelo Saliola

O melhor tenista de sua geração decidiu parar de jogar quando completou 18 anos, por não suportar a pressão de ser atleta profissional de alta performance

Endrick é a maior revelação da história do Palmeiras? Uma das maiores do futebol brasileiro neste século? Pode ser que sim. Ao mesmo tempo em que se imagina o futuro consagrador do jovem atacante e se valoriza, com razão, o extraordinário trabalho de formação feito pelo clube do Allianz Parque, é importante entender o que se passa pela cabeça de um adolescente que, aos 15 anos, precisa aprender a ser profissional e renunciar aos prazeres da juventude.



Isto, antes de mesmo de assinar seu primeiro contrato.


Há inúmeras histórias de atletas extraordinários, que mereceram cuidados específicos para ter longa carreira de alto nível. Todo mundo informa que Endrick tem formação familiar, estrutura atlética, cuidado psicológico, atenção de seu clube. Como Neymar tinha aos 15 anos, quando se tornou o mais jovem jogador a fazer gol em Copa São Paulo.


Neymar é um vencedor. Aos 30 anos, disputou duas Copas do Mundo, conquistou uma Champions League, ganhou a Libertadores pelo Santos, tirou a família das camadas mias pobres da população, enriqueceu, prepara-se para disputar seu terceiro Mundial... E, mesmo assim, é visto por muita gente como alguém que não alcançou todo o seu potencial.


Marcelo Saliola era o tenista número 1 do Brasil, candidato a ser um dos maiores profissionais do tênis da década de 1990, quando completou 18 anos e... "Parei!" A história ficou conhecida muito antes da crise psicológica de Simone Biles, na Olimpíada de Tóquio.


Saliola simplesmente decidiu que não queria o esporte de alta performance para sua vida e avisou a família que estava desistindo.


"Eu estou acompanhando a história do Endrick. Sou palmeirense fanático", diz Saliola. "A primeira coisa que vem na minha cabeça é que as pessoas em volta dele precisam entender que Endrick é um ser humano. Não é e não vai virar um máquina de ganhar dinheiro. Mas essas quantias virão de qualquer jeito. Se continuar com a carreira dele, no mínimo vai entrar em qualquer time e ganhar 400, 500 mil por mês. É só continuar jogando", pensa o tenista


Saliola, hoje, dá aulas de tênis no interior de São Paulo. Nos infantis, quebrou recordes que pertenciam ao sueco Bjorn Borg, o maior tenista da década de 1970 e início dos anos 1980. Aos 17 anos, já tinha calendário para disputar o circuito da ATP. "Quando eu fiz 18 anos, quando me senti independente, tive voz, e disse: não quero mais." Saliola pensa em si mesmo, naquela época, como um garoto de classe média alta. Mas já ganhava seu próprio sustento. No início da década de 1990, arrecadava US$ 10 mil por mês.


Mas a pressão vinha desde o início da adolescência. "Eu sentia que estava jogando pelo prazer dos outros, não pelo meu."


Obviamente é diferente ser um garoto da periferia, do subúrbio, e precisar do dinheiro. Ou ser um menino de classe média alta e saber que, se não der certo, pode tentar outra coisa: "Não me incomoda, porque sou visto como um profissional do ensino", diz Marcelo Saliola.


Se você nunca ouviu falar nele, entenda: o tênis brasileiro achou que ele era o Gustavo Kuerten seis anos de Guga ganhar em Roland Garros. Com a diferença de que nunca tinha havido um Guga, entre os tenistas brasileiros, na Associação Profissional.


A história de Marcelo Saliola é rara, mas o caso recente da crise psicológica de Simone Biles mostra como é importante o apoio psicológico para jovens atletas. No caso de Saliola, ele existia, mas o tenista se julgava pressionado até mesmo por sua psicóloga. "Aos 20 anos, eu tentei voltar nas duplas. Otavio Bella e eu chegamos a formar a 14a melhor dupla do mundo e estávamos classificados para o Australia Open de 1995. Quando fiz as contas e percebi que ia ser no Carnaval e emendar com torneio do Chile, México e Argentina, desisti outra vez. Fui passar o Carnaval em Botucatu", lembra Saliola.


"Carnaval no Brasil é muito melhor do que comer alfajor na Argentina", pensou.


Hoje, há muito mais casos de grandes jogadores de futebol que começaram cedo, entre 10 e 12 anos, e tiveram sucesso. Mas a história de Saliola é importante, para entender que há casos de garotos que não pretendem este tipo de vida e de sacrifício. Ou para compreender se a carreira de alto nível não durar o mesmo tempo de Messi ou Cristiano Ronaldo. Cada atleta terá sua própria história.


"O que eu faria para um menino destes? Daria outras tarefas. Aprender idiomas, inglês, francês. Aprender etiqueta. Coisas que ele vai usar para a vida e que, ao mesmo tempo, possam fazer ele gastar energia e fazê-lo manter o prazer em jogar futebol."


Saliola é um professor de tênis feliz.



Que Endrick possa ter a mesma felicidade. Tomara, como símbolo do futebol de alto rendimento. Ou simplesmente como o filho do Douglas e da Cintia.

#palmeiras #verdao #alviverde #endrick #marcelosalilola



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Jorge Aparecido     

Tem que ter cuidado com a preçao de toda imprença e imprezarios querendo dinheiro .

Celso Inoue     

Me desculpa o Saliola , mas chega a ser uma ofensa esse tipo de comparação com história completamente diferente .

Carlos Sato     

A INVEJA É VERDE !!!!!!!!!!#$@@%^&puta k pa..u

Endrk mostra prazer em jogar futebol, então é diferente de Saliola

Chagas Lavor     

Coisa mais sem pé nem cabeça. Isso está parecendo uma inveja danada. Tentar comparar alhos com bugalhos, onde mostra situações e objetivos totalmente diferente. Um estava sendo subjugado em todas suas vontades e agindo dentro do roteiro em que foi criado e que não queria o que queriam para ele, mesmo que supostamente tivesse o maoor talento para tal, com alguém que passou fome e encontra a oportunidade de desenvolver aquilo que mais amae aos nesmo tempo ver que é a salvação, não só para sua família, mas, para todos. Seus parentes e ainda ser ser exemplo a ser seguido e poder viver e ver transformado em realidade o que antes era apenas devaneios. Amar profundamente o que faz e ppder chegar e viver no teto essa realidade é de uma distância abissal. Esse que escreveu isso, que se esconde não revelando sua identidade estranhamente, mais parece um Zeca Urubu em seu mais alto periielo de inveja. Me desculpe. Mas. Foi exatamente essa a impressão que você passou.

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