Organizadas do Verdão enumeram motivos para seguirem protestando
Em um “comunicado a toda família palestrina”, como o próprio texto se intitula, as torcidas organizadas do Palmeiras, encabeçadas pela Mancha Alvi Verde, enumeraram em uma espécie de manifesto as razões pelas quais seguirão protestando em jogos no Allianz Parque. Assim como aconteceu contra o Atlético-MG, na primeira rodada, o jogo contra o Goiás, na manhã deste domingo, será marcado pelo silêncio atrás de um dos gols.
O comunicado divulgado no perfil da Mancha no Facebook garante que, durante o primeiro tempo, as organizadas assistirão ao jogo sentadas e em silêncio, e que, a partir do intervalo, soltarão a voz para empurrar o time e fazer “a festa que sabem fazer”. O texto salienta a necessidade de dialogar com a diretoria para encontrar um ponto comum em meio aos diferentes interesses. “Lembre-se que não há estádio “caldeirão” sem as torcidas cantando e fazendo festa na arquibancada. E lembre-se que o torcedor organizado também consome os produtos do Palmeiras, pay-per-view, Avanti”.
Ao enumerar os motivos do protesto, o primeiro aspecto levantado é o aumento do programa de sócio torcedor do clube – o Avanti. A mudança nos preços, inclusive, aconteceu na semana que antecedeu à estreia no brasileiro, diante do Galo, e, em parte, foi o estopim para o silêncio. Na carta, os organizados consideram o aumento de até 60% nos planos um absurdo. “Querem explorar o torcedor. Não podem achar que a salvação financeira do clube é a bilheteria”, diz o comunicado.
A não gratuidade para crianças é outro fator que incomoda. A nova política de administração da Arena, que é feita de forma conjunta entre Palmeiras e a construtora WTorre, obriga até mesmo que crianças de colo paguem entrada. “Até criança que não ocupa cadeira tem que pagar para entrar no estádio. Pedimos gratuidade para todas as crianças até os dez anos”, diz o texto, que ainda aponta eventuais benefícios dos conselheiros com relação a ingressos.
O preço excessivo dos ingressos em todos os setores nos jogos dentro de casa, e inclusive quando o time joga como visitante, é o que mais estimula as manifestações das organizadas. “Muitos torcedores apaixonados pelo Palmeiras estão sendo prejudicados e pedimos uma solução”, diz o texto, seguindo uma proposta. “Entendemos que no estádio tem que haver um setor para os menos abastados financeiramente porque o Palmeiras é de todos. Na situação econômica atual do País, o valor mínimo que entendemos ser o mais justo é R$ 50”.
Postado por
Karin Mott
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17055 visitas - Fonte: Gazeta Esportiva
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