Pílulas de informações sobre a 30a. rodada do Campeonato Brasileiro
Na derrota do Palmeiras para a Chapecoense, árbitro mostrou vermelho para lateral e voltou atrás. Paulo Cesar de Oliveira vê demora e indícios de interferência externa
Jaílson Macedo Freitas consulta Daniel Nobre Bins, o quarto árbitro, para cancelar expulsão (Foto: Reprodução/SporTV)
Na goleada da Chapecoense por 5 a 1 sobre o Palmeiras, a arbitragem de Jaílson Macedo Freitas acabou se tornando polêmica, apesar do placar elástico. Aos 15 minutos de jogo, o juiz expulsou o lateral Egídio . Depois de quatro minutos de partida paralisada, voltou atrás e mandou o jogador do time paulista retornar a campo.
Para o comentarista Paulo Cesar de Oliveira, o árbitro acertou ao cancelar o cartão vermelho para Egídio, mas criticou a demora para definir a situação.
- Eu estava acompanhando e fiquei surpreso com a demora para voltar atrás da decisão. É importante salientar que a jogada foi legal, o Egídio realmente tocou a bola. Posteriormente houve um leve contato com o William Barbio, mas natural da disputa da jogada. O assistente está acompanhando e não levanta a bandeira, não marca a falta. Deve ter entendido como uma jogada normal. Mas ele deveria ter chamado o Jailson imediatamente - comentou Paulo Cesar.
De acordo com informação do repórter Thiago Maranhão, foi o quarto árbitro Daniel Nobre Bins quem observou a jogada corretamente. Mas, para Paulo Cesar Oliveira, ele poderia ter sido mais veloz para aconselhar o árbitro principal.
- Não desconfio do quarto árbitro, mas ele estava muito distante para poder observar esse toque que foi só na bola. Se ele realmente observou, mesmo estando distante, essa informação tem que ser imediata. Não pode esperar todo esse tempo, o jogador ir para o vestiário, porque gera essa desconfiança (...) Também fiquei com a impressão de que houve interferência externa. Não estou acusando ninguém, mas o procedimento foi muito esquisito, muito estranho.
De acordo com Paulo Cesar de Oliveira, uma possível falha no equipamento eletrônico da equipe de arbitragem não seria uma desculpa para o atraso na definição da expulsão ou não de Egídio.
- O equipamento eletrônico é apenas um acessório.
Se houve falha do equipamento e é um lance para salvar a arbitragem, o quarto árbitro pode invadir o campo de jogo. Ele pode entrar no campo e chamar a atenção do Jailson, para corrigir a decisão que ele tinha tomado equivocadamente. Com essa demora tão grande, realmente fica a dúvida se houve ou não uma interferência externa. Foi um tempo muito grande.
Apesar de ver indícios de interferência externa na arbitragem, Paulo Cesar reconhece que seria muito difícil comprovar que houve participação de uma pessoa de fora da equipe de árbitros na decisão.
- É muito difícil de conseguir confirmar. teria que ter uma câmera mostrando, uma leitura labial, uma imagem com alguém de fora da arbitragem. Isso é proibido pelas regras e, se fosse comprovado, haveria um indiciamento por parte do Tribunal.
Postado por
Andreia Correia
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3885 visitas - Fonte: SPORTV
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