Artilheiro do Ano: concorrência acorda em semana sem gol do líder R. Oliveira
Ainda distantes do goleador santista, que passou em branco no domingo, diante do Joinville, Kieza e Kayke marcam gols e tentam dar mais emoção à reta final da disputa
Kayke balançou as redes duas vezes contra o Goiás, aproveitando ausência de Paolo Guerrero,e chegou a 26 gols no ano (Foto: andré durão)
Após algumas semanas ampliando sua vantagem na liderança do Troféu Artilheiro do Ano, Ricardo Oliveira, enfim, viu que precisa ficar esperto neste finzinho de temporada. Claro que a distância de oito gols é confortável e permite que um jogo em branco pelo Santos, diante do Joinville, não faça grande diferença.
Mas Kieza e Kayke mostraram que ainda respiram na briga. O atacante do Bahia deixou o seu na derrota para o Santa Cruz e chegou a 28 tentos em 2015. O flamenguista Kayke marcou duas vezes contra o Goiás e ingressou no Top3, empatado com Alexandre Pato. Será que dá?
Outros goleadores também querem um lugarzinho ao sol na lista final do prêmio. Zé Carlos, do CRB, marcou seu 17º gol na Série B diante do Atlético-GO. Artilheiro da competição, ele tem 21 gols no ano e subiu para sexto lugar, se igualando a mais quatro atacantes.
Na mesma rodada da Segundona, três jogadores chegaram à marca dos 20 gols. Daniel Morais, Tozin e Yago Pikachu fizeram um gol cada e deixaram o colorado Valdívia sozinho com seus 19.

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O PRÊMIO
O troféu do Prêmio Friedenreich é uma iniciativa do programa "Globo Esporte", da TV Globo, em parceria com o GloboEsporte.com. E a disputa pelo troféu é bastante democrática - e, com isso, acirradíssima. Todos os que disputam as Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro estão na briga. Além dos gols marcados nas quatro divisões da competição, serão contabilizados os feitos nos Estaduais (apenas da primeira divisão), Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Taça Libertadores, Copa Sul-Americana, Recopa Sul-Americana e Mundial de Clubes da Fifa.
O HOMENAGEADO
Se Charles Miller trouxe a bola para o país e deu, com isso, o pontapé inicial para aquela que se tornou a grande paixão nacional, Artur Friedenreich foi um dos pioneiros do talento "made in Brazil". Ainda que existam controvérsias sobre o número de gols marcados pelo atacante - uma estatística aponta 1.329, apesar de outras assegurarem pouco mais de 500 -, a história, seja pelos recortes de jornais ou pelos testemunhos dos já saudosos bisavós, confirma que Fried foi um jogador extraordinário.
Conquistou sete títulos paulistas (seis pelo Paulistano e um pelo São Paulo da Floresta, que deu origem ao atual São Paulo Futebol Clube), uma Copa Rocca (1914) e dois Sul-Americanos (1919 e 1922) pela seleção brasileira. Ainda no Campeonato Paulista se consagrou como artilheiro em oito edições.
OS VENCEDORES
2008 - Keirrison (Coritiba), com 41 gols
2009 - Diego Tardelli (Atlético-MG), com 39 gols
2010 - Jonas (Grêmio) e Neymar (Santos), com 42 gols cada
2011 - Leandro Damião (Internacional), com 38 gols
2012 - Neymar (Santos), com 43 gols
2013 - Hernane (Flamengo), com 36 gols
2014 - Magno Alves (Ceará), com 37 gols
Postado por
Andreia Correia
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2916 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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