O seu choro é o nosso, Jesus
Eu estava lá: 24 de julho, às 11h da manhã. Time desfalcado e o pensamento eminente sobre o que seria da nossa meta sem Fernando Prass. Aquela que dois dias depois não seria mais dele. Pelo resto do ano. Primeira derrota em casa, Corinthians na cola e o comum pessimismo palmeirense volta a surgir na saída do estádio. O otimismo é o “não grita gol antes” da torcida alviverde. Sempre será. Acontece que a liderança ainda era nossa e dificilmente algum time teria alma o suficiente para tirá-la.
Quase quatro meses se passaram…(como aguentamos todos esses dias intermináveis?)
6 pontos. Faz as contas, cruza os jogos, simula, arrisca e aposta. Como se o futebol fosse algo previsível, tentamos, numa tentativa frustrada, ter posse sobre algo incontrolável. É como um mantra e, dos emocionais ao mais descrente dos palmeirenses, todos nos agarramos às possibilidades matemáticas para amenizar a ansiedade. Por que a gente não perde essa mania?
Tempo rolando e tome pressão. Tem jogo que faz faltar o ar e, como um torneio de futsal, os jogadores passam a largar as suas posições para atuar em outras. Egídio antecipando bola na lateral direita, Tchê Tchê defendendo a área com autoridade de zagueiro e, PORRA, VITOR H... JAÍLSON DEFENDE. Não existe espaço fixo quando a própria torcida deixa de ter um espaço físico. Nós estavámos em campo.
Toca de letra e dispara, Dudu levanta a cabeça e espera.
"Perseguido eu já nasci, demorou"
E o choro vem, porque é incontrolável, libertador e o fardo pesa. Porque poderia ser ele sorrindo como o camisa 9 da seleção, mas era ele chorando com a 33. Lágrimas para quem o glorificou e o tornou tão grande quanto o manto, para o Brasil e o mundo. Um menino que carrega uma responsabilidade maior do que o seu tempo de vida e flutua entre o talento de quem transforma água em vinho quando não nos resta nada e a dificuldade de representar a camisa que lhe cai tão bem. É a insustentável leveza de ser Gabriel Jesus. Cobramos tanto quanto nos dedicamos do lado de fora do campo. Porque tem que ser gigante pra jogar no Palmeiras.
"Só é grave aquilo que é necessário, só tem valor aquilo que pesa.” - Milan Kundera (A Insustentável Leveza do Ser)
O gol era tão necessário quanto a sua fome de bola. Ele nos doa o corpo e suor. A gente o presenteia com a alma que a seleção jamais vai dar.
Molha a medalha de um vencedor
Chora agora, ri depois
Aí, Jesus chorou
São 5h53. Tudo o que eu quero é acordar no domingo e continuar sentindo o peso de vestir a camisa do Palmeiras.
Postado por fyamma fernandes - 4818 visitas - Fonte: ESPN
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Obrigado menino Jesus, por tudo que vc fez por esta nação Alviverde, agora vai brilhar na Europa e um dia se Deus quiser voltará a brilhar com nosso manto...Boa sorte nesta nova jornada!!
isso é verdão!!! puro amor e paixão...
u fraco não tem espaço <br />eo covarde morre sem tenta!!!!!
Deus acompanhe você na sua nova caminhada!Obrigado por tudo que fez pelo Palmeiras Gabriel Jesus e....Até um dia! Que com certeza que voltará pro meu Verdão !