8/4/2018 10:10
Com uma história centenária, o Dérbi voltou a decidir um torneio após 19 anos. E não faltam inspirações aos palmeirenses no duelo.
Além das vitórias no mata-mata da Libertadores – o time de Felipão eliminou o rival alvinegro nas edições de 1999 e 2000 do torneio sul-americano –, o Verdão acumula triunfos marcantes em decisões.
Relembre alguns jogos:
Academia mantém rival na fila
A conquista do Paulistão de 1974 é uma das mais marcantes da segunda geração palmeirense conhecida como Academia. De um lado, o time alviverde comandado por Oswaldo Brandão vinha de uma sequência de títulos nacionais e estaduais, liderados por Ademir da Guia, Dudu, Emerson Leão, Luis Pereira, César Maluco, Leivinha e companhia.
Do outro, o Corinthians de Rivellino sofria com a seca de títulos, que completava 20 anos naquela temporada. Após o empate em 1 a 1 no jogo de ida, disputado no Pacaembu, o Dérbi decisivo foi disputado dias depois em um Morumbi lotado por torcedores alvinegros confiantes no fim do jejum.
Dentro de campo, porém, deu Palmeiras mais uma vez. Com gol de Ronaldo, o Verdão fez a festa da minoria palmeirense, conquistou o Paulistão e segurou o rival na fila por mais alguns anos.
– O pessoal nosso estava tranquilo. Era um jogo a mais, mais um título que o Palmeiras ia ganhar. Se eu estivesse jogando hoje, se a turma nossa estivesse jogando, o Corinthians estaria na fila ainda. Me desculpem os corintianos, mas é verdade – disse César Maluco, em trecho do documentário "Meu Mundo Tem Palmeiras", publicado pelo GloboEsporte.com em 2014.
O fim do jejum palmeirense
Dia 12 de junho de 1993. A data que virou até filme no cinema e documentário publicado pelo GloboEsporte.com em 2013 jamais será esquecida pelo torcedor palmeirense. Naquela tarde, no Morumbi, o Verdão de Vanderlei Luxemburgo venceu o rival Corinthians e colocou fim ao tabu de 17 anos sem títulos.
O título foi em grande estilo. Com grande investimento, os palmeirenses montaram uma equipe com Antônio Carlos, Roberto Carlos, Cesar Sampaio, Mazinho, Zinho, Edilson, Edmundo e Evair. Mesmo com a melhor campanha da primeira fase, o time encontrou dificuldades na decisão, quando foi derrotado por 1 a 0 primeiro confronto e com direito a provocação do corintiano Viola na comemoração.
Durante a semana, Luxemburgo tirou a delegação palmeirense da capital e tentou diminuir a pressão para os lados do Verdão, que não conquistavam um título desde 1976. No jogo de volta, no Morumbi, vitórias por 3 a 0 no tempo normal (gols de Zinho, Evair e Edilson) e 1 a 0 na prorrogação (mais um gol de Evair) marcaram um capítulo importante na história do clube.
– Bater um pênalti com 100 mil pessoas no estádio, numa fila de 16 anos, você precisa estar no mínimo pronto. Eu disse que seria campeão pelo Palmeiras, ninguém acreditava. As pessoas achavam que tinha chegado mais um. Foi o gol de pênalti mais bonito e mais importante da minha história – contou Evair, em trecho de entrevista para o documentário: "12 de junho de 1993, o dia em que o verde voltou a ser cor", publicado pelo GloboEsporte.com em 2013.
Rivalidade nacional e festa verde
Com o fim do jejum, em 1993, o Palmeiras engatou uma sequência de títulos importantes na década. E o rival Corinthians acabou sendo a vítima da equipe alviverde em algumas oportunidades.
Quase dois meses depois do título estadual, ainda em 1993, o Verdão, mesmo desfalcado, mas liderado por Edmundo, bateu o Timão na decisão do Torneio Rio-São Paulo.
Time do Palmeiras que entrou em campo na decisão contra o Corinthians
No ano seguinte, em 1994, o Dérbi decidiu pela primeira e única vez até hoje o Campeonato Brasileiro. E mais uma vez a festa foi palmeirense.
No Pacaembu, o Verdão largou na frente com uma vitória por 3 a 1, em noite de grande atuação de Rivaldo, Edmundo e Evair. Com a vantagem de poder perder por até dois gols no jogo de volta, por causa da melhor campanha geral, os palmeirenses empataram em 1 a 1 e fizeram a festa no estádio, que teve maioria palmeirense nas arquibancadas.
Recordar é viver... Palmeiras já festejou títulos em Dérbis marcantes
Relembre clássicos vencidos pelo Verdão contra o Corinthians
Foto: Globoesporte.com
No próximo domingo, Palmeiras e Corinthians lutarão pelo título do Campeonato Paulista. Depois de ter largado em vantagem e vencido em Itaquera por 1 a 0, o Verdão entra em campo diante do seu torcedor precisando de um empate para confirmar a conquista estadual.
Com uma história centenária, o Dérbi voltou a decidir um torneio após 19 anos. E não faltam inspirações aos palmeirenses no duelo.
Além das vitórias no mata-mata da Libertadores – o time de Felipão eliminou o rival alvinegro nas edições de 1999 e 2000 do torneio sul-americano –, o Verdão acumula triunfos marcantes em decisões.
Relembre alguns jogos:
Academia mantém rival na fila
A conquista do Paulistão de 1974 é uma das mais marcantes da segunda geração palmeirense conhecida como Academia. De um lado, o time alviverde comandado por Oswaldo Brandão vinha de uma sequência de títulos nacionais e estaduais, liderados por Ademir da Guia, Dudu, Emerson Leão, Luis Pereira, César Maluco, Leivinha e companhia.
Do outro, o Corinthians de Rivellino sofria com a seca de títulos, que completava 20 anos naquela temporada. Após o empate em 1 a 1 no jogo de ida, disputado no Pacaembu, o Dérbi decisivo foi disputado dias depois em um Morumbi lotado por torcedores alvinegros confiantes no fim do jejum.
Dentro de campo, porém, deu Palmeiras mais uma vez. Com gol de Ronaldo, o Verdão fez a festa da minoria palmeirense, conquistou o Paulistão e segurou o rival na fila por mais alguns anos.
– O pessoal nosso estava tranquilo. Era um jogo a mais, mais um título que o Palmeiras ia ganhar. Se eu estivesse jogando hoje, se a turma nossa estivesse jogando, o Corinthians estaria na fila ainda. Me desculpem os corintianos, mas é verdade – disse César Maluco, em trecho do documentário "Meu Mundo Tem Palmeiras", publicado pelo GloboEsporte.com em 2014.
O fim do jejum palmeirense
Dia 12 de junho de 1993. A data que virou até filme no cinema e documentário publicado pelo GloboEsporte.com em 2013 jamais será esquecida pelo torcedor palmeirense. Naquela tarde, no Morumbi, o Verdão de Vanderlei Luxemburgo venceu o rival Corinthians e colocou fim ao tabu de 17 anos sem títulos.
O título foi em grande estilo. Com grande investimento, os palmeirenses montaram uma equipe com Antônio Carlos, Roberto Carlos, Cesar Sampaio, Mazinho, Zinho, Edilson, Edmundo e Evair. Mesmo com a melhor campanha da primeira fase, o time encontrou dificuldades na decisão, quando foi derrotado por 1 a 0 primeiro confronto e com direito a provocação do corintiano Viola na comemoração.
Durante a semana, Luxemburgo tirou a delegação palmeirense da capital e tentou diminuir a pressão para os lados do Verdão, que não conquistavam um título desde 1976. No jogo de volta, no Morumbi, vitórias por 3 a 0 no tempo normal (gols de Zinho, Evair e Edilson) e 1 a 0 na prorrogação (mais um gol de Evair) marcaram um capítulo importante na história do clube.
– Bater um pênalti com 100 mil pessoas no estádio, numa fila de 16 anos, você precisa estar no mínimo pronto. Eu disse que seria campeão pelo Palmeiras, ninguém acreditava. As pessoas achavam que tinha chegado mais um. Foi o gol de pênalti mais bonito e mais importante da minha história – contou Evair, em trecho de entrevista para o documentário: "12 de junho de 1993, o dia em que o verde voltou a ser cor", publicado pelo GloboEsporte.com em 2013.
Rivalidade nacional e festa verde
Com o fim do jejum, em 1993, o Palmeiras engatou uma sequência de títulos importantes na década. E o rival Corinthians acabou sendo a vítima da equipe alviverde em algumas oportunidades.
Quase dois meses depois do título estadual, ainda em 1993, o Verdão, mesmo desfalcado, mas liderado por Edmundo, bateu o Timão na decisão do Torneio Rio-São Paulo.
Time do Palmeiras que entrou em campo na decisão contra o CorinthiansNo ano seguinte, em 1994, o Dérbi decidiu pela primeira e única vez até hoje o Campeonato Brasileiro. E mais uma vez a festa foi palmeirense.
No Pacaembu, o Verdão largou na frente com uma vitória por 3 a 1, em noite de grande atuação de Rivaldo, Edmundo e Evair. Com a vantagem de poder perder por até dois gols no jogo de volta, por causa da melhor campanha geral, os palmeirenses empataram em 1 a 1 e fizeram a festa no estádio, que teve maioria palmeirense nas arquibancadas.
Postado por
Lucas Guimarães Anuzi Pereira
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