19/3/2020 12:14
LEIA TAMBÉM: Último livre do CT, Luan Silva recebe cartilha de exercícios do Palmeiras
O clássico estava programado para ocorrer no domingo (22) pela penúltima rodada da fase de classificação. Os palmeirenses buscam a melhor campanha (tem os mesmos 19 pontos do Santo André), enquanto os corintianos sofrem e podem ser eliminados precocemente.
Desde 1917, quando se enfrentaram pela primeira vez, Corinthians e Palmeiras não se encontraram apenas nas edições de 1924 e 2004 do Estadual. Os motivos passados não guardam nenhuma relação com o problema atual.
Revolta palestrina
Em 1924, ainda vigorava o amadorismo no futebol brasileiro e o Estadual mais antigo do país era disputado por 12 equipes no sistema de pontos corridos. O Palmeiras, então ostentando seu nome de batismo, isto é, Palestra Itália, abandou o torneio após dois jogos.
O motivo foi um desentendimento com a APEA, a entidade responsável pela competição, após duas rodadas.
Os palestrinos já cumpriam uma punição imposta do torneio passado, com Picagli suspenso. Mais dois jogadores foram punidos após a derrota para o Paulistano por 3 a 1: Nigro e Cassarini. Eles foram expulsos por jogo violento.
Depois, na derrota para o Braz Atlético por 3 a 2, Primo e Heitor também foram expulsos e suspensos por jogo violento.
O clube apelou e não conseguiu. Também ficou incomodado com a negação para inscrever Amílcar Barbuy, ex-Corinthians. Após a segunda rodada, os palmeirenses abandonam a comunicação. O restante da temporada foi dedicado a jogos amistosos.
Em comunicado à imprensa, a diretoria palestrina manifestou "descontentamento com várias decisões tomadas pela APEA". Foi a segunda vez que o Palmeiras abandonou um campeonato em curso. Já havia feito em 1918.
É importante explicar o contexto daquele ano também. Foi o ano da Revolução Tenentista em São Paulo, um conflito que durou quase um mês (de 5 a 28 de julho) e tinha como objetivo depor o presidente da República Artur Bernardes e promover reformas políticas.
Alguns pontos da cidade chegaram a ser bombardeados pelos tropas do governo federal para conter os líderes tenentistas. Apesar de ter curta duração, o conflito deixou um saldo impactante: 5 mil feridos e mais de 500 mortos.
O Campeonato Paulista foi interrompido por dois meses.
Por causa dos dois meses de paralisação, o torneio de 1924 terminou em 1925 e marcou o primeiro tricampeonato do Corinthians.
Fracasso corintiano
Oitenta anos depois, o clássico não foi disputado no Estadual pela segunda vez. Dessa vez os "culpados" foram os corintianos.
Com um regulamento novo em relação aos anos anteriores, o Campeonato Paulista de 2004 não reservou um confronto entre os rivais na fase classificatória. Aliás, nem mesmo no mata-mata. Dependeria do acaso para que se encontrassem no mata-mata final.
Ocorre que o Corinthians fez um campanha péssima. Venceu dois jogos, empatou outros dois e perdeu cinco vezes. Caiu na primeira fase e só não foi rebaixado porque, na última rodada, o São Paulo derrotou o Juventus. Assim, quem acabou rebaixado foi o time da Mooca.
A equipe alvinegra era comandada por Oswaldo de Oliveira e tinha no elenco nomes como o goleiro Fábio Costa, o lateral Coelho, o zagueiro Anderson, os volantes Fabrício e Rincón, o meia Adrianinho e os atacantes Gil, Régis Pitbull e Marcelo Passos.
O Palmeiras avançou de fase e chegou até a semifinal. Foi eliminado de forma surpreendente pelo Paulista, nos pênaltis após dois jogos. O primeiro terminou empatado por 1 a 1, no Palestra Itália. O seguinte terminou 3 a 3, no estádio Hermínio Ometto, em Araras.
Nas penalidades, Élcio, Lúcio e Nen perderam para o Palmeiras, enquanto Pedrinho, Muñoz e Vágner Love marcaram. O time de Jundiaí, que tinha o técnico o ex-goleiro Zetti, venceu por 4 a 3. Na decisão, o "Galo" perderia a taça para o São Caetano.
A equipe alviverde era comandada por Jair Picerni e tinha o goleiro Marcos, os laterais Baiano e Lúcio, o volante Magrão, os meias Adaõzinho e Pedrinho e o atacante Vagner Love, este em início de carreira.
Palmeiras, verdão, alviverde, Alianz Parque, CT da barra funda, paulista, libertadores, mundial, brasileiro, copa do brasil, Vanderlei Luxemburgo, técnico,
Sem Paulista, Corinthians x Palmeiras pode repetir o que só aconteceu duas vezes na história
O novo coronavírus ameaça a continuidade do Campeonato Paulista e pode fazer com que o torneio termine sem um Corinthians x Palmeiras pela terceira vez em mais de cem anos. A competição foi paralisada na última segunda-feira e não tem data para voltar.
LEIA TAMBÉM: Último livre do CT, Luan Silva recebe cartilha de exercícios do Palmeiras
O clássico estava programado para ocorrer no domingo (22) pela penúltima rodada da fase de classificação. Os palmeirenses buscam a melhor campanha (tem os mesmos 19 pontos do Santo André), enquanto os corintianos sofrem e podem ser eliminados precocemente.
Desde 1917, quando se enfrentaram pela primeira vez, Corinthians e Palmeiras não se encontraram apenas nas edições de 1924 e 2004 do Estadual. Os motivos passados não guardam nenhuma relação com o problema atual.
Revolta palestrina
Em 1924, ainda vigorava o amadorismo no futebol brasileiro e o Estadual mais antigo do país era disputado por 12 equipes no sistema de pontos corridos. O Palmeiras, então ostentando seu nome de batismo, isto é, Palestra Itália, abandou o torneio após dois jogos.
O motivo foi um desentendimento com a APEA, a entidade responsável pela competição, após duas rodadas.
Os palestrinos já cumpriam uma punição imposta do torneio passado, com Picagli suspenso. Mais dois jogadores foram punidos após a derrota para o Paulistano por 3 a 1: Nigro e Cassarini. Eles foram expulsos por jogo violento.
Depois, na derrota para o Braz Atlético por 3 a 2, Primo e Heitor também foram expulsos e suspensos por jogo violento.
O clube apelou e não conseguiu. Também ficou incomodado com a negação para inscrever Amílcar Barbuy, ex-Corinthians. Após a segunda rodada, os palmeirenses abandonam a comunicação. O restante da temporada foi dedicado a jogos amistosos.
Em comunicado à imprensa, a diretoria palestrina manifestou "descontentamento com várias decisões tomadas pela APEA". Foi a segunda vez que o Palmeiras abandonou um campeonato em curso. Já havia feito em 1918.
É importante explicar o contexto daquele ano também. Foi o ano da Revolução Tenentista em São Paulo, um conflito que durou quase um mês (de 5 a 28 de julho) e tinha como objetivo depor o presidente da República Artur Bernardes e promover reformas políticas.
Alguns pontos da cidade chegaram a ser bombardeados pelos tropas do governo federal para conter os líderes tenentistas. Apesar de ter curta duração, o conflito deixou um saldo impactante: 5 mil feridos e mais de 500 mortos.
O Campeonato Paulista foi interrompido por dois meses.
Por causa dos dois meses de paralisação, o torneio de 1924 terminou em 1925 e marcou o primeiro tricampeonato do Corinthians.
Fracasso corintiano
Oitenta anos depois, o clássico não foi disputado no Estadual pela segunda vez. Dessa vez os "culpados" foram os corintianos.
Com um regulamento novo em relação aos anos anteriores, o Campeonato Paulista de 2004 não reservou um confronto entre os rivais na fase classificatória. Aliás, nem mesmo no mata-mata. Dependeria do acaso para que se encontrassem no mata-mata final.
Ocorre que o Corinthians fez um campanha péssima. Venceu dois jogos, empatou outros dois e perdeu cinco vezes. Caiu na primeira fase e só não foi rebaixado porque, na última rodada, o São Paulo derrotou o Juventus. Assim, quem acabou rebaixado foi o time da Mooca.
A equipe alvinegra era comandada por Oswaldo de Oliveira e tinha no elenco nomes como o goleiro Fábio Costa, o lateral Coelho, o zagueiro Anderson, os volantes Fabrício e Rincón, o meia Adrianinho e os atacantes Gil, Régis Pitbull e Marcelo Passos.
O Palmeiras avançou de fase e chegou até a semifinal. Foi eliminado de forma surpreendente pelo Paulista, nos pênaltis após dois jogos. O primeiro terminou empatado por 1 a 1, no Palestra Itália. O seguinte terminou 3 a 3, no estádio Hermínio Ometto, em Araras.
Nas penalidades, Élcio, Lúcio e Nen perderam para o Palmeiras, enquanto Pedrinho, Muñoz e Vágner Love marcaram. O time de Jundiaí, que tinha o técnico o ex-goleiro Zetti, venceu por 4 a 3. Na decisão, o "Galo" perderia a taça para o São Caetano.
A equipe alviverde era comandada por Jair Picerni e tinha o goleiro Marcos, os laterais Baiano e Lúcio, o volante Magrão, os meias Adaõzinho e Pedrinho e o atacante Vagner Love, este em início de carreira.
Palmeiras, verdão, alviverde, Alianz Parque, CT da barra funda, paulista, libertadores, mundial, brasileiro, copa do brasil, Vanderlei Luxemburgo, técnico,
Postado por Rudney Rodrigues Xavier - 3513 visitas - Fonte: ESPN
Mais notícias do Palmeiras
Notícias de contratações do PalmeirasNotícias mais lidas

Palmeiras encaminha contratação do lateral-esquerdo João Paulo
VALE TÍTULO! Palmeiras e Vasco devem lotar Nubank Parque em final do Brasileirão Sub-20
GOOOOOOOOOOOL DO PALMEIRAS! MAURÍCIO EMPATA O JOGO! 1 A 1 NO PLACAR!
SUSPENSÃO DO MISTER! Abel pode pegar longa suspensão após chutar microfone no jogo contra o Mirassol
Paulinho sofre mais uma grave lesão e fica fora por tempo indeterminado!
NEGÓCIO DE R$ 30 MILHÕES! Palmeiras avança por joia do Cruzeiro para o time profissional
Palmeiras aposta em Miguel Bilong como nova promessa após saída de Allan Elias para o City
ADEUS! Palmeiras fica perto de vender atacante para o futebol do exterior; entenda
Palmeiras encaminha venda de Riquelme Fillipi ao Inter Miami por valor milionário
TITULARES DE VOLTA! Retorno de reforços anima Palmeiras antes de duelos decisivos